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A crise económica e a sua resolução

por Virgilio Alves, em 19.01.09

Mendes Godinho à Meia Noite   Como foi referido em artigo anterior, foi elabora uma espécie de receita mágica e/ou milagrosa para a crise, é certo e sabido que, enfim, isso serve para inglês ver e que não vai resolver crise nenhuma, aliás tenho dúvidas se a atenuará mesmo. Isto sem falar da empresa de comunicação, em ano de eleições a Câmara Municiapal de Tomar, contrata uma empresa de comunicação, algo invulgar, especialmente devido aos tempos correntes, mas mais incrível, quando se trata de uma Câmara a leste do município que gere, uma Câmara que não ouve os cidadãos. Afinal irão ser pagos 3.200€00 por mês em quê exactamente? São 640.000$00 para comunicar? E por acaso existe alguma comunicação possível com esta Câmara? Não, claro que não. Ora, se não é para isso, para que será? Pergunta de retórica, mas tente responder.


   Enfim, muito razoável em tempos de crise, e com mais um empréstimo declarado a pagar, não haja dúvida.


   Às vezes custa-me acreditar como é possível uma gestão tão má e danosa. Quando os tempos são de crise e há eleições à mistura, é quando o rombo das gestões danosas são mais graves, elas põe em risco as gerações vindouras e comprometem seriamente a estabilidade do município e da sua população.


   É por isso que esta cidade cada vez está pior, e o meu tom é sempre com vontade de o elevar, porque, e é necessário que todos nós o saibamos e percebamos, TOMAR ESTÁ EM GRANDE RISCO, e sim é caso para alarmismo, mais duas legislaturas desta e Tomar estará praticamente na cauda do distrito. Pior, se não se mexer uma palha, o nível dos concelhos limítrofes estará já praticamente inalcançável.


   Tomar nunca esteve bem desde as últimas décadas, mas experienciou épocas de excepcional capacidade para se modernizar, não o fez, a "palhaçada", peço desculpa pelo termo, imperou e claro, agora, Tomar está numa situação muito débil e em tempo de crise.


   Ao contrário do que a maioria pensa, continua a achar que é a indústria que pode favorecer Tomar, aliás Tomar até tinha uma história muito marcada pela indústria, mas fizeram o favor de não a incentivar, aliás perderam-se as grandes indústrias, o que por si só é um erro grave de gestão a longo prazo, uma vez que daí resulta outro problema social também ele muito grave, como empregar uma massa de gente habituada ao sector secundário e que já não vai a tempo de conseguir outra instrução? A palavra de ordem agora é o turismo, fica sempre bem colocar um sorriso de orelha a orelha e proclamar o turismo a salvação municipal.


   Ora, sendo assim, onde estão os investimentos no turismo? Não estão, a única grande alteração que se fez e a mais visível foi fechar o parque de campismo, só que essa é negativa, e a provar que o turismo não está na ordem do dia, está o facto de existir apenas um hotel na cidade. Muito pouco para uma cidade que quer símbolo de turismo, isto sem falar na perda da região de turismo dos templários, outro golpe no turismo regional em Tomar.


   É óbvio que o Turismo é sempre uma mais valia em Tomar, mas nunca substituirá o papel que a indústria teve em Tomar. Mas claro dá mais votos colocar uma cara alegre e esperançosa na TV a anunciar as boas novas no turismo. Só que o prezado eleitor esquece-se que estão dois conventos a apodrecer, pois, é que isso já escapa de todos, e lá vão os Srs. eleitores a correr cumprimentar o Sr. Presidente.


   É o descalabro na vida social é não se perceber a estupidez que representou votar neste segundo mandato PSD, mas verdade seja dita, ao olhar para a "obra feita" se é que houve alguma, nem o PS nem o Sr. Pedro Marques tem um passado abonatório.


   De uma vez por todas, vamos lá a sarar a economia municipal, toda a pessoa com o mínimo de conhecimentos sabe que é preciso racionar, e não entrar em gastos desnecessário (a menos que ILEGALMENTE se usem meios camarários para a autopromoção pessoal e partidária),  é preciso um plano rigoroso que restrinja ao mínimo dos mínimos a despesa pública, mesmo que se sacrifique uma ou outra exposição, ou fogo-de-artifício, mesmo que não se façam cerimónias pomposas, o tempo não está para isso. Assumam de uma vez por todas a porcaria e a miséria de gestão que fizeram, e isto é válido para o PSD, PS, Sr. Pedro Marques e principalmente naqueles que em eles votaram que são os principais responsáveis civil e moralmente pelo terramoto económico que se vive em Tomar.


   Não inventem gastos (agências de comunicação, pontes e paredões) que podem muito bem esperar, e não são preciso e mais UMA BOA GESTÃO DO PATRIMÓNIO CAMARÁRIO ERA UMA ÓPTIMO PASSO PARA O SANEAMENTO DAS CONTAS PÚBLICAS, PORQUÊ PAGAR RENDA QUANDO A 30 METROS DO LOCAL EXISTE UM ESPAÇO PÚBLICO DEVOLUTO E DE MAIORES DIMENSÕES?


   Pois não se compreende! É por isto é por toda porcaria de gestão que se fez que andamos todos ao Deus dará a ter de sair de Tomar para quase tudo.


 


   A RESOLUÇÃO DESTA CRISE ESTÁ NA SERIEDADE DAQUELES QUE A DIRIGEM, E MAIS AINDA NA DAQUELES QUE A PROMOVEM VOTANDO EM QUEM NÃO DEVIAM.


   DIZEM QUE SE APRENDE COM OS ERROS, MAS POR CÁ ESSA REGRA NÃO EXISTE, CASO CONTRÁRIO EM 30 ANOS DE DEMOCRACIA A CIDADE E O PAÍS NÃO ESTARIAM NO ESTADO A QUE CHEGARAM.

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publicado às 00:24


Vantagens comparativas

por Virgilio Alves, em 05.09.08

Albufeira e Barragem do Castelo do Bode    Segundo a últimas notícias publicadas no Jornal Cidade de Tomar, com base num estudo publicado pelo Diário de Notícias, em que se lê "Tomar entre os mais caros do país na factura dos SMAS", vem reforçar a ideia vigente, de que Tomar, não ostenta vantagens em relação aos concelhos vizinhos, segundo um mapa deste jornal, Tomar fica classificada com a legenda de "mais de 250 euros" anuais pagas pela água, ao contrário dos concelhos limítrofes, com excepção de Abrantes, ainda assim, Abrantes figura no patamar anterior entre os 200 e os 250 euros anuais, figurando Tomar, como o concelho mais caro de todo o Distrito de Santarém e da Comunidade Urbana em que se insere, comparativamente, os concelhos vizinhos, pagam em média menos 100 euros anuais, e no Distrito, uns confortáveis 50 euros anuais no Concelho da Chamusca, este último o mais barato do distrito e ficando classificada entre os oito mais baratos do país.


   Pena é que, não é somente na água que se verifica a carestia em Tomar, mas em muitos outros aspectos, onde se destaca os preços de habitação, a começar pelos encargos municipais e pela burocracia. Tais factos implicam um aumento do preço final de habitação, a somar a isto, o facto de não se perspectivar expectativas de emprego seja pela falta dele ou por não existir futuro em muitas carreiras e, se por um lado, o custo de vida é elevado, se estabelecer residência é custoso e moroso e, a generalidade dos preços dos serviços é alta, por outro lado, deveriam existir outras compensações que permitissem eleger Tomar como um concelho a investir e morar, infelizmente, não se pode dizer que seja assim, é que ao assistirmos às realidades desta cidade notamos a falta em infra-estruturas sociais, culturais e comerciais, na generalidade, encontramos mais serviços e comércio em concelhos vizinho com menores custos de vida.


   Portanto, não nos podemos fiar nas belezas das terras templárias, isso por si só não chega, as populações necessitam de urbes que lhes garantam futuro laboral, espaços sociais de lazer e cultura, e obviamente de um custo de vida menor. Desafortunadamente, ao fazermos pender na balança as vantagens e desvantagens tomarenses, esta penderá para as desvantagens, não oferecendo nenhuma vantagem comparativamente aos concelhos da região.

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publicado às 22:18



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