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Encerrado para testes

por Antigo Mail, em 09.09.08

 Hoje o Thomar Vrbe encerrou para testar a versão 5 do Komunix, vindo da Festa do Avante!

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publicado às 23:59


Encerrado para testes

por Virgilio Alves, em 09.09.08

 Hoje o Tomar Sentido encerrou para testar a versão 5 do Komunix, vindo da Festa do Avante!

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publicado às 23:59


Publicação Tomar Sentido

por Virgilio Alves, em 08.09.08

Comissão Nacional de Eleições    Posta que está a reentrada em cena dos principais partidos políticos, sendo o próximo ano uma maratona eleitoral, o Tomar Sentido está a preparar uma publicação, que visa elucidar os tomarenses sobre a temática da política e do sistema eleitoral português, com referências as principais partidos políticos, coligações e no caso tomarense, numa antevisão das próximas autárquicas a realizar entre Setembro e Outubro do próximo ano.


   Consulte o Tomar Sentido regularmente, para saber novidades.


 


 


   Entretanto, faço sugestão consultar o Blogue Nabantia, que está a fazer uma série com antevisão dos meandros das autárquicas tomarenses.

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publicado às 20:52


Povoamento rural...

por Antigo Mail, em 08.09.08

 ...SOB 3 PERSPECTIVAS

 

Povoamento rural   Os vereadores dos independentes por tomar, publicaram recentemente, no Jornal Cidade de Tomar, um texto onde explanam as suas observações sobre as limitações à construção em espaço rural, cujo título é "Pela fixação das populações no meio rural concelhio".

   Abordam-se sumariamente as dificuldades burocráticas e limitativas para s concessão de licenças e respectivas construções, embora, seja um problema, o facto de Portugal Interior ser cada vez mais envelhecido e cada vez mais desértico, onde são raras as crianças que nascem, (a propósito recomenda-se o visionamento da Grande Reportagem SIC, cujo tema é este mesmo), em Tomar, não podemos falar de um acentuado êxodo, nem rural, nem migratório, pelo que não está em risco a sobrevivência do concelho ou massiva diminuição da sua população, o facto de Tomar não ser hoje uma cidade ou concelho dinâmico, está em parte explicado neste artigo (Publicado no Tomar Sentido), cuja leitura evidenciará graves problemas, que afectam não só a cidade mas também todo o concelho.

   Evidentemente não podemos conceber um concelho sem população rural, aliás desde sempre a existiu, mas actualmente a ordem natural das coisas tem de ser revistas, para se acautelarem erros do passado, tais como a concessão indiscriminada de licenças, que obviamente geraram mais tarde necessidades extra, nomeadamente nas infra-estruturas, que  mais cedo ou mais tarde tiveram de ser instaladas, no mínimo falamos das estruturas básicas, saneamento básico e electricidade.

   Não nos podemos esquecer de que para tudo vivemos numa comunidade, e como tal há regras que regulamentem, e o tempo em que alguém decidia erigir uma habitação longe de tudo e todos acabou, é que parecendo que não, este tipo de comportamentos levam a várias situações que sobrecarregam o domínio público, e não podemos cobrar a esmagadora maioria dos cidadãos que suporte custos para a família A, B e C. Falo obviamente do sistema de povoamento disperso, que para um determinado número de habitantes requer um custo médio de infra-estruturas e vias muitíssimo superior que aos habitantes de uma cidade, vila, ou mesmo de uma pequena aldeia. Ainda se, se observasse que, era de vital importância, nomeadamente, ligado às actividades primárias tais como a agricultura, ainda se pode ver que é um investimento sustentável, agora, o que se assiste é apenas a uma moradia, muitas das quais o seu agregado tende a deslocar-se para os principais centros urbanos. Qual a razão de se pavimentar uma estrada, que serve uma ou duas casas? Julgo que quem quer extrema privacidade, deverá ter de as pagar. Isto é criar as condições necessárias para o estabelecimento da sua habitação e não esperar muito do município, que tem zonas com muito mais gente a necessitar de estradas e infra-estruturas.

   Depois, ainda existe outra questão, que é a utilização de área agrícola para absolutamente nada, muitas zonas poderiam ser rentáveis do ponto de vista agrário, se não houvesse quem implantasse uma casa aqui, outra ali sem arbitrariedade alguma, e quem paga é a comunidade uma vez que mesmo se houvesse alguém disposto a investir na agricultura, não faria, dado que a irregularidade no planeamento faz com que as áreas estejam despedaçadas por uma casa aqui, outra ali.

