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Mata em parte ao abandono

por Antigo Mail, em 12.09.08

Horta dos Frades    O Thomar Vrbe "armou-se em jornalista e foi em missão especial" à Mata Nacional dos Sete Montes, antiga Cerca dos Frades, como muita gente viu e muitas o dizem, resolvi levar a objectiva do Thomar Vrbe, a este espaço verde nabantino.

   Quinta-feira, o dia aparece um pouco cinzento, mas nada impede a uma visita à mata, em chegando, lá uma idosa prepara-se para iniciar o seu percurso de manutenção à guarda do voluntário que lá estava para guiar essa missão, isto depois de transposto o portão, à primeira vista o jardim que já foi a Horta depois Frades, parece frondoso e em boas condiçõs, mas uma vista mais minuciosa revela já algumas falhas. É que aqui, na mata não há gente que chegue e que dê conta do recado, um recado do tamanho da cerca, enorme em cuidados florestais, jardinagem e de lazer. Simplesmente as duas pessoas que lá se encontram, uma pelo ICN outra temporariamente pela Câmara Municipal de Tomar, são manifestamente insuficientes, para todos os serviços que um jardim desta natureza necessita, é necessário regar à mão, cuidar das plantas, recolher o lixo, observar a mata, percorrer as carreiras, desobstruir caminhos, dar informações, um sem fim de acções. Ultimamente notam-se alguns arranjos de cariz preventivo contra acidentes florestais, um corte de árvore aqui, uma barreira ali, pequenos trabalhos que impedem um maior risco de derrocadas, quedas de árvores ou de incêndios.

 

WC's encerrados na cerca    Esta visita tem como ponto de partida, obviamente a entrada, e vamos directo ao assunto, subimos para isso o caminho mesmo em frente aos lavabos, cuja perplexidade é generalizada a todos, aqui, ao contrário de muitas terra e lugares bem mais pequenos que Tomar, não há casas de banho, ou melhor, haver até que há, mas estão fechadas, diz-se à espera de fundos para a sua reabilitação, é então que se se apercebe que ou os visitantes já vem "tratados" de fora ou aguentam o "tratamento" ou "tratam-se" à socapa por entre a vegetação, ou muito simplesmente saem da mata para não voltar.

   Subamos mais um pouco, sempre junto ao muro da cerca que paralelamente percorre a subida da estrada que liga a cidade ao seu castelo e convento, intramuros deparamo-nos com mais um insólito, uma árvore estatelada ao comprido do caminho, até que não é um obstáculo intransponível, mas ainda assim foi suficiente para um transeunte que se encontrava no local à mesma hora que o Thomar Vrbe fotografava a planta e que achou por bem, diante desta árvore, dar meia volta e voltar para o início.

 

Árvores tombadas no chão.   Temos então de contornar o obstáculo se queremos seguir aquela trilha, e que nem descobridores ou Conquistadores Espanhóis, seguimos o nosso caminho em direcção ao (quase) desconhecido e embrenhar pela mata arriba, como se irá explicar apenas iniciamos aquele que se poderá descrever como a redescoberta da mata, tal é o abandono que se assiste. Mas digo que vale a pena, quanto mais não seja pela paisagem que se pode observar do alto da cerca e da vista sobre a Cidade de Tomar, o que nos faz antever qual será a razão de um trilho com uma vista tão bela não está tão bem cuidado, certamente nas repartições do Instituto Nacional da Conservação Florestal com vários trabalhadores a olhar para os computadores, devem ter tão parco orçamento que os visitante da mata nem sequer podem fazer as suas necessidades. Que se aguentem! Dirão eles.

Os carreiros nalguns pontos são estreitos e de difícil acesso.   Enfim após uns passos num terreno íngreme, lá vamos se vai subindo, mas não sei porquê, já noto um certo afunilamento da trilha, de repente parece que encolheu, bem não deve ser sinal de lavagem como na roupa, porque as silvas começam a emergir. À medida que subimos mais estrita e esguia se torna a carreira, não tarda nada, julga-se sinuosa, e já mais lentamente caminhamos devido a termos de nos esforçar para evitar ficar preso nas silvas, e as incomodativas ervas daninhas, assim avançamos aos ziguezagues por entre esses caminhos, se a isto juntarmos o calor então bem que se pode esperar a poeira e aquela sensação de que o ar está pesado e poluído, tal deve-se ao facto da secura das silvas e plantas aí existentes, se por ventura houvesse um sindicato das plantas e árvores certamente estas reivindicariam não serem discriminadas, "porque razão têm as árvores ao pé do jardim tabuletas com identificação da sua espécie, por acaso são mais árvore do que nós?" exclamariam. Estão aqui escondidas fora das ruas alcatroadas em torno do jardim. Após uns breves minutos chegamos ao vértice do muro da mata, ali perto majestosa e imponente ergue-se a muralha do Castelo, impõe de certa forma respeito pela sua importância, quer espiritual quer defensivamente, ainda rodeada de uma áurea mística inerente às estruturas militares e religiosas da Ordem do Templo. Para lá desses muros fez-se História com H grande.

 

Pormenor da muralha do castelo.   Aqui por esta muralha termina a mata e inicia o castelo, ou vice-versa. Podemos com atenção mirar por entre a folhagem e encontrar pormenores curiosos cujas imagens dariam bons quadros naturalistas onde a ordem temporal se funda com a natureza criando planos bonitos. Veja por si só.

