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Povoamento rural...

por Antigo Mail, em 08.09.08

 ...SOB 3 PERSPECTIVAS

 

Povoamento rural   Os vereadores dos independentes por tomar, publicaram recentemente, no Jornal Cidade de Tomar, um texto onde explanam as suas observações sobre as limitações à construção em espaço rural, cujo título é "Pela fixação das populações no meio rural concelhio".

   Abordam-se sumariamente as dificuldades burocráticas e limitativas para s concessão de licenças e respectivas construções, embora, seja um problema, o facto de Portugal Interior ser cada vez mais envelhecido e cada vez mais desértico, onde são raras as crianças que nascem, (a propósito recomenda-se o visionamento da Grande Reportagem SIC, cujo tema é este mesmo), em Tomar, não podemos falar de um acentuado êxodo, nem rural, nem migratório, pelo que não está em risco a sobrevivência do concelho ou massiva diminuição da sua população, o facto de Tomar não ser hoje uma cidade ou concelho dinâmico, está em parte explicado neste artigo (Publicado no Tomar Sentido), cuja leitura evidenciará graves problemas, que afectam não só a cidade mas também todo o concelho.

   Evidentemente não podemos conceber um concelho sem população rural, aliás desde sempre a existiu, mas actualmente a ordem natural das coisas tem de ser revistas, para se acautelarem erros do passado, tais como a concessão indiscriminada de licenças, que obviamente geraram mais tarde necessidades extra, nomeadamente nas infra-estruturas, que  mais cedo ou mais tarde tiveram de ser instaladas, no mínimo falamos das estruturas básicas, saneamento básico e electricidade.

   Não nos podemos esquecer de que para tudo vivemos numa comunidade, e como tal há regras que regulamentem, e o tempo em que alguém decidia erigir uma habitação longe de tudo e todos acabou, é que parecendo que não, este tipo de comportamentos levam a várias situações que sobrecarregam o domínio público, e não podemos cobrar a esmagadora maioria dos cidadãos que suporte custos para a família A, B e C. Falo obviamente do sistema de povoamento disperso, que para um determinado número de habitantes requer um custo médio de infra-estruturas e vias muitíssimo superior que aos habitantes de uma cidade, vila, ou mesmo de uma pequena aldeia. Ainda se, se observasse que, era de vital importância, nomeadamente, ligado às actividades primárias tais como a agricultura, ainda se pode ver que é um investimento sustentável, agora, o que se assiste é apenas a uma moradia, muitas das quais o seu agregado tende a deslocar-se para os principais centros urbanos. Qual a razão de se pavimentar uma estrada, que serve uma ou duas casas? Julgo que quem quer extrema privacidade, deverá ter de as pagar. Isto é criar as condições necessárias para o estabelecimento da sua habitação e não esperar muito do município, que tem zonas com muito mais gente a necessitar de estradas e infra-estruturas.

   Depois, ainda existe outra questão, que é a utilização de área agrícola para absolutamente nada, muitas zonas poderiam ser rentáveis do ponto de vista agrário, se não houvesse quem implantasse uma casa aqui, outra ali sem arbitrariedade alguma, e quem paga é a comunidade uma vez que mesmo se houvesse alguém disposto a investir na agricultura, não faria, dado que a irregularidade no planeamento faz com que as áreas estejam despedaçadas por uma casa aqui, outra ali.

   Mas isto não se cinge unicamente ao factor económico, prende-se também com a segurança, meios afastados e dispersos, requerem mais meios quer de saúde, quer de protecção civil e mais custos no atendimento e também mais tempo, assim, todos gostam do sossego e da calma e "de não serem perturbados", mas quando há perigo, é um "ai Jesus", reclamam por ser difícil lá chegar, pudera, quem mandou assentar tijolo em zonas distantes?

   Isto não se trata de eliminar a população rural, trata-se sim de regulamentar a sua localização, e evitar a todo o custo o sistema disperso e misto, apostando-se num sistema concentrado. Se por ventura há erros no novo diploma, é provável, mas que é melhor prevenir do que remediar, certamente que sim.

   As formas concentradas de povoamento são sempre melhores, pois tem custos médio por habitante menores, são mais facilmente socorridas em situações de perigo, aumentam exponencialmente a qualidade de vida e serviços disponíveis, o que traz mais emprego e maior riqueza e libertam mais área agrícola susceptível de se tornar em SAU (Superfície Agrícola Disponível).