   Mas isto não se cinge unicamente ao factor económico, prende-se também com a segurança, meios afastados e dispersos, requerem mais meios quer de saúde, quer de protecção civil e mais custos no atendimento e também mais tempo, assim, todos gostam do sossego e da calma e "de não serem perturbados", mas quando há perigo, é um "ai Jesus", reclamam por ser difícil lá chegar, pudera, quem mandou assentar tijolo em zonas distantes?

   Isto não se trata de eliminar a população rural, trata-se sim de regulamentar a sua localização, e evitar a todo o custo o sistema disperso e misto, apostando-se num sistema concentrado. Se por ventura há erros no novo diploma, é provável, mas que é melhor prevenir do que remediar, certamente que sim.

   As formas concentradas de povoamento são sempre melhores, pois tem custos médio por habitante menores, são mais facilmente socorridas em situações de perigo, aumentam exponencialmente a qualidade de vida e serviços disponíveis, o que traz mais emprego e maior riqueza e libertam mais área agrícola susceptível de se tornar em SAU (Superfície Agrícola Disponível).

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publicado às 17:20


Vantagens comparativas

por Virgilio Alves, em 05.09.08

Albufeira e Barragem do Castelo do Bode    Segundo a últimas notícias publicadas no Jornal Cidade de Tomar, com base num estudo publicado pelo Diário de Notícias, em que se lê "Tomar entre os mais caros do país na factura dos SMAS", vem reforçar a ideia vigente, de que Tomar, não ostenta vantagens em relação aos concelhos vizinhos, segundo um mapa deste jornal, Tomar fica classificada com a legenda de "mais de 250 euros" anuais pagas pela água, ao contrário dos concelhos limítrofes, com excepção de Abrantes, ainda assim, Abrantes figura no patamar anterior entre os 200 e os 250 euros anuais, figurando Tomar, como o concelho mais caro de todo o Distrito de Santarém e da Comunidade Urbana em que se insere, comparativamente, os concelhos vizinhos, pagam em média menos 100 euros anuais, e no Distrito, uns confortáveis 50 euros anuais no Concelho da Chamusca, este último o mais barato do distrito e ficando classificada entre os oito mais baratos do país.


   Pena é que, não é somente na água que se verifica a carestia em Tomar, mas em muitos outros aspectos, onde se destaca os preços de habitação, a começar pelos encargos municipais e pela burocracia. Tais factos implicam um aumento do preço final de habitação, a somar a isto, o facto de não se perspectivar expectativas de emprego seja pela falta dele ou por não existir futuro em muitas carreiras e, se por um lado, o custo de vida é elevado, se estabelecer residência é custoso e moroso e, a generalidade dos preços dos serviços é alta, por outro lado, deveriam existir outras compensações que permitissem eleger Tomar como um concelho a investir e morar, infelizmente, não se pode dizer que seja assim, é que ao assistirmos às realidades desta cidade notamos a falta em infra-estruturas sociais, culturais e comerciais, na generalidade, encontramos mais serviços e comércio em concelhos vizinho com menores custos de vida.


   Portanto, não nos podemos fiar nas belezas das terras templárias, isso por si só não chega, as populações necessitam de urbes que lhes garantam futuro laboral, espaços sociais de lazer e cultura, e obviamente de um custo de vida menor. Desafortunadamente, ao fazermos pender na balança as vantagens e desvantagens tomarenses, esta penderá para as desvantagens, não oferecendo nenhuma vantagem comparativamente aos concelhos da região.

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publicado às 22:18


Transportes Urbanos de Tomar

por Antigo Mail, em 05.09.08

Transportes Urbanos de Tomar   Veio recentemente a público a aquisição de outros dois mini-autocarros, para reforçar o circuito de transportes urbanos, a novidade reside, na criação de um percurso, mais concretamente na inversão do percurso actual, ou seja, passará a coexistir o percurso actual e simultâneamente o percurso inverso, eliminando, o tempo de espera e acima de tudo, deixando de ser necessário aos passageiros, ter de completar  por vezes, quase a totalidade do percurso, uma vez que partindo de um ponto, cujo destino é uma estação anterior, o que acontecia era ter de efectuar uma maior volta já que apenas existia um sentido, assim, com este percurso inverso essa situação é eliminada, diminuindo o tempo de espera, o tempo de viagem, e o número de utilizadores num mesmo veiculo.

