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Câmaras da CDU lideram

por Virgilio Alves, em 21.01.13

Segundo o recente estudo "Os Municípios e a Qualidade de Vida (2012)" feito pela Universidade da Beira Interior que no distrito de Santarém determinou os seguintes ICDES - Índices Concelhios de Desenvolvimento Económico e Social:

 

 
Destaque ao facto de Constância figurar nos 10 melhores concelho do país, onde se incluem, por ordem, Lisboa, Porto, Albufeira, Funchal, Coimbra, Marvão, Constância, Cascais, Loulé e Oeiras.
 
De entre 308 concelhos, Tomar estar  em 206.º lugar (antepenúltimo do distrito de Santarém), é uma classificação bastante má, de facto, Tomar inclui-se no grupo do último terço da totalidade dos concelhos portugueses (incluindo Regiões Autónomas), 206.º em 308.
 

Fica portanto a questão: Se os municípios administrados pela CDU adquirem resultados evidenciados, como explicar que, na prática, pouco ou nada se vê, ouve ou lê nos órgãos de comunicação social?

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publicado às 19:57


Situação Financeira da Câmara de Tomar

por Antigo Mail, em 09.03.11

 

Num mandato onde a Assembleia Municipal de Tomar aprovou o maior orçamento municipal das últimas décadas quando o país é assolado por constrangimentos de índole financeira com os juros da dívida pública a aumentarem a cada dia, fica por explicar as grandes razões de se aprovar um orçamento de 57.000.000€00.

 

Estando o concelho a atravessar uma profunda crise financeira que de resto dura também há vários anos, essencialmente no período de domínio social-democrata com principal destaque para os mandatos do Eng.º António Paiva, a Câmara Municipal de Tomar, nas pessoas do seu executivo PSD, levaram avante obras e gastos absurdos, gastos cuja contrapartida para o município foi pouca ou nula. Continua a assistir-se a uma política de investimentos sem nexo, sem grande plano ou futuro.

 

   De resto ficaram de fora, como habitualmente as definições estratégicas nos domínios da produção, isto é, investimentos que potenciassem a criação de riqueza e, indirectamente, proveitos para a autarquia, que desafiam a lógica familiar de só se incorrerem em gastos sem contrapartida quando houver fontes próprias de financiamento.

 

   De facto, o município continua ultra dependente da vontade externa e dos fundos comunitários, não assegurando a sua independência financeira. A indústria continua em declínio, numa fase já depauperizada e minimalista, asfixiante para a demanda de empregos que não são suprimidos pelos sector terciários, o dos serviços. Muito menos são absorvidos pela tónica do Turismo, que existe só no papel e no nome místico dos Templários.

 

   É certo que alguns aspectos há que valorizar, ainda assim, o balanço funcional do município é péssimo e desesperadamente dependente de outros factores, a sobrevivência do Instituto Politécnico é um deles.

 

   É necessário proceder a um ajustamento das prioridades do município que deveriam visar a queda abrupta da despesa, despesa essa contraída em obras que por mais merecedoras que possam ser, são levadas a cabo em alturas impróprias. É necessário reformular urgentemente a própria Câmara Municipal e os seus serviços a acabar de uma vez por todas com a insustentável política de coexistirem edifícios pertença da Câmara Municipal sem qualquer aproveitamento e de espaços arrendados.

 

   Infelizmente por mais um anos continuamos sem um verdadeiro plano económico-financeiro e de sólidas directrizes sociais e políticas para Tomar.

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publicado às 16:40


Comemorações do Primeiro de Março

por Antigo Mail, em 26.02.10

Cidade de Tomar   Aproxima-se uma data importante para a Cidade de Tomar, foi no Primeiro de Março de 1160 que se foi colocada a primeira pedra do Castelo de Tomar e, que marca oficialmente a fundação de Tomar.

 

   Este ano contam-se oito séculos e meio desde essa data, assumindo portanto relevante destaque só superável daqui a 50 anos ou 150 anos quando Tomar contar um milénio de existência, era de esperar uma comemoração à altura do acontecimento, porém, como de resto já esperava, as comemorações "encomendadas" e "preparadas à pressa" pela Câmara Municipal, são desde já um desânimo, como aliás temos vindo a assistir.