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publicado às 17:20


Sector terciário

por Antigo Mail, em 02.09.08

Centro Comercial    Como é sabido, a par com a queda da indústria, assiste-se em Tomar, também, a uma falta de investimento no sector terciário, mais concretamente, na aglomeração do comércio e serviços num único espaço, isto é, obviamente, num Centro Comercial, sendo assim há-que rever qual a posição tomarense no que a este assunto concerne, aliás no último projecto feito pelo Thomar Vrbe, em que se realizou um pequeno inquérito, a par com a indústria o comércio também é referenciado como um aspecto negativo de Tomar, uma vez que não se observa um fomento nessa matéria, nem na criação de grandes espaços comerciais e de serviços, as novas centralidades, nem na protecção do comércio tradicional, tal facto é documentado pelo fecho de cada vez mais estabelecimentos no centro histórico ao passo que as ditas "lojas dos chineses" estão a aumentar a grande ritmo.

   A controvérsia instalou-se aquando da proposta da instalação de um possível "Fórum Tomar", um centro comercial a ser instalado nos terrenos do actual mercado, este por sua vez, refira-se, está em muito mau estado de conservação e inadaptado às actuais necessidades, não abonando a grande crédito. Os vários problemas que se anteviram a este projecto, são, por um lado, a deslocação do mercado de frescos, por outro, a sua substituição por um Centro Comercial, ainda assim houve quem apontasse para o facto da urbanística.

   Urge então ver alguns pontos de interesse:

  • É necessário um espaço que congregue actividades comerciais, sobretudo do ponto de vista do comércio de alta tecnologia, vestuário e de lojas especializadas, atendendo à tipologia de Grandes Armazéns e Lojas de Especialidade com inclusão de serviços e lazer?
  • A zona do mercado, constitui por si só, uma zona privilegiada para este tipo de actividades?
  • Qual o impacto da instalação de Centro de Comércio e Serviços na sua envolvência?
  • A mudança do mercado de frescos implica mudança substancial de custos e de hábitos, que por si só, possam por em risco a sua actividade normal?
  • No final o balanço entre a manutenção entre um mercado ou o câmbio para um Centro Comercial salda-se por que solução.

   Acerca da primeira questão, parece-me óbvio que Tomar já está atrasada no que toca a este tipo de comércio, uma vez que não apresenta soluções disponíveis, nem ao tipo do comércio de grandes armazéns, nem de lojas de especialidade de grande superfície, incluindo a aglomeração no mesmo espaço de vários serviços e utilidades, tais como as novas salas de cinema de pequena dimensão, mas cuja oferta de filmes é diversificada, lojas da especialidade, com informática, jardinagem, mobiliário etc., entre outros.

   Na segunda pergunta, constatamos que há medida que a cidade crescia no que é hoje conhecida como a parte nova, a Avenida General Norton de Matos se tem tornado cada vez mais a artéria principal da cidade, e o mercado ocupando cada vez mais uma parte central, e de convergência apenas aproveitado pelo mercado de frescos e sobretudo o mercado há sexta-feira, pelo que, cada vez mais esta zona apresenta cada vez mais um maior impacto e, se a acrescentarmos a isso, a construção da nova ponte, ainda que discutível ou não, reforça este estatuto de área de grande qualidade e de grande apetência, ocorrendo em torno dela duas grandes vias, vindas Ponte Arantes de Oliveira (Ponte Nova) e da nova ponte ainda em construção.

   A construir-se um edifício deste género, se regido por uma boa estratégia de implementação, o seu efeito imediato é a atracção de pessoas a este centro, o que por sua vez dá vitalidade ao centro, e pela sua peculiar localização e proximidade, o transferência de visitantes ao centro histórico, uma vez que estes Centro Comerciais não visam apenas servir os habitantes locais, mas sim, uma grande região, e a sua localização interior fará dele um sério concorrente, por exemplo ao recente Centro Comercial de Torres Novas, pois permite que antes ou após uma ida a este Centro Comercial, convidaria uma parte dos visitantes a um passeio pelas ruas do centro histórico, dada a sua proximidade, e por conseguinte, novo alento a essa zona, podendo mesmo o comércio tradicional a beneficiar disso. Ora, uma vez que, o mercado de frescos é na sua maioria utilizado pelas gentes das zonas rurais e de que as zonas disponíveis, nomeadamente nas zonas periféricas, não estão a grande distância para aqueles que moram em Tomar, sem contar com o serviço de transportes públicos implementados e que devem ser melhorados, penso existir condições para a transferência do mercado para a zona periférica, com especial atenção para as zonas em progressão, visto que, se se implantar o mercado agora nessas zonas, a tendência será para que numa década, o mercado outrora na periferia já esteie perfeitamente enquadrado na malha urbana, dado o crescimento que se espera da cidade.

   Assim, e resolvendo a última questão, penso que o balanço entre estes dois factores, o da manutenção do mercado ou da sua relocalização e criação de um Centro Comercial em pleno centro, penso pender favoravelmente pela última opção, tendo ainda em conta que quanto mais central for um possível Centro Comercial de grande dimensão, melhor e mais revitalizante será para a cidade.

 

   Agora, o que há que ter em conta é o seguinte: tem de se pensar em algo com vista o longo prazo, pelo que soluções simplistas e baratas, geralmente nunca dão frutos, e pelo menos por agora, não existem condições monetárias, para a implementação deste projecto, isto se se proceder ainda ao desbarato actual.

   Uma solução deste tipo exige grande capacidade financeira, ainda que o retorno seja maior, quer em termos de investimento, quer na criação ainda assim de um largo número de postos de trabalho, e com isto toda a logística que certamente criará mais emprego pela via indirecta, e é necessário proceder a cuidado plano urbanístico e de acessos.

 

    Assim, pela minha observação, julgo que, a se construir esta estrutura, dever-se-ia optar por um edifício robusto, e não de linhas extremamente "modernas" num estilo leve mas conservador, e aproveitar o factor relevo, para ocupar o lugar térreo, ou seja ao nível mais baixo, junto à ponte, para um grande parque automóvel coberto. Para terem a noção da minha proposta, peguemos como referência o Rio Nabão, e traçamos uma linha paralela ao rio, a cerca de 10 metros de distância e elevaríamos 5 metros em relação ao actual solo, pela mesma forma e como referência ao passeio da Avenida Norton de Matos, traçamos uma linha a ele paralela cuja distância coincide com o actual edifício da EDP, igualmente à mesma altura que a linha previamente traçada, o mesmo se faz com as vertentes opostas, ficamos com um rectângulo como referência, sendo estas as fundações do novo edifício, todo esse espaço seria dirigido para o parque subterrâneo, imediatamente no piso superior o qual de deverá coincidir em altura com a Rua de Santa Iria, os Bombeiros, o Centro de Emprego e o edifício da EDP, assim a Norte vem a subida da Avenida Norton de Matos, a Sul a Subida vinda da ponte em construção, do lado do rio, ajardinava-se fazendo com que a margem fosse levemente subindo, escondendo em parte este piso subterrâneo, daí os 10 metros de distância em relação ao rio.

   Posto isto, vem o edifício propriamente dito, penso que deveria ter quatro ou cinco pisos, distribuídos de regularmente, este edifício assente sobre o parque subterrâneo, será obviamente mais pequeno em termos de área de piso, ou seja, pegando então no piso surgido pela cobertura do parque, voltamos a pegar nessas linhas desta vez com as quotas à altura do piso e ao mesmo tempo da Rua de Santa Iria, e pelo lado Norte, retiramos tantos metros quantos os necessários, para distanciar o edifício da rua e da escadaria da Norton de Matos, evitando o efeito desagradável de edifícios altos muito perto dos passeios e ficando igualmente mais longe da estrada, o mesmo se sucede para o lado Sul, e pelo lado do rio, criando nesse espaço uma espécie de praça ou terraço ao ar livre, com acesso directo às ruas adjacentes, apenas o lado da rua de Santa Iria será o menos espaçoso, uma vez que não se justifica, dando primazia à harmonia com os edifícios, do Centro de Emprego e da EDP, podendo ou não manter-se esse espaço de estacionamento, mas seria preferível o seu ajardinamento e aproveitamento para uma entrada principal.

   Como de resto é normal, o último piso térreo ou seja o telhado, deverá ter acesso podendo ou não conter um café ou restaurante, gozando das boas vistas que oferece sobre toda a cidade em especial a zona histórica e vale a Sul.

 

   Bem sei que estes últimos parágrafos são difíceis de imaginar especialmente se não tem a zona em mente, mas tente passar por lá e imaginar o que escrevo.

 

   Por fim os pormenores técnicos, acerca do porque julgo que uma entrada pelo lado Sul, ou seja pela nova ponte seria melhor em vez de pela Norton de Matos, e deve-se manter a escadaria da Norton de Matos,

   Opcionalmente, e aí sim, um projecto realmente caro, seria o de aproveitar o declive da Norton de Matos, e onde é actualmente o passeio, este ficar nivelado pela Ponte Nova, ou seja mais baixo que estrada, sendo que no final, perto da rotunda se façam passagens subterrâneas em forma de quadrado, por baixo da rotunda, ficando as escadas e uma rampa de acesso ao piso superior do parque subterrâneo, e o passeio a descair até ao túnel, onde terá duas vias, uma em frente por baixo da Rua de Santa Iria e outro às esquerda por baixo da Norton de Matos, seguindo o mesmo processo em todos os cruzamento da Rotunda dos Bombeiros, já que existe espaço suficiente em todos os passeios, para acessos em escadas e rampas. A ver: Onde é o parque de estacionamento em frente à Caixa Geral de Depósitos, o largo passeio em frente ao Café D'Arco e Papelaria Raiz, ao passeio e parte do jardim dos Bombeiros, o como tinha dito pelo aprofundamento do passeio contíguo às escadaria da Norton de Matos.

   É claro que este "extra" opcional aumentaria a fluidez de trânsito e a segurança dos peões e dava um ambiente novo e renovados à zona, mas claro a sua natureza opcional e sendo gasto a fundo perdido, não é de todo obrigatório, mas poderia ser positivo, envolvendo ainda assim obras profundas. Mas se em Tomar já as houve e por coisa nenhuma, porque não pelo aumento de segurança dos peões (e para prevenir daquelas pessoas que inconscientemente não atravessam na passadeira).

 

   Fica a minha propostas, se puder publicarei esboços ilustrativos.

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publicado às 23:45


Turismo e Desenvolvimento

por Antigo Mail, em 08.08.08

Fábrica da TemaHome - Antiga Norema   De há uns anos para cá, tem sido política municipal, a aposta, ou pelo menos, tentativa de aposta no turismo, como meio de desenvolvimento regional, sob a tutela: Tomar, Cidade Templária, tem se assistido a uma acentuada viragem das miras económicas para o turismo, como se este fosse a única e derradeira oportunidade. Não o é, de facto o turismo apresenta uma desvantagem, que está camuflada por detrás das alterações económicas nacionais e internacionais, ou seja, depende, da estabilidade em grande medida dos mercados internacionais e do seu poder de compra, uma vez que reviso em queda, traduz-se numa descida do número de visitantes e turistas. Ora sabe-se que uma economia de mercado, tem altos e baixos, e que num cenário de queda acentuada do número de turistas que passarem por Tomar, o município não tem como garantir uma contrapartida, uma vez que sendo o turismo a actividade principal, a região fica dependente da estabilidade estrangeira.

   Assim, é necessário garantir que a região invista em formas menos dependentes do estrangeiro como é o caso da indústria e dos serviços, certo é que, estes também dependem do normal funcionamento da economia mundial e do mercado mundial, mas a sua tipologia permite a médio prazo permutar, os mercados de incidência eu em casos mais graves permutar a sua actividade, sem que haja grande prejuízo, desde que bem geridos e acompanhados pela Câmara Municipal.

   A actividade industrial é a que garante um rápido aumento de riqueza, que leva ao desenvolvimento tecnológico e à criação de mais postos de trabalho, traz novas infra-estruturas e novas técnicas e permite exportar a marca e a região, lago que o turismo, não promove em tão grande escala, por outro lado, promove o aumento da qualidade de vida, entre outras vantagens. A longo prazo e se bem dirigido a actividade industrial sustentada, cria riqueza, traz tecnologia e combate o desemprego.

   Mas obviamente não se vai vetar o turismo ao abandono, por outro lado, deve-se também investir no turismo, como meio de publicidade local e ao que de bom se faz por cá, e igualmente tem de ser bem dirigido, algo que muito raramente é feito em Tomar, pois são muitos os erros cometidos, ainda assim, não é tarde.

   O progresso faz-se entre Educação, Indústria e Comércio! Mas é necessário divulgá-lo e é esse o papel do Turismo.

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publicado às 19:52


(Nova) Escola Dom Nuno Álvares Pereira

por Antigo Mail, em 05.08.08

Presidente Corvêlo de Sousa de visita às instalações do ex-colégio Nun'Álvares   Antigo colégio interno de grande prestígio, transformada em escola secundária e por fim, privada do ensino secundário, a ex-Escola Secundária Dom Nuno Álvares Pereira tem sido vetada ao abandono, enquanto outros estabelecimentos de ensino em Tomar, já na altura com melhores infra-estruturas do que esta, recebiam novos melhoramentos. Não tardou a ser considerada a escola dos maus, dos piores, nos últimos anos era raro o inverno chuvoso que não impedisse o normal funcionamento das salas dos patamares inferiores e as infiltrações nos superiores, sem contar com inúmeros problemas, de construção. Um pavilhão deteriorado onde existiam espaços onde não se podia pisar uma vez que o soalho podre se quebrava.

   E qual a solução achada? Neste momento a CMT quer fazer erguer um novo espaço escolar com múltiplas valências, desde o primeiro ciclo ao terceiro ciclo do ensino básico, para isso implica a destruição parcial de um dos mais emblemáticos edifícios nabantinos e por onde passaram várias gerações de individualidades importantes no espectro português.

   É de louvar que a frontaria e as laterais contíguas permaneçam, uma vez que é uma frontaria deveras importante e conhecida dos tomarenses.

   Agora, será que era mesmo necessário uma intervenção tão profunda? Quero dizer, agora talvez seja mesmo necessário, mas se se tivesse atempadamente olhado para o problema e se não se tivesse procedido às múltiplas mudanças de estabelecimento, nomeadamente a retirada do ensino secundário. Se se tivesse feito uma reconstrução do edifício adequadamente e a tempo e horas, teria se preservado uma grande instituição pública de ensino secundário com as melhores instalações da região e uma tradição de muitos anos.

   Assim, agora não vale a pena evidenciar o que se poderia fazer. Embora seja uma intervenção profunda, penso ser necessária, embora ache que o Escola D. Nuno Álvares Pereira deveria ser de novo uma escola secundária.

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publicado às 15:28


Eixos de desenvolvimento e novas centralidades

por Antigo Mail, em 23.07.08

Alfa Pendular   Um dos males que ataca a cidade de Tomar e todo o seu concelho é a posição de Tomar no sistema urbano português e do Médio Tejo, assim a macrocefalia de Tomar, ou a sua falta, é um problema que atinge Tomar há várias décadas, nomeadamente no que concerne às acessibilidades e às redes de transporte, durante muito tempo Tomar tem assistido impávida e serenamente à sua queda e lenta agonia, uma vez que os próprios, ou seja nós tomarenses, nos temos alienado do que se está a passar em redor da cidade e do seu concelho, até há bem pouco tempo, ir a Tomar era uma longa e sinuosa viagem, faltavam as vias rodoviárias rápidas e no plano ferroviário assistia-se a um entrave, a estação de Tomar, é um ramal finito, o que impossibilita a criação de infra-estruturas mais avançadas, bem como impossibilita o aproveitamento das viagens ferroviárias de longo curso e da sua paragem em Tomar.

   Tal facto só na última década começo a ser alterado, porém, ainda não estão concluídas todas as obras de acesso rodoviário a Tomar, em breve, ir de automóvel de Tomar à Nazaré não será  mais aquela viagem fastidiosa e interminável que os tomarenses se habituaram a fazer, ainda assim muito podia ser feito, com custos menores. Se no plano rodoviário as coisas já são um pouco mais optimistas, na plano ferroviário Tomar pareceu andar para trás, não mais se vê as composições de transporte de volumes que outrora afluíam à estação de Tomar com grande regularidade, e mesmo o transporte de passageiros, apesar de, com o sinal dos tempos e as composições climatizadas, tem vindo a diminuir.

   A par e passo com esta estagnação dos transportes, assiste-se também à morte daquele que foi uma das principais e longas actividades de Tomar, o sector industrial, que como oportunamente foi explicado e dito no relatório do projecto Thomar Vrbe - Requalificação das Antigas Instalações Industriais das Fábricas Mendes Godinho e Fábrica de Fiação, semque nenhuma actividade viesse preencher o papel em larga escala que a indústria deixou. E isto provoca automática e sumariamente uma quebra significativa, da importância vital de Tomar, e origina um abrandamento do seu desenvolvimento.

   Com isto o concelho entra numa nova era de latência, falta de produtividade e de competitividade, não mais se vêm grandes unidades industriais, grandes empresas, e grandes armazéns, os caminhos de ferro de mercadorias definham e o concelho perde-se no Ribatejo.

   Com isto outros concelhos adquirem mais pujança e Tomar entra em queda a pique na nova hierarquia das cidades portuguesas. Contudo não se deve perder a esperança de salvar esta localidade com oito séculos, mas infelizmente as opções tomadas pelos sucessivos executivos camarários lograram-se insuficientes ou pior do que isso erradas e prejudiciais, a fixação em Tomar é difícil uma vez que os preços praticados e os impostos camarários são dos mais altos da região e a somar a isso assiste-se ao definhamento da indústria e ao fraco teor do sector terciário, exceptua-se ainda um bom nível de educação, mas ante isto qual é a perspectiva de um jovem, obviamente é a de sair e procurar emprego e habitação mais barata, num outro concelho.

   É então urgente repensar a forma como queremos que Tomar encare o futuro, para isso são necessários vários pontos de intervenção.

   O primeiro prende-se com a imediata cessação das obras actuais, a construção de novas rotundas e equipamentos desnecessários, tal é o caso das novas rotundas propostas e intervenções cujo propósito seja o de um ínfimo melhoramento (que por vezes não se assiste) das condições de utilização.

   A Câmara Municipal de Tomar deve, de uma vez por todas, de mostrar intransigente e fechada sobre si mesma, deve abrir-se ao pensamento dos tomarenses e não às "brigas políticas", actualmente este órgão autárquico actua como uma realidade à parte do concelho, com resultados manifestamente erróneos, tais como supostas obras de remodelação inúteis e de novas infra-estruturas desnecessárias no contexto actual. E sobre este tópico o Thomar Vrbe deve relembrar que pediu para entregar o seu último relatório e  ainda não obteve uma única resposta. A Câmara não ouve os seus munícipes e os seus representantes praticam uma política de populismo e de construção de obras de fachada.

   Faz-se necessário iniciar imediatamente um plano de regeneração das contas camarárias e prevenir o seu endividamento.

   Após tudo isto, é chegada a altura de se iniciar importantes transformações no concelho com vista à sua modernização.

   Como proceder à modernização do concelho de Tomar. É questão que todos nós tentamos dar resposta, em primeiro lugar há que viabilizar as novas centralidade e fomentar a ligação de Tomar com o resto do país, tendo em vista as ligações de longo curso, para isso é necessário elaborar um novo plano de pormenor, com vista a regularizar, planear e propor novos traçados, e englobá-los de forma harmoniosa com os meios de transporte, como tal é um erro permitir que a estação de Tomar seja recuada do sítio onde está, uma vez que a afastará do centro histórico, por outro lado impedir o que se está a observar noutras cidades que é a construção de urbanizações fora do perímetro urbano, uma vez que a sua não inclusão na dinâmica da cidade implicará maiores custos em transportes e construção de infra-estruturas, por outro lado as vias de expansão deverão ser planeadas de acordo com as vias rodoviárias e ferroviárias, de maneira a não sobrecarregar as vias internas, assim Tomar deve optar pela expansão a em todos os quadrantes com especial atenção à zona do Flecheiro e a Sul da cidade, a Leste na zona dos hipermercados enquadrada com a Avenida Maria de Lurdes de Mello e Castro, a Norte, seguindo a regularização das margens do rio Nabão e preparando-se para tomar a estação de Fátima como a principal estação de Tomar, estação esta que conta com a passagem dos serviços Intercidades e Alfa Pendular, e ao mesmo tempo retirando a necessidade de por via férrea Tomar ter ser servida pelo nó do Entroncamento.

   Outras das opções que se deveria ter tomado era a da passagem dos IC's mais perto da malha urbana, permitindo um acesso mais rápido as essas estruturas, e ao mesmo tempo ser um convite à paragem em Tomar pelos condutores desses itinerários.

   Assim ficarão abertos novos pólos, o da zona nova do complexo desportivo e dos grandes espaços comerciais, as zonas de lazer da Fábrica de Fiação e do Flecheiro, a zona ferroviária a Norte e claro o Centro Histórico da cidade. Uma outra zona a fomentar é a zona industrial, incitando-se à vinda de empresas através de planos de cooperação e de incentivos fiscais, e a utilização do actual ramal de Tomar para o transporte de mercadorias.

 

   Estas medidas de urgência e que sem dúvida necessitam de um enorme esforço colectivo da Câmara e dos Munícipes e da necessidade de investimentos avultados são grandes, embora necessários, é de todo possível afirmar de que só com grandes planos, avidez e astúcia se poderá colocar de novo Tomar na rota das grandes cidades portuguesas, sem esquecer que ao implementar estas reformas profundas igualaremos Tomar às principais capitais de distrito e fomentará uma macrocefalia tomarense sobre o Médio Tejo e elevando o Médio Tejo a uma zona urbana de excelência!

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publicado às 15:56


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