   A ser verdade a implementação de um terceiro percurso, cujos moldes serão os de ligar as zonas maais afastadas, penso existirem condições para o aprimoramento das condições de mobilidade em Tomar, contribuindo para uma maior fluidez entre o centro e a periferia, entre a zona histórica e as novas áreas. Mas, estes transportes podem ser também um importante pólo dinamizador da expansão da cidade, que dever ser planeada do ponto de vista sustentável, o planeamento passa pela mobilidade (onde entram os Transportes Urbanos de Tomar), pela vertente ambiental, e optando pelas melhores opções que visem, maximizar a poupança energética, a poupança de recursos e, principalmente, ser planeado de um ponto de vista a longo prazo, não se cometendo erros de planeamento, tais como a criação de zonas diferenciadas, como bairros sociais, ou áreas de habitação mais bem fornecidas do que outras, isto é, a evolução deve ser homogénia.

   Apesar disso, pode-se dizer que é um bom passo e uma boa estratégia, o desenvolvimento dos transportes colectivos e da mobilidade. Esperemos que o resto se venha a implementar.

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publicado às 17:32


Região de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo

por Virgilio Alves, em 04.09.08

Extinta Região de Turismo dos Templários    É um facto consumado, a extinção da Região de Turismo dos Templários - Floresta Central e Albufeiras, o que vem no seguimento, primariamente de uma reestruturação do Turismo, e das entidades promotoras, mas também, é o culminar, de uma região que infelizmente, não se pode gabar de oferta de qualidade, isto refira-se a Tomar.


   O turismo apontado como o Salvador da economia tomarense, e que não obstante a região tenha muito para oferecer, não se mostrou como actividade de importância vital, nem o pode ser, e há muito que o digo, julgo não ser possível sustentarmo-nos no turismo e ver nele a ponte para o futuro, tal constitui uma grande ilusão, a actividade turística deve ser encarada como um complemento deveras importante, mas é necessário relembrar, que é uma actividade não dependente da vontade interna, depende muito das flutuações nos mercados na sua maioria externos, aqueles que realmente proporcionam condições para a vinda de turistas, e se este ano não se pode dizer que foi mau, dada a grande afluência de "forasteiros" e de outras línguas, tal não que dizer que esteja assegurado para o próximo ano, sem contar que em Tomar a época predominante é a do Verão.


   Posto isto, somos obrigados a constatar que, Tomar perdeu a sua actividade industrial, em tempos bastante importante e de grandes dimensões, e hoje, assiste-se a uma quebra da hegemonia nabantina sobre a Região do Médio Tejo, actualmente, são os tomarenses aqueles que são mais dependentes de serviços fora da sua cidade, e isto salda-se em primeiro lugar pela falta do dinamismo industrial e devido a este a quebra no comércio, que em última instância é quem dá vida à cidade e permite novos investimentos.


   Em vez disso, preferiu-se, erroneamente, dar uma carga importante ao turismo, com a agravante de nada se ter feito, incluindo o encerramento do Parque de Campismo sem alternativa próxima, a soma a isto, temos uma perspectiva sempre nefasta para os interesses da cidade que é o elitismo e, enquanto as mentalidades elitistas se mantiverem, maior será a queda e consequentemente maior o atraso em relação ao Médio Tejo, é esta tendência de elitizar Tomar, é má e catastrófica e, já o foi provado nas últimas décadas, em que Tomar não progride, cruzando os braços, agarrados ao seu elitismo julgando ser o suficiente. Resultado: Da principal cidade da região estamos a baixo de outras cidades em vários aspectos, e ainda assim, há uma parte da população que não quer ou não consegue livrar-se deste aparente elitismo, têm-se a noção de que Tomar penas está reservada ao Turismo mais caro, o utilizador de Hotéis entre outros, mas o problema é que só existe um Hotel de grandes dimensões, enquanto que ao passo do turismo de campismo ou do turismo de excursão, estes sim, os que trazem maior vitalidade económica, são esquecidos, fechasse os Parques de Campismo, os WC's públicos, deficientes espaços de merendas e de parques de estacionamento de autocarros, entre muitas outras falhas, o que faz ver a título de exemplo, das poucas excursões que vêm a Tomar, a azáfama em encontrar espaço para estacionar (só no mercado), para merendar, WC's e espaços de lazer. Uma autêntica vergonha para esta cidade, é de lamentar como é que mostramos uma cidade desprovida de uns simples lavabos, até as mais pequenas aldeias conseguem oferecer estas pequenas infra-estruturas.