 

 

   É o definhar cada vez mais intenso deste município, de qualquer forma outra coisa não era de esperar, infelizmente. Mas não me estranha, porque o silêncio durou quase até à data das comemorações, porque o alarido sobre quem ou que entidades o iriam realizar já antevia este cenário, porque a Câmara está falida, porque houve autárquicas e o panorama actual é caótico, porque eu nunca vi verdadeiras e sentidas comemorações.

 

   O que esperar quando em anos transactos o espectáculo degradante de gente a prestar homenagem defronte da estátua do fundador às quais duvido que significativa parcela conheça a história de Tomar, já que tais comemorações espelham apenas o protocolo e a ostentação do poder, foram e continuam a ser comemorações mesquinhas de (muito) pouca gente cujo ego se reconforta em aparecer nas posições protocolares, na fantochada que ano após ano se opera em Tomar.

 

   Os habitantes (na sua maioria) nem se dignam a assistir a tais comemorações uns porque não conhecem o seu real significado, outros porque não estão para ver meia dúzia de pessoas armadas em gente importante e, quantos não são aqueles a "encher a pança", passo a expressão, à conta da Câmara, cujo almoço é mais caro do que os benefícios que trouxeram ao munícip durante a sua vida. Enfim, é com desalento que digo, é uma vergonha as comemorações em Tomar.

 

   Este ano como a data é mais redonda que o habitual tentou-se dar mais solenidade ao dia, mas vendo bem, não passa de mais uma diminuta comemoração da fundação da cidade dos Nabantinos, vejamos:

 

   07h09m (nem sei o porquê do pormenor dos nove minutos):

   Alvorada com oito baterias de cem foguetes em oito pontos do Concelho, terminando com cinquenta "morteiros" na cidade.

   O habitual, nem bom nem mau, apenas um pouco mais do que o usual, com a evocação dos "800 e 50" anos de Tomar. Realmente era impossível melhor, ou talvez não...

 

   9h45m:

   Abertura da exposição de rua sobre Tomar.

   Não digo nada somente porque ainda não sei do que se trata. Alguma esperança subsiste.

 

   10h00m:

   Descida em canoa do Nabão no troço urbano.

   Outro momento habitual. Será que não podiam existir mais evocações desportivas?

 

   10h00m:

   Diversas evocações religiosas dos cultos existentes ao vale do Nabão.

   Outro ponto usual e natural, é um ponto importante e compreensível para muita gente.

 

   11h00m:

   Prestação de honra na Praça da República com hastear das bandeiras, deposição de coroas na Estátua do fundador e cumprimentos.

   O espectáculo degradante de sempre, sempre com as mesmas lapas e nenhuma consideração, ainda se soubessem o contexto da fundação do castelo, mas nem isso.

 

   11h30m:

   Largada de pombos das traseiras da Câmara Municipal.

   Pode ser um gesto bonito, mas só isso não chega!

 

   12h15m

   Homenagem ao Mestre Gualdim Pais na Igreja Matriz Templária de Santa Maria dos Olivais seguida de recriação da Iniciação de um Templário.

   Um bom acto, concordo com este plano, apenas acho que deveria ter sido explorada melhor essa ideia e alargada no tempo e espaço.

 

   13h00m:

   Almoço volante com animação musical.

   Espero que, ao contrário de anos transactos, não se destine às ditas lapas dos costume.

 

   15h30m Biblioteca Municipal de Tomar:

   Cerimónia solene evocativa dos 850 anos com conferência "Tomar e os Templários" pela Professora Doutora Lurdes Craveiro, com prévia abertura da exposição "A Identidade de Tomar".

   Outro ponto com merecido destaque, nada a apontar.

 

   17h00m:

   Actuação de Bandas, Ranchos e Tunas em diversos palcos espalhados pela Cidade.

   Usual e normal.

 

   18h20m:

   Sessão de encerramento, na Sociedade Nacional de Geografia em Lisboa, da Conferência evocativa dos 850 anos da fundação do Castelo Templário em Tomar (...).

   Em Lisboa? A sessão de encerramento é em Lisboa? Nem tenho palavras...

 

   18h27m (outra vez o pormenor dos 27 minutos):

   Fogo-de-artifício no Castelo Templário.

   Já agora podíamos fazer fogo-de-artifício ao meio dia solar, assim até tínhamos mais luz.