 

  Por entre esta mística toda, o castelo e a natureza, os cheiros da mata, infelizmente, não pude ficar ali muito tempo, o cheiro nauseabundo de dejectos pairava no ar, se calhar alguém achou que com as casas de banho encerradas fosse melhor vir para aqui aliviar-se, será que teve pudor de quem pudesse passear pela alcáçova do castelo e pelo arruamento que lhe dá acesso? Segue-se o caminho, mesmo esta beleza e a falta de Árvores tombadas literalmente cortam passagem.civismo de alguns, o caminho continua estreito e difícil, aliás cada vez mais estreito e com silvados e ervas mais altas a barrar o caminho, densamente, as ervas se aglomeram já não somente nas bordas mas também invadem o centro da via, para a próxima tragam um sabre para imitar os filmes de Indiana Jones e começar a "escortachar" caminho. A propósito de "escortachar", convém o visitante fazer-se acompanhar de um machado ou de uma motosserra consoante o seu tempo disponível para desbastar mais uma ou outra árvore que literalmente se nos esbarram no caminho.

 

   Passado mais um obstáculo que obriga a uma certa engenharia, deparamo-nos com a imponente muralha, que aqui se mostra despida das suas companheiras verdes, outra vez impõe respeito pelo local, embora não haja respeito da parte de quem gere a mata, pois não possibilita acessos limpos, enfim, já todos sabem como é. Ao avançarmos ao longo dos A muralha apresenta-se majestosamente.muros e ameias castelares, parece ter-se deixado, enfim, para trás o caminho mais sinuoso, a partir deste ponto, entramos numa estrada alcatroada, o que nos faz pensar que voltámos à "civilização", tanto mais que os mirones que miram a quem passa por estes trilhos talvez de não ser usual a quem passa no castelo ver gente na mata ali mesmo ao pé das fundações das muralhas, devem pensar algo do género, "mas que estará aquele fulano a fazer ali?", pois é, daqui encontramos a estrada e a muralha e seguimos. Um pouco mais à frente, é raro, mas lá se vê passar uma pessoa, deve estar perdida, sei lá, a não ser que seja daqueles raríssimos que gosta de enveredar pelas descobertas desta mata. Sim ainda há quem lá vá à mata pelo prazer de descobrir a natureza e as relíquias que encerra.

 

   Mais uns passos e eis que quem pensa que a mata não tinha outras actividades, saiba que para além da antiga Horta dos Frades, e construído sob o Aqueduto dos Pegões, os lagares de azeite representava outra actividade da mata, uma vez mais os serviços do ICN não foram capazes de preservar esse conjunto e no final da década passada, num Antigos lagares de azeite em ruína.inverno, o telhado desses edifícios ruiu permanecendo apenas hoje as paredes em ruínas. Os mais afoitos poderão entrar, não há perigo, no edifício principal desses lagares, no chão jazem prostradas e perpetuando a memória enquanto a acção do tempo e da erosão, não fizer desaparecer, estão duas carroças onde ainda se notam umas espécies de pipas, as carroças e as pipas são, obviamente, pedaços de madeira, que já nem para uma lareira servem. o chão é empedrado ainda resistindo no centro à invasão das plantas rasteiras. Na fachada principal está o Aqueduto dos Pegões Altos, uma vez que a fachada frontal é coincidente com o Aqueduto, os que conhecem a mata e lêem este artigo, pensarão, já passou pela entrada para o convento, e têm razão, toda a razão, apesar de se especular sobre a ligação da cidade ao convento via mata andar por aí, até agora só em ocasiões especiais esta Porta da Condessa é aberta, são assuntos administrativos, que não nos compete julgar ou será que compete? Enfim seja como for, quem subir a mata até este ponto e quiser visitar o Convento de Cristo, tem de a descer e subir a ladeira de acesso ao castelo.

 

Aqueduto dos Pegões na mata.   A propósito muitos de vós ainda se lembram do aqueduto levar água, mas hoje está completamente seco, nada corre, nesse rego de água, que no antigamente enchia os tanques da mata e as cisternas do convento, será que a fonte secou ou haverá mau humana metida, falam que nalguns pontos do aqueduto, nomeadamente a parte subterrânea de que alguns proprietários o teria destruído para a construção ou aproveitamento de água, não me admirava muito que houvessem tais usurpadores de um património comum multissecular, enfim, em qualquer dos casos, um esclarecimento público faz-se necessário, e se possível, proceder à sua recuperação.

Calheiro do Aqueduto dos Pegões   Em termos de água, actualmente está-se a consumir água potável da rede, o que se traduz num enorme desperdício face aos actuais problemas de escassez de água, ora, porque não imitar o sistema antigo, ou seja, o de se colectar água nos tanques da mata, assim, em vez de se gastar água potável da rede, e de se esbanjar rios de dinheiro com a fonte cibernética aos pedaços, porque não, instalar um colector no Nabão, vulgo bomba de água e bombeá-la para o sistema da mata outrora abastecido pelo Aqueduto, o que não invalidade nem substitui apurar-se as causas e os responsáveis pela falta dela a correr pelo calheiro do aqueduto, e se necessário responsabilizar criminalmente qualquer atentado ao bem público, incluindo a reconstrução e mautenção do aqueduto quer intramuros quer fora da mata, de modo a manter este monumento restaurado e funcional, estes factores combinados darão à mata o seu brilho que há muito desapareceu, que é a humidade e o verdejar devido à acção da água literalmente a "escorrer" mata abaixo.

Cadeira D'el Rey escorada.   Ao andarmos uns bons metros avistaremos outra estrutura imponente na mata, chamam-lhe a Cadeira D'el Rey, nada mais é do que um enorme tanque, o primeiro na linha de água da mata e o principal, ao pé vemos o aqueduto desaparecer por uma gruta subterrânea, para fora da cerca, é aqui que se processa à "separação das águas" através de um sistema incrustado no chão que divide o caudal em dois, um irá encher o tanque o outro seguirá caminho pelo aqueduto em direcção ao convento, após o enchimento do tanque principal, o que ainda demora, ao atingir uma certa quota, começa a sair por um orifício no tanque.

   Infelizmente se clamamos por justiça em relação ao aqueduto, que dizer do estado desta estrutura, o ICN também devia ser responsabilizado, como se viu o edifício dos lagares de azeite ruiu, e aqui perante uma ameaça de ruir uma das paredes do tanque, apenas se procedeu ao escoramento desta, não passa pelos olhos de quem gere este património de proceder ao seu restauro.

Uma das "ruas" da mata   Deste tanque deveria sair a àgua que iria percorrer as ribeiras da mata, inundando daquele verde especial a mata, é curioso este sistema e em alguns pontos, consegue-se uma vista agradável, o tempo escasseia e está na altura de voltar, ainda só se viu metade, agora seguiremos os trilhos de água desérticos, andaremos mais uns passos, até encontrarmos um caminho de volta, e como já estamos pelo fundo da mata, o único caminho mesmo é o que vai dar a uma avenida, isso mesmo, uma avenida, mas não de prédios e com carros a buzinar, é uma avenida de árvores, um caminho recto e de agradável prazer percorrer, aqui estão instalados vários pontos de passagem do circuito de manutenção física e, claro, voltamos à parte da mata mais "povoada" onde já é mais comum encontrar gente, no fim, à direita, avista-se uma fonte, esta fonte vinda de carreiros desde a Cadeira D'el Rey, enviaria água para o segundo poço. Seguimos pela estrada à sua frente, já se avista o jardim de novo, uns metros mais à frente e finalmente vemos o último tanque. Do outro lado do jardim, existe mais outra ribeira, que alimentava de água essa parte da mata.

 

   Assim o Thomar Vrbe chegou ao fim desta sua curta visita, para trazer algumas imagens dos procedimentos menos correctos que se estão a fazer na Cerca dos Frades.

 

Jardim da Horta dos FradesCalheiro do aqueduto está seco.

Uma das ribeiras da mata.Canal de alimentação dos tanques.

 

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publicado às 23:44


Transportes Urbanos de Tomar

por Antigo Mail, em 05.09.08

Transportes Urbanos de Tomar   Veio recentemente a público a aquisição de outros dois mini-autocarros, para reforçar o circuito de transportes urbanos, a novidade reside, na criação de um percurso, mais concretamente na inversão do percurso actual, ou seja, passará a coexistir o percurso actual e simultâneamente o percurso inverso, eliminando, o tempo de espera e acima de tudo, deixando de ser necessário aos passageiros, ter de completar  por vezes, quase a totalidade do percurso, uma vez que partindo de um ponto, cujo destino é uma estação anterior, o que acontecia era ter de efectuar uma maior volta já que apenas existia um sentido, assim, com este percurso inverso essa situação é eliminada, diminuindo o tempo de espera, o tempo de viagem, e o número de utilizadores num mesmo veiculo.

   A ser verdade a implementação de um terceiro percurso, cujos moldes serão os de ligar as zonas maais afastadas, penso existirem condições para o aprimoramento das condições de mobilidade em Tomar, contribuindo para uma maior fluidez entre o centro e a periferia, entre a zona histórica e as novas áreas. Mas, estes transportes podem ser também um importante pólo dinamizador da expansão da cidade, que dever ser planeada do ponto de vista sustentável, o planeamento passa pela mobilidade (onde entram os Transportes Urbanos de Tomar), pela vertente ambiental, e optando pelas melhores opções que visem, maximizar a poupança energética, a poupança de recursos e, principalmente, ser planeado de um ponto de vista a longo prazo, não se cometendo erros de planeamento, tais como a criação de zonas diferenciadas, como bairros sociais, ou áreas de habitação mais bem fornecidas do que outras, isto é, a evolução deve ser homogénia.

   Apesar disso, pode-se dizer que é um bom passo e uma boa estratégia, o desenvolvimento dos transportes colectivos e da mobilidade. Esperemos que o resto se venha a implementar.

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publicado às 17:32


Sector terciário

por Antigo Mail, em 02.09.08

Centro Comercial    Como é sabido, a par com a queda da indústria, assiste-se em Tomar, também, a uma falta de investimento no sector terciário, mais concretamente, na aglomeração do comércio e serviços num único espaço, isto é, obviamente, num Centro Comercial, sendo assim há-que rever qual a posição tomarense no que a este assunto concerne, aliás no último projecto feito pelo Thomar Vrbe, em que se realizou um pequeno inquérito, a par com a indústria o comércio também é referenciado como um aspecto negativo de Tomar, uma vez que não se observa um fomento nessa matéria, nem na criação de grandes espaços comerciais e de serviços, as novas centralidades, nem na protecção do comércio tradicional, tal facto é documentado pelo fecho de cada vez mais estabelecimentos no centro histórico ao passo que as ditas "lojas dos chineses" estão a aumentar a grande ritmo.

   A controvérsia instalou-se aquando da proposta da instalação de um possível "Fórum Tomar", um centro comercial a ser instalado nos terrenos do actual mercado, este por sua vez, refira-se, está em muito mau estado de conservação e inadaptado às actuais necessidades, não abonando a grande crédito. Os vários problemas que se anteviram a este projecto, são, por um lado, a deslocação do mercado de frescos, por outro, a sua substituição por um Centro Comercial, ainda assim houve quem apontasse para o facto da urbanística.