   Onde estão os espaços verdes e de lazer?


   As infra-estruturas necessárias?


   Os postos de informação acessíveis?


 


   Deplorável mesmo, não admira que se extingam Regiões de Turismo, se por um lado observamos à guerra de tutelas, por outro lado estará à espera que estes mecanismos centrais cheguem a acordo? Como se costumava dizer, estão muito altos para ver o que se passa, e a Câmara tem de se empenhar mais no assunto, não é ficando impávida e serena, que a organização vai cair do sítio, bem como os arranjos entre outros, infelizmente é o poder local que tem de intervir enquanto é tempo, pois também têm uma palavra a dizer, e não adianta dizer que não tem competências para tal, porque é o organismo que representa o povo tomarense, e se bem me lembro, ainda está o escrito na Câmara Municipal: "O Povo é quem mais ordena.", assim está mais do que visto que o turismo não é a salvação tomarense, dá um bom contributo mas não é vital, o município detinha uma importante actividade industrial que não soube manter, com todas as consequências sociais que daí advém e, por último, a sua arrogância elitista levou a que agora não sejamos mais uma importante cidade, no contexto do Médio Tejo e do País. Embora o atraso seja grande, nada está perdido, agora é necessário trabalhar, reformular este executivo, incluindo PS e PSD, e trabalhar o dobro para compensar os largos anos e fundos perdidos.

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publicado às 02:15


Quadro de destaques

por Antigo Mail, em 03.09.08

    A PARTIR DE SETEMBRO, ÀS QUARTAS-FEIRAS, O THOMAR VRBE IRÁ PUBLICAR AQUI UMA RUBRICA INTITULADA: "QUADRO DE DESTAQUES"!

   Depois de uma semana, ao ler alguns artigos, será colocado aqui o que mais se destacou para o Thomar Vrbe.

 

   E no arranque desta série, destaco não um mas dois artigos ou melhor uma série deles.

 

   Sendo o primeiro:

 

Quadro de Destaques

Quadro de DestaquesO arranque dos destaques vai obviamente para a série História Concisa da Mata Nacional dos Sete Montes, publicada no Nabantia.Quadro de Destaques 

Quadro de Destaques

 

 

   E o segundo:

 

Quadro de Destaques

Quadro de DestaquesOutro destaque vai para a série Regimento de Infantaria 15, publicada no Tomar.Quadro de Destaques 

Quadro de Destaques

 

 

Na próxima quarta-feira, a rubrica regular.

 

 

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publicado às 05:30


Sector terciário

por Antigo Mail, em 02.09.08

Centro Comercial    Como é sabido, a par com a queda da indústria, assiste-se em Tomar, também, a uma falta de investimento no sector terciário, mais concretamente, na aglomeração do comércio e serviços num único espaço, isto é, obviamente, num Centro Comercial, sendo assim há-que rever qual a posição tomarense no que a este assunto concerne, aliás no último projecto feito pelo Thomar Vrbe, em que se realizou um pequeno inquérito, a par com a indústria o comércio também é referenciado como um aspecto negativo de Tomar, uma vez que não se observa um fomento nessa matéria, nem na criação de grandes espaços comerciais e de serviços, as novas centralidades, nem na protecção do comércio tradicional, tal facto é documentado pelo fecho de cada vez mais estabelecimentos no centro histórico ao passo que as ditas "lojas dos chineses" estão a aumentar a grande ritmo.

   A controvérsia instalou-se aquando da proposta da instalação de um possível "Fórum Tomar", um centro comercial a ser instalado nos terrenos do actual mercado, este por sua vez, refira-se, está em muito mau estado de conservação e inadaptado às actuais necessidades, não abonando a grande crédito. Os vários problemas que se anteviram a este projecto, são, por um lado, a deslocação do mercado de frescos, por outro, a sua substituição por um Centro Comercial, ainda assim houve quem apontasse para o facto da urbanística.

   Urge então ver alguns pontos de interesse:

  • É necessário um espaço que congregue actividades comerciais, sobretudo do ponto de vista do comércio de alta tecnologia, vestuário e de lojas especializadas, atendendo à tipologia de Grandes Armazéns e Lojas de Especialidade com inclusão de serviços e lazer?
  • A zona do mercado, constitui por si só, uma zona privilegiada para este tipo de actividades?
  • Qual o impacto da instalação de Centro de Comércio e Serviços na sua envolvência?
  • A mudança do mercado de frescos implica mudança substancial de custos e de hábitos, que por si só, possam por em risco a sua actividade normal?
  • No final o balanço entre a manutenção entre um mercado ou o câmbio para um Centro Comercial salda-se por que solução.

   Acerca da primeira questão, parece-me óbvio que Tomar já está atrasada no que toca a este tipo de comércio, uma vez que não apresenta soluções disponíveis, nem ao tipo do comércio de grandes armazéns, nem de lojas de especialidade de grande superfície, incluindo a aglomeração no mesmo espaço de vários serviços e utilidades, tais como as novas salas de cinema de pequena dimensão, mas cuja oferta de filmes é diversificada, lojas da especialidade, com informática, jardinagem, mobiliário etc., entre outros.

   Na segunda pergunta, constatamos que há medida que a cidade crescia no que é hoje conhecida como a parte nova, a Avenida General Norton de Matos se tem tornado cada vez mais a artéria principal da cidade, e o mercado ocupando cada vez mais uma parte central, e de convergência apenas aproveitado pelo mercado de frescos e sobretudo o mercado há sexta-feira, pelo que, cada vez mais esta zona apresenta cada vez mais um maior impacto e, se a acrescentarmos a isso, a construção da nova ponte, ainda que discutível ou não, reforça este estatuto de área de grande qualidade e de grande apetência, ocorrendo em torno dela duas grandes vias, vindas Ponte Arantes de Oliveira (Ponte Nova) e da nova ponte ainda em construção.

   A construir-se um edifício deste género, se regido por uma boa estratégia de implementação, o seu efeito imediato é a atracção de pessoas a este centro, o que por sua vez dá vitalidade ao centro, e pela sua peculiar localização e proximidade, o transferência de visitantes ao centro histórico, uma vez que estes Centro Comerciais não visam apenas servir os habitantes locais, mas sim, uma grande região, e a sua localização interior fará dele um sério concorrente, por exemplo ao recente Centro Comercial de Torres Novas, pois permite que antes ou após uma ida a este Centro Comercial, convidaria uma parte dos visitantes a um passeio pelas ruas do centro histórico, dada a sua proximidade, e por conseguinte, novo alento a essa zona, podendo mesmo o comércio tradicional a beneficiar disso. Ora, uma vez que, o mercado de frescos é na sua maioria utilizado pelas gentes das zonas rurais e de que as zonas disponíveis, nomeadamente nas zonas periféricas, não estão a grande distância para aqueles que moram em Tomar, sem contar com o serviço de transportes públicos implementados e que devem ser melhorados, penso existir condições para a transferência do mercado para a zona periférica, com especial atenção para as zonas em progressão, visto que, se se implantar o mercado agora nessas zonas, a tendência será para que numa década, o mercado outrora na periferia já esteie perfeitamente enquadrado na malha urbana, dado o crescimento que se espera da cidade.

   Assim, e resolvendo a última questão, penso que o balanço entre estes dois factores, o da manutenção do mercado ou da sua relocalização e criação de um Centro Comercial em pleno centro, penso pender favoravelmente pela última opção, tendo ainda em conta que quanto mais central for um possível Centro Comercial de grande dimensão, melhor e mais revitalizante será para a cidade.

 

   Agora, o que há que ter em conta é o seguinte: tem de se pensar em algo com vista o longo prazo, pelo que soluções simplistas e baratas, geralmente nunca dão frutos, e pelo menos por agora, não existem condições monetárias, para a implementação deste projecto, isto se se proceder ainda ao desbarato actual.

   Uma solução deste tipo exige grande capacidade financeira, ainda que o retorno seja maior, quer em termos de investimento, quer na criação ainda assim de um largo número de postos de trabalho, e com isto toda a logística que certamente criará mais emprego pela via indirecta, e é necessário proceder a cuidado plano urbanístico e de acessos.