 

   Acerca dos pormenores, se consultar o folheto informativo deste "magnífico" evento está a explicação do porquê dos horários das 7:09 e 18:27, não se trata por casa dos regionais Tomar - Santa Apolónia ou vice-versa, mas sim porque, como refere o panfleto: "Em Tomar, no dia 1 de Março o Sol nascerá às 7H09 e terá o seu ocaso às 18:27". Espero que os fogueteiros tenham os relógios a postos, com pilhas novas ou corda dada e, certos pelos relógios atómicos.

 

   Agora em jeito de conclusão, trata-se de uma comemoração paupérrima, com algumas ideias boas mas que por serem limitadas e isoladas pouco contribuem para o dia em que se deveriam ver recriações na Praça da República e no centro histórico, fanfarras e gaiteiros a passar pelas ruas, espectáculos à noite, e cine-teatro, feira de produtos regionais e artesanato, promoção turística e das festividades, faixas templárias, da Ordem de Cristo, de Tomar e das freguesias nas pontes e ruas e gente capaz e que compreendessem o que é realmente o dia 1 de Março de 1160.

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publicado às 18:22


Acordo Ortográfico - Uma futilidade

por Antigo Mail, em 04.01.10

 

Continuando a ler sobre a matéria em causa cada vez sinto mais tristeza pelo que se vai produzindo por este mar que é a Net, mas há quem considere como factos válidos, perfeitos disparates, não é preciso ter-se diploma para o comprovar.

 

Por exemplo, um dos argumentos a favor é o de que será mais fácil para os novos alunos aprender a ler e a escrever, mas quem profere isto se esquece de que eventualmente, coitados dos alunos do idioma inglês, que certamente terão imensas dificuldades em entender toda a panóplia de Th, Rh, Ll etc. Ou no Francês, sim porque é estranhamente difícil aprender o Ph, não, claro que não é, além disso, o facilitismo não é benéfico, a língua só têm a perder com a fonética, condenamos uma língua aprazível do ponto de vista gráfico, num emaranhado de letras dispostas sem alma, sem arte, desprovidas da beleza de outrora.

 

Sem contar com autênticos assassínios a palavras como húmido, que querem transformar neste espantalho de palavra que é úmido. Um cadáver da Língua Portuguesa. A troco de um suposto entendimento com o Basil (entendimento ou subserviência?) um povo que marcadamente efectua atropelos à língua que dizem falar, o país do mouse, deletar, ou muíto pior esta verdadeira obra-prima digna da pior sargeta do português que dá pelo substantivo blecaute (segundo a Wikipédia, um Aportuguesamento de blackout) um hino à estupidez de quem não têm tempo para consultar um dicionário de Inglês-Português, muitos exemplos existem mas este é o sublime cataclismo da Língua Portuguesa no Brasil.

 

Outro argumento é o de que vai aproximar as duas culturas, nada de mais errado há, os de cá vão continuar a preferir os livros escritos à maneira portuguesa, as legendas em PT-PT, os softwares irão ser disponibilizados na variante europeia, caso contrário optarão pelo Inglês (facto comprovado, basta consultar sítios da especialidade) entre outras situações. Vergonhoso será a amálgama de palavras que irão ser escritas num mesmo texto, parágrafo ou mesmo linha, com duas formas diferentes. Que belo prestígio!

 

Ainda voltando à história das comparações, está na moda a globalização e querem que o português seja como o inlglês porém, em vez de efectivamente o ensinarem, como é o caso da falta de interesse do Governo Português, em Macau a língua está a desvanecer-se, no Antigo Estado Português da Índia, já é uma relíquia, e nos países que mostraram interesse em proporcionar o ensino do português, a resposta de Portugal foi o silêncio. Aquando da entrega de Macau, foi a própria China a preservar o português como co-idioma oficial na RAEM.

 

Que espécie de embuste nos querem dar? A de falsos defensores da língua, mas apenas quando esta envolve cifras enormes, porque quando realmente houve oportunidades fulcrais para catapultar o portguês, o Governo de Portugal, ociosamente e vergonhosamente nada fez, e essas eram realmente as medidas mais eficazes que se poderiam ter tomado.

 

Mas os senhores importantes, e bem aqueles que julgam ser os sofistas e donos da língua,  que ditam como Salazar as regras de como falar e escrever português, nunca se esqueçam que vós ficardes mas a língua não. Nunca aceitarei que, com base nesse propósito, me digam que está errado, recuso-me terminantemente a escrever dessa maneira, e quanto mais insistirem mais revolta existirá, porque a língua é como a natureza, se a tentam dominar o mais certo é ela responder com tormenta.