   Urge então ver alguns pontos de interesse:

  • É necessário um espaço que congregue actividades comerciais, sobretudo do ponto de vista do comércio de alta tecnologia, vestuário e de lojas especializadas, atendendo à tipologia de Grandes Armazéns e Lojas de Especialidade com inclusão de serviços e lazer?
  • A zona do mercado, constitui por si só, uma zona privilegiada para este tipo de actividades?
  • Qual o impacto da instalação de Centro de Comércio e Serviços na sua envolvência?
  • A mudança do mercado de frescos implica mudança substancial de custos e de hábitos, que por si só, possam por em risco a sua actividade normal?
  • No final o balanço entre a manutenção entre um mercado ou o câmbio para um Centro Comercial salda-se por que solução.

   Acerca da primeira questão, parece-me óbvio que Tomar já está atrasada no que toca a este tipo de comércio, uma vez que não apresenta soluções disponíveis, nem ao tipo do comércio de grandes armazéns, nem de lojas de especialidade de grande superfície, incluindo a aglomeração no mesmo espaço de vários serviços e utilidades, tais como as novas salas de cinema de pequena dimensão, mas cuja oferta de filmes é diversificada, lojas da especialidade, com informática, jardinagem, mobiliário etc., entre outros.

   Na segunda pergunta, constatamos que há medida que a cidade crescia no que é hoje conhecida como a parte nova, a Avenida General Norton de Matos se tem tornado cada vez mais a artéria principal da cidade, e o mercado ocupando cada vez mais uma parte central, e de convergência apenas aproveitado pelo mercado de frescos e sobretudo o mercado há sexta-feira, pelo que, cada vez mais esta zona apresenta cada vez mais um maior impacto e, se a acrescentarmos a isso, a construção da nova ponte, ainda que discutível ou não, reforça este estatuto de área de grande qualidade e de grande apetência, ocorrendo em torno dela duas grandes vias, vindas Ponte Arantes de Oliveira (Ponte Nova) e da nova ponte ainda em construção.

   A construir-se um edifício deste género, se regido por uma boa estratégia de implementação, o seu efeito imediato é a atracção de pessoas a este centro, o que por sua vez dá vitalidade ao centro, e pela sua peculiar localização e proximidade, o transferência de visitantes ao centro histórico, uma vez que estes Centro Comerciais não visam apenas servir os habitantes locais, mas sim, uma grande região, e a sua localização interior fará dele um sério concorrente, por exemplo ao recente Centro Comercial de Torres Novas, pois permite que antes ou após uma ida a este Centro Comercial, convidaria uma parte dos visitantes a um passeio pelas ruas do centro histórico, dada a sua proximidade, e por conseguinte, novo alento a essa zona, podendo mesmo o comércio tradicional a beneficiar disso. Ora, uma vez que, o mercado de frescos é na sua maioria utilizado pelas gentes das zonas rurais e de que as zonas disponíveis, nomeadamente nas zonas periféricas, não estão a grande distância para aqueles que moram em Tomar, sem contar com o serviço de transportes públicos implementados e que devem ser melhorados, penso existir condições para a transferência do mercado para a zona periférica, com especial atenção para as zonas em progressão, visto que, se se implantar o mercado agora nessas zonas, a tendência será para que numa década, o mercado outrora na periferia já esteie perfeitamente enquadrado na malha urbana, dado o crescimento que se espera da cidade.

   Assim, e resolvendo a última questão, penso que o balanço entre estes dois factores, o da manutenção do mercado ou da sua relocalização e criação de um Centro Comercial em pleno centro, penso pender favoravelmente pela última opção, tendo ainda em conta que quanto mais central for um possível Centro Comercial de grande dimensão, melhor e mais revitalizante será para a cidade.

 

   Agora, o que há que ter em conta é o seguinte: tem de se pensar em algo com vista o longo prazo, pelo que soluções simplistas e baratas, geralmente nunca dão frutos, e pelo menos por agora, não existem condições monetárias, para a implementação deste projecto, isto se se proceder ainda ao desbarato actual.

   Uma solução deste tipo exige grande capacidade financeira, ainda que o retorno seja maior, quer em termos de investimento, quer na criação ainda assim de um largo número de postos de trabalho, e com isto toda a logística que certamente criará mais emprego pela via indirecta, e é necessário proceder a cuidado plano urbanístico e de acessos.

 

    Assim, pela minha observação, julgo que, a se construir esta estrutura, dever-se-ia optar por um edifício robusto, e não de linhas extremamente "modernas" num estilo leve mas conservador, e aproveitar o factor relevo, para ocupar o lugar térreo, ou seja ao nível mais baixo, junto à ponte, para um grande parque automóvel coberto. Para terem a noção da minha proposta, peguemos como referência o Rio Nabão, e traçamos uma linha paralela ao rio, a cerca de 10 metros de distância e elevaríamos 5 metros em relação ao actual solo, pela mesma forma e como referência ao passeio da Avenida Norton de Matos, traçamos uma linha a ele paralela cuja distância coincide com o actual edifício da EDP, igualmente à mesma altura que a linha previamente traçada, o mesmo se faz com as vertentes opostas, ficamos com um rectângulo como referência, sendo estas as fundações do novo edifício, todo esse espaço seria dirigido para o parque subterrâneo, imediatamente no piso superior o qual de deverá coincidir em altura com a Rua de Santa Iria, os Bombeiros, o Centro de Emprego e o edifício da EDP, assim a Norte vem a subida da Avenida Norton de Matos, a Sul a Subida vinda da ponte em construção, do lado do rio, ajardinava-se fazendo com que a margem fosse levemente subindo, escondendo em parte este piso subterrâneo, daí os 10 metros de distância em relação ao rio.

   Posto isto, vem o edifício propriamente dito, penso que deveria ter quatro ou cinco pisos, distribuídos de regularmente, este edifício assente sobre o parque subterrâneo, será obviamente mais pequeno em termos de área de piso, ou seja, pegando então no piso surgido pela cobertura do parque, voltamos a pegar nessas linhas desta vez com as quotas à altura do piso e ao mesmo tempo da Rua de Santa Iria, e pelo lado Norte, retiramos tantos metros quantos os necessários, para distanciar o edifício da rua e da escadaria da Norton de Matos, evitando o efeito desagradável de edifícios altos muito perto dos passeios e ficando igualmente mais longe da estrada, o mesmo se sucede para o lado Sul, e pelo lado do rio, criando nesse espaço uma espécie de praça ou terraço ao ar livre, com acesso directo às ruas adjacentes, apenas o lado da rua de Santa Iria será o menos espaçoso, uma vez que não se justifica, dando primazia à harmonia com os edifícios, do Centro de Emprego e da EDP, podendo ou não manter-se esse espaço de estacionamento, mas seria preferível o seu ajardinamento e aproveitamento para uma entrada principal.

   Como de resto é normal, o último piso térreo ou seja o telhado, deverá ter acesso podendo ou não conter um café ou restaurante, gozando das boas vistas que oferece sobre toda a cidade em especial a zona histórica e vale a Sul.

 

   Bem sei que estes últimos parágrafos são difíceis de imaginar especialmente se não tem a zona em mente, mas tente passar por lá e imaginar o que escrevo.

 

   Por fim os pormenores técnicos, acerca do porque julgo que uma entrada pelo lado Sul, ou seja pela nova ponte seria melhor em vez de pela Norton de Matos, e deve-se manter a escadaria da Norton de Matos,

   Opcionalmente, e aí sim, um projecto realmente caro, seria o de aproveitar o declive da Norton de Matos, e onde é actualmente o passeio, este ficar nivelado pela Ponte Nova, ou seja mais baixo que estrada, sendo que no final, perto da rotunda se façam passagens subterrâneas em forma de quadrado, por baixo da rotunda, ficando as escadas e uma rampa de acesso ao piso superior do parque subterrâneo, e o passeio a descair até ao túnel, onde terá duas vias, uma em frente por baixo da Rua de Santa Iria e outro às esquerda por baixo da Norton de Matos, seguindo o mesmo processo em todos os cruzamento da Rotunda dos Bombeiros, já que existe espaço suficiente em todos os passeios, para acessos em escadas e rampas. A ver: Onde é o parque de estacionamento em frente à Caixa Geral de Depósitos, o largo passeio em frente ao Café D'Arco e Papelaria Raiz, ao passeio e parte do jardim dos Bombeiros, o como tinha dito pelo aprofundamento do passeio contíguo às escadaria da Norton de Matos.

   É claro que este "extra" opcional aumentaria a fluidez de trânsito e a segurança dos peões e dava um ambiente novo e renovados à zona, mas claro a sua natureza opcional e sendo gasto a fundo perdido, não é de todo obrigatório, mas poderia ser positivo, envolvendo ainda assim obras profundas. Mas se em Tomar já as houve e por coisa nenhuma, porque não pelo aumento de segurança dos peões (e para prevenir daquelas pessoas que inconscientemente não atravessam na passadeira).

 

   Fica a minha propostas, se puder publicarei esboços ilustrativos.

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publicado às 23:45


(Nova) Escola Dom Nuno Álvares Pereira

por Antigo Mail, em 05.08.08

Presidente Corvêlo de Sousa de visita às instalações do ex-colégio Nun'Álvares   Antigo colégio interno de grande prestígio, transformada em escola secundária e por fim, privada do ensino secundário, a ex-Escola Secundária Dom Nuno Álvares Pereira tem sido vetada ao abandono, enquanto outros estabelecimentos de ensino em Tomar, já na altura com melhores infra-estruturas do que esta, recebiam novos melhoramentos. Não tardou a ser considerada a escola dos maus, dos piores, nos últimos anos era raro o inverno chuvoso que não impedisse o normal funcionamento das salas dos patamares inferiores e as infiltrações nos superiores, sem contar com inúmeros problemas, de construção. Um pavilhão deteriorado onde existiam espaços onde não se podia pisar uma vez que o soalho podre se quebrava.

   E qual a solução achada? Neste momento a CMT quer fazer erguer um novo espaço escolar com múltiplas valências, desde o primeiro ciclo ao terceiro ciclo do ensino básico, para isso implica a destruição parcial de um dos mais emblemáticos edifícios nabantinos e por onde passaram várias gerações de individualidades importantes no espectro português.

   É de louvar que a frontaria e as laterais contíguas permaneçam, uma vez que é uma frontaria deveras importante e conhecida dos tomarenses.

   Agora, será que era mesmo necessário uma intervenção tão profunda? Quero dizer, agora talvez seja mesmo necessário, mas se se tivesse atempadamente olhado para o problema e se não se tivesse procedido às múltiplas mudanças de estabelecimento, nomeadamente a retirada do ensino secundário. Se se tivesse feito uma reconstrução do edifício adequadamente e a tempo e horas, teria se preservado uma grande instituição pública de ensino secundário com as melhores instalações da região e uma tradição de muitos anos.

   Assim, agora não vale a pena evidenciar o que se poderia fazer. Embora seja uma intervenção profunda, penso ser necessária, embora ache que o Escola D. Nuno Álvares Pereira deveria ser de novo uma escola secundária.

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publicado às 15:28


Uma questão de dinâmica hidráulica

por Antigo Mail, em 02.08.08

   «Tomar reinventa-se entre o Flecheiro e S.ta Maria dos Olivais»

Flecheiro   É o título de um artigo publicado na edição de Agosto/08 do Boletim Informativo da CMT, que dava conta das obras inseridas no âmbito do programa POLIS, no qual dava destaque à betonagem da nova ponte e da construção de um muro que "defenderá os moradores da margem direita, nomeadamente da rua de S. Gião, da investida das aguas em caso de cheia (...)". Até aqui tudo bem, ergue-se um dique contra o transbordo do leito de cheias, mas o que salta logo à vista é o seguinte: se pensarmos em anteriores casos de inundações, que o são recentes à memória, vemos que, existem dois pontos fulcrais, por um lado trata-se da Vala da Levada, que em caso de subida repentina do nível de água do rio Nabão, constitui um primeiro sinal de alerta, por outras palavras, a Rua Everard é a primeira a ficar alagada, isto deve-se a duas questões que mais adiante serão tratadas, outro ponto fulcral é a rua Marquês de Tomar, que devido à acção do açude constitui uma zona de inundação, e podemos ainda referir a zona do Estádio Municipal e do Mercado Municipal. Acontece que a zona onde se está a construir este muro, não constitui muito uma zona de transbordo mas sim uma zona de confluência da corrente de cheia, que ao transbordar da rua Marquês de Tomar e da Levada percorre até reencontrar o leito de rio no Flecheiro, ou seja, o Fleceiro actua mais como o retorno do caudal transbordado do que como zona de transbordo, assim a construção deste muro ao contrário de impedir o avanço das águas, vai impedir que os caudais previamente transbordados não consigam voltar ao leito do rio, obrigando este caudal a percorrer ao longo da área do Flecheiro até encontrar escapatória, isto para lá da nova ponte.

   Quanto à problemática da hidráulica do Nabão e concretamente na Levada, tenho para mim que a solução não reside na construção de muros, porque obviamente não poderemos emparedar ambas as margens do Nabão e ao longo das suas margens, dê por onde der, haverá sempre pontos de transbordo figurados na Levada e no topo Norte da cidade. Tenho que a solução não passa então por elevar as margens, mas sim, baixar o fundo e consequentemente os caudais, e tal facto não implica a perca do espelho de água que embeleza o Nabão, se um trabalho bem feito de desassoreamento e nivelamento, mas terá na mesma o espelho de água, dará uma certa imponência às pontes (na medida que parecerão mais altas e robustas) aumentará o volume disponível do leito que absorverá e conduzirá maior volume de caudal e por permitiria inclusivamente a reconstrução da antiga central eléctrica e o seu funcionamento, para fins museológicos ou não.

   Acerca da Vala da Levada, o maior problema que assiste é o facto de que a represa e condução de parte do caudal do rio efectuada pela acção do açude, implica o seguinte, o volume de água que entra na vala é superior á sua capacidade de saída ou seja, em caso de grandes volumes de caudal provocados pelas cheias, o débito das duas comportas de regulação e das pequenas comportas terminais é insuficiente para a demanda de tão grande volume de entrada, assim têm-se que é preciso optar pelos seguinte, proceder à remodelação do açude da vala, isto é, construindo um conjunto de comportas à largura de toda a vala e por outro lado, se não se vai mesmo recuperar a central ( que de sí é erróneo) então urge retirar as duas turbinas de modo a desobstruir as suas comportas, assim, como escapatória de àgua passava a levada a contar com seis comportas em vez das actuais duas.

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publicado às 23:26


Degradação Urbana

por Antigo Mail, em 31.07.08

Claustro do Convento de Santa Iria   Degradação da paisagem urbana é o que se assiste diariamente nas ruas de Tomar.

   Há alguns dias ruiu o telhado das traseiras da antiga central na rua Everard, adivinhando-se o possível e mais que provável desmoronamento da cobertura desses edifícios emblemáticos, conforme foi notícia há uns tempos atrás e igualmente captado pela objectiva do Thomar Vrbe aquando da visita ao interior da ex-fundição tomarense.

   outro edifício de extrema importância para Tomar é o do Convento de Santa Iria, onde há o iminente risco de derrocada de todo o interior, além disso, depara-se com por um lado, falta de civismo dos munícipes, que sujam a parede com cartazes e mais cartazes, o que dá um mau aspecto ao edifício que já de si não ostenta uma boa aparência, e por outro lado a inércia da Câmara, que não regulamenta este tipo de actividade publicitária, nem cria espaços suficientes para o efeito e nem condena os infractores.

   É urgente repensar a forma como queremos atacar o problema, uma vez que não são só estes os imóveis, a necessitar de uma "cara lavada" muitos outros no centro histórico estão com o mesmo problema, prédios devolutos que com o passar do tempo vão se degradando, pondo em risco a integridade pública, e se por uma lado o edifício que foi sede do PCP/CDU de Tomar foi prontamente reportado às autoridades competentes, outros o não são devido a estarem vazios e ninguém reparar no perigo que representam.

   Talvez fosse tempo de seguir o exemplo de outras Câmaras e iniciar um processo de recuperação de imóveis por parte da Câmara, para, posteriormente, virem a ser novamente vendidos ou alugados.

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publicado às 16:34


Eixos de desenvolvimento e novas centralidades

por Antigo Mail, em 23.07.08

Alfa Pendular   Um dos males que ataca a cidade de Tomar e todo o seu concelho é a posição de Tomar no sistema urbano português e do Médio Tejo, assim a macrocefalia de Tomar, ou a sua falta, é um problema que atinge Tomar há várias décadas, nomeadamente no que concerne às acessibilidades e às redes de transporte, durante muito tempo Tomar tem assistido impávida e serenamente à sua queda e lenta agonia, uma vez que os próprios, ou seja nós tomarenses, nos temos alienado do que se está a passar em redor da cidade e do seu concelho, até há bem pouco tempo, ir a Tomar era uma longa e sinuosa viagem, faltavam as vias rodoviárias rápidas e no plano ferroviário assistia-se a um entrave, a estação de Tomar, é um ramal finito, o que impossibilita a criação de infra-estruturas mais avançadas, bem como impossibilita o aproveitamento das viagens ferroviárias de longo curso e da sua paragem em Tomar.

   Tal facto só na última década começo a ser alterado, porém, ainda não estão concluídas todas as obras de acesso rodoviário a Tomar, em breve, ir de automóvel de Tomar à Nazaré não será  mais aquela viagem fastidiosa e interminável que os tomarenses se habituaram a fazer, ainda assim muito podia ser feito, com custos menores. Se no plano rodoviário as coisas já são um pouco mais optimistas, na plano ferroviário Tomar pareceu andar para trás, não mais se vê as composições de transporte de volumes que outrora afluíam à estação de Tomar com grande regularidade, e mesmo o transporte de passageiros, apesar de, com o sinal dos tempos e as composições climatizadas, tem vindo a diminuir.

   A par e passo com esta estagnação dos transportes, assiste-se também à morte daquele que foi uma das principais e longas actividades de Tomar, o sector industrial, que como oportunamente foi explicado e dito no relatório do projecto Thomar Vrbe - Requalificação das Antigas Instalações Industriais das Fábricas Mendes Godinho e Fábrica de Fiação, semque nenhuma actividade viesse preencher o papel em larga escala que a indústria deixou. E isto provoca automática e sumariamente uma quebra significativa, da importância vital de Tomar, e origina um abrandamento do seu desenvolvimento.

   Com isto o concelho entra numa nova era de latência, falta de produtividade e de competitividade, não mais se vêm grandes unidades industriais, grandes empresas, e grandes armazéns, os caminhos de ferro de mercadorias definham e o concelho perde-se no Ribatejo.

   Com isto outros concelhos adquirem mais pujança e Tomar entra em queda a pique na nova hierarquia das cidades portuguesas. Contudo não se deve perder a esperança de salvar esta localidade com oito séculos, mas infelizmente as opções tomadas pelos sucessivos executivos camarários lograram-se insuficientes ou pior do que isso erradas e prejudiciais, a fixação em Tomar é difícil uma vez que os preços praticados e os impostos camarários são dos mais altos da região e a somar a isso assiste-se ao definhamento da indústria e ao fraco teor do sector terciário, exceptua-se ainda um bom nível de educação, mas ante isto qual é a perspectiva de um jovem, obviamente é a de sair e procurar emprego e habitação mais barata, num outro concelho.

   É então urgente repensar a forma como queremos que Tomar encare o futuro, para isso são necessários vários pontos de intervenção.

   O primeiro prende-se com a imediata cessação das obras actuais, a construção de novas rotundas e equipamentos desnecessários, tal é o caso das novas rotundas propostas e intervenções cujo propósito seja o de um ínfimo melhoramento (que por vezes não se assiste) das condições de utilização.

   A Câmara Municipal de Tomar deve, de uma vez por todas, de mostrar intransigente e fechada sobre si mesma, deve abrir-se ao pensamento dos tomarenses e não às "brigas políticas", actualmente este órgão autárquico actua como uma realidade à parte do concelho, com resultados manifestamente erróneos, tais como supostas obras de remodelação inúteis e de novas infra-estruturas desnecessárias no contexto actual. E sobre este tópico o Thomar Vrbe deve relembrar que pediu para entregar o seu último relatório e  ainda não obteve uma única resposta. A Câmara não ouve os seus munícipes e os seus representantes praticam uma política de populismo e de construção de obras de fachada.

   Faz-se necessário iniciar imediatamente um plano de regeneração das contas camarárias e prevenir o seu endividamento.

   Após tudo isto, é chegada a altura de se iniciar importantes transformações no concelho com vista à sua modernização.

   Como proceder à modernização do concelho de Tomar. É questão que todos nós tentamos dar resposta, em primeiro lugar há que viabilizar as novas centralidade e fomentar a ligação de Tomar com o resto do país, tendo em vista as ligações de longo curso, para isso é necessário elaborar um novo plano de pormenor, com vista a regularizar, planear e propor novos traçados, e englobá-los de forma harmoniosa com os meios de transporte, como tal é um erro permitir que a estação de Tomar seja recuada do sítio onde está, uma vez que a afastará do centro histórico, por outro lado impedir o que se está a observar noutras cidades que é a construção de urbanizações fora do perímetro urbano, uma vez que a sua não inclusão na dinâmica da cidade implicará maiores custos em transportes e construção de infra-estruturas, por outro lado as vias de expansão deverão ser planeadas de acordo com as vias rodoviárias e ferroviárias, de maneira a não sobrecarregar as vias internas, assim Tomar deve optar pela expansão a em todos os quadrantes com especial atenção à zona do Flecheiro e a Sul da cidade, a Leste na zona dos hipermercados enquadrada com a Avenida Maria de Lurdes de Mello e Castro, a Norte, seguindo a regularização das margens do rio Nabão e preparando-se para tomar a estação de Fátima como a principal estação de Tomar, estação esta que conta com a passagem dos serviços Intercidades e Alfa Pendular, e ao mesmo tempo retirando a necessidade de por via férrea Tomar ter ser servida pelo nó do Entroncamento.

   Outras das opções que se deveria ter tomado era a da passagem dos IC's mais perto da malha urbana, permitindo um acesso mais rápido as essas estruturas, e ao mesmo tempo ser um convite à paragem em Tomar pelos condutores desses itinerários.

   Assim ficarão abertos novos pólos, o da zona nova do complexo desportivo e dos grandes espaços comerciais, as zonas de lazer da Fábrica de Fiação e do Flecheiro, a zona ferroviária a Norte e claro o Centro Histórico da cidade. Uma outra zona a fomentar é a zona industrial, incitando-se à vinda de empresas através de planos de cooperação e de incentivos fiscais, e a utilização do actual ramal de Tomar para o transporte de mercadorias.

 

   Estas medidas de urgência e que sem dúvida necessitam de um enorme esforço colectivo da Câmara e dos Munícipes e da necessidade de investimentos avultados são grandes, embora necessários, é de todo possível afirmar de que só com grandes planos, avidez e astúcia se poderá colocar de novo Tomar na rota das grandes cidades portuguesas, sem esquecer que ao implementar estas reformas profundas igualaremos Tomar às principais capitais de distrito e fomentará uma macrocefalia tomarense sobre o Médio Tejo e elevando o Médio Tejo a uma zona urbana de excelência!

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publicado às 15:56

Parque Expo   O projecto Thomar Vrbe foi distinguido com uma menção honrosa na categoria "Transformação Urbana", tal facto só por si é algo positivo, é uma afirmação do potencial das nossas propostas e do trabalho realizado.

   Um dos vários erros do projecto foi o da incapacidade em trazer a comunidade urbana para a discussão embora reconhecemos que ficámos muito aquém do que deveríamos ter feito, por largos períodos poderíamos ter feitos mais e melhor, deixámo-nos à "boa" maneira Portuguesa de deixar (quase) tudo para a última, ainda assim foi um trabalho bastante positivo, e que nos permitiu conhecer uma parte escondida da cidade e apelar ao seu aproveitamento e às suas potencialidades.

   Não sabemos bem ao certo se o projecto termina com a primeira edição das cidades criativasou  se vai ser mantido fora já do âmbito do concurso. 

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publicado às 00:28

Mapa Pólo A

 

Quadro de propostas

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publicado às 13:21


Levada e central eléctrica

por Antigo Mail, em 22.02.08

Esboço 01

 

   Neste esboço (01) apresentamos a configuração de uma das comportas que passam por sob a antiga Central Eléctrica, na verdade são 3 as adufas que passam sob a central, uma destinada apenas a controlo de quotas, e duas que alimentavam as duas turbinas que produziam electricidade.

   Aqui está representado um esboço de uma das turbinas da central, alertamos para o facto de o desenho não ter sido feito com escala, destina-se apenas para explicação do funcionamento da hidráulica da vala.

   A Rua Everard é muito mais conhecido dos Nabantinos pelo nome de Levada, a levada era a puxada de água que se fez para os moinhos e moendas D'el Rey cujo funcionamento era atestado pela energia hidráulica do rio Nabão, D. Manuel restaurou os moinhos dos Templários e estabilizou o curso do Nabão, com o passar dos anos as casa foram sendo construídas viradas para a levada de água o que originou uma rua entre o curso de água e o casario , daí o nome de Levada. Mais tarde aquando da reforma toponímica levada a cabo pela Câmara Municipal, a rua passaria a ser oficialmente como a Rua Eng. João Carlos Everard , embora, no seio popular a rua continuasse a ser designada apenas como a Levada, nome que ainda hoje é conhecida. De facto se se perguntar a um Tomarense pela Rua Everard apenas alguns saberão responder enquanto se se lhe perguntar pela Levada, mesmo que não saiba o nome das ruas, indicar-lhe-á certamente a rua Everard .

   Quanto à adufa de água da central (clique na imagem para aumentar) esta é regulada pelas duas comportas que que se situam no extremo, a vala na sua quota normal dista cerca de meio metro da margem permanecendo actualmente sempre cheia, quando funcionava a central a comporta que ao contrário das comportas da adufa reguladora do caudal, são manuais, são abertas mediante um veio que está localizado junto à parede fazendo-o rodar, o qual mediante um sem-fim obrigará a comporta a subir ou descer, então, a água da vala entrará pelo canal até atingir um poço onde se encontra o veio da turbina, ao longo do veio estão localizadas umas palhetas, a água adquire rapidez na medida em que a sua deslocação se faz na horizontal tomando velocidade devido à acção gravítica, a água encontra pelo caminho as palhetas que funcionam como obstáculos, assim, a água exerce uma força sobre as palhetas dispostas obliquamente por forma a que quando passe por elas obrigue o veio a iniciar um movimento de rotação que accionará a turbina produzindo energia. no veio existe um mecanismo que permite controlar a velocidade de rotação do veio, que consiste no seguinte: um accionado vertical faz movimentar as palhetas para que as elhetas apresentem uma obliquosidade com um maior ou menor declive, então quanto menor for o declive das palhetas maior será o obstáculo para a água e maior rápido o veio girará ao contrário se o declive for maior a água fluirá mais facilmente pelo poço e o veio girará menos. Isto permite controla a produção tendo em conta dois factores: o caudal da vala (maior ou menor) e o consumo energético maior produção ou menor. findo o processo no final do poço a continuação do túnel conduz a água ao curso do Rio Nabão que está a nível mais baixo nas traseiras da central.

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publicado às 10:50



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