 

    Assim, pela minha observação, julgo que, a se construir esta estrutura, dever-se-ia optar por um edifício robusto, e não de linhas extremamente "modernas" num estilo leve mas conservador, e aproveitar o factor relevo, para ocupar o lugar térreo, ou seja ao nível mais baixo, junto à ponte, para um grande parque automóvel coberto. Para terem a noção da minha proposta, peguemos como referência o Rio Nabão, e traçamos uma linha paralela ao rio, a cerca de 10 metros de distância e elevaríamos 5 metros em relação ao actual solo, pela mesma forma e como referência ao passeio da Avenida Norton de Matos, traçamos uma linha a ele paralela cuja distância coincide com o actual edifício da EDP, igualmente à mesma altura que a linha previamente traçada, o mesmo se faz com as vertentes opostas, ficamos com um rectângulo como referência, sendo estas as fundações do novo edifício, todo esse espaço seria dirigido para o parque subterrâneo, imediatamente no piso superior o qual de deverá coincidir em altura com a Rua de Santa Iria, os Bombeiros, o Centro de Emprego e o edifício da EDP, assim a Norte vem a subida da Avenida Norton de Matos, a Sul a Subida vinda da ponte em construção, do lado do rio, ajardinava-se fazendo com que a margem fosse levemente subindo, escondendo em parte este piso subterrâneo, daí os 10 metros de distância em relação ao rio.

   Posto isto, vem o edifício propriamente dito, penso que deveria ter quatro ou cinco pisos, distribuídos de regularmente, este edifício assente sobre o parque subterrâneo, será obviamente mais pequeno em termos de área de piso, ou seja, pegando então no piso surgido pela cobertura do parque, voltamos a pegar nessas linhas desta vez com as quotas à altura do piso e ao mesmo tempo da Rua de Santa Iria, e pelo lado Norte, retiramos tantos metros quantos os necessários, para distanciar o edifício da rua e da escadaria da Norton de Matos, evitando o efeito desagradável de edifícios altos muito perto dos passeios e ficando igualmente mais longe da estrada, o mesmo se sucede para o lado Sul, e pelo lado do rio, criando nesse espaço uma espécie de praça ou terraço ao ar livre, com acesso directo às ruas adjacentes, apenas o lado da rua de Santa Iria será o menos espaçoso, uma vez que não se justifica, dando primazia à harmonia com os edifícios, do Centro de Emprego e da EDP, podendo ou não manter-se esse espaço de estacionamento, mas seria preferível o seu ajardinamento e aproveitamento para uma entrada principal.

   Como de resto é normal, o último piso térreo ou seja o telhado, deverá ter acesso podendo ou não conter um café ou restaurante, gozando das boas vistas que oferece sobre toda a cidade em especial a zona histórica e vale a Sul.

 

   Bem sei que estes últimos parágrafos são difíceis de imaginar especialmente se não tem a zona em mente, mas tente passar por lá e imaginar o que escrevo.

 

   Por fim os pormenores técnicos, acerca do porque julgo que uma entrada pelo lado Sul, ou seja pela nova ponte seria melhor em vez de pela Norton de Matos, e deve-se manter a escadaria da Norton de Matos,

   Opcionalmente, e aí sim, um projecto realmente caro, seria o de aproveitar o declive da Norton de Matos, e onde é actualmente o passeio, este ficar nivelado pela Ponte Nova, ou seja mais baixo que estrada, sendo que no final, perto da rotunda se façam passagens subterrâneas em forma de quadrado, por baixo da rotunda, ficando as escadas e uma rampa de acesso ao piso superior do parque subterrâneo, e o passeio a descair até ao túnel, onde terá duas vias, uma em frente por baixo da Rua de Santa Iria e outro às esquerda por baixo da Norton de Matos, seguindo o mesmo processo em todos os cruzamento da Rotunda dos Bombeiros, já que existe espaço suficiente em todos os passeios, para acessos em escadas e rampas. A ver: Onde é o parque de estacionamento em frente à Caixa Geral de Depósitos, o largo passeio em frente ao Café D'Arco e Papelaria Raiz, ao passeio e parte do jardim dos Bombeiros, o como tinha dito pelo aprofundamento do passeio contíguo às escadaria da Norton de Matos.

   É claro que este "extra" opcional aumentaria a fluidez de trânsito e a segurança dos peões e dava um ambiente novo e renovados à zona, mas claro a sua natureza opcional e sendo gasto a fundo perdido, não é de todo obrigatório, mas poderia ser positivo, envolvendo ainda assim obras profundas. Mas se em Tomar já as houve e por coisa nenhuma, porque não pelo aumento de segurança dos peões (e para prevenir daquelas pessoas que inconscientemente não atravessam na passadeira).

 

   Fica a minha propostas, se puder publicarei esboços ilustrativos.

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publicado às 23:45


Novo blogue

por Antigo Mail, em 01.09.08

Um re-novo blogue, a tentar mais uma vez implementar-se!

 

 

HTTP://TOMAR-SENTIDO.BLOGS.SAPO.PT

 

 

 

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publicado às 20:25



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