 

Ninguém é dono da língua, ninguém têm o direito de a tomar como sua, de editá-la a seu bel-prazer e, como língua viva que é, mudará lenta e progressivamente adaptando-se aos novos tempos e acreditem que se os termos desse acordo fosse úteis e válidos, a língua por si só já os teria incorporado.

 

Por último quero relembrar o seguinte, o Português, o Espanhol, o Francês entre outras são de matriz latina, de entre eles (e com muito pena minha, os mais preguiçosos são os Portugueses) o português é o que menos respeita a raiz etimológica Latina,  que vergonha renegar esse passado, que tristeza e que povo tão desprovido de sensibilidade e de orgulho pelo seu passado, até o Inglês cuja matriz não é o Latim usa fortemente as suas raizes. Mas nós temos de ser sempre o carro do lixo da europa, não é?

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publicado às 13:44


Regiões de Turismo e bons ordenados

por Antigo Mail, em 31.10.09

Poucos são aqueles que no seu quotidiano repararam na constituição das "novas" Regiões de Turismo, especialmente em Tomar, se antes era raro reparar nas acções de promoção do turismo na ex-Região de Turismo dos Templários, Floresta Central e Albufeira e, sejamos francos, se a RTT não produziu os efeitos esperados, sugando capitais e não debitando mais-valias para a Região de Turismo, o que esperar da T LVT (Turismo de Lisboa e Vale do Tejo), com um orçamento que dos 3.760.179,00 € subsidiados pelo Estado ⅔ são para o suporte da estrutura.

 

 

A RTT não promoveu adequadamente o ofício para a qual foi constituída, foram gastas somas públicas que não se traduziram numa Região de Turismo dinâmica, mesmo quando e "aparentemente" o município de Tomar descarta a Indústria para escolher o Turismo como vector económico. Ainda a acrescentar o facto de Tomar ser uma cidade plena de história, património cultural e arquitectónico e com uma identidade muito característica. Nem o facto de uma aura mística templária, de uma Ordem de Cristo sucedora, donde foram traçados os caminhos para a epopeia dos descobrimentos, de uma Igreja Matriz de Todas as Igrejas Ultramarinas, o facto de Tomar estar embrenhada nas história lusa, fez com que a RTT fosse uma das regiões mais prósperas. No mínimo material não faltou? Porém, se material não faltou, o que faltou? Faltou empenho, faltou combater o oportunismo daqueles que viram  na RTT uma fonte de lucro fácil.

 

O lucro fácil está a atraír gente para as novas regiões de Turismo, Salários exurbitantes que não de compadecem nas frágil estrutura que uma comissão deste género não comporta, de facto, os administradores das novas regiões irão declarar que não há verbas para projectos interessantes, porque por sua vez eles próprios são os responsáveis pelo facto de não existirem verbas, eles próprios as consomem vorazmente.

 

Depois assistimos a pessoas com um ar sério de trabalho que na verdade estão na origem do descrédito das instituições públicas e estatais.

 

Vejamos então os dados relativos às novas regiões turísticas (dados publicados na edição desta semana de O Mirante):

 

Região de Turismo  Montante 
Serra da Estrela          265.599,00 €
Alqueva          300.091,00 €
Alentejo Litoral          435.240,00 €
Douro          670.000,00 €
Oeste          685.113,00 €
Leiria/Fátima          733.726,00 €
Alentejo      1.344.831,00 €
Centro      2.266.499,00 €
Porto e Norte de Portugal      2.732.629,00 €
Lisboa e Vale do Tejo      3.760.179,00 €
Algarve      6.336.919,00 €
Total    19.530.826,00 €

 

Proporção das verbas destinadas às regiões de turismo em Portugal Continental

 

Montantes atribuídos às regiões de Turismo em Portugal Continental

 

A RTT foi incorporada na T LVT, formando uma região complexa e que tem a seu cargo diversos municípios com o acréscimo de que estes têm origens e aspectos culturais diversificados o que irá dificultar ainda mais o trabalho da T LVT. Ficam a perder todos os municípios, se bem que, em Tomar uma ou outra vai dar igual, visto que a anterior pouco o nada fez, a Tomar está na mesma há mais de uma década e o turismo não escapa.

 

Seria mais vantajoso re-estruturar a RTT, aproximando-a da CMT e reduzindo as despesas ao máximo, nas quais os salários de topo estão incluídos.

Sendo um dos cancros da função pública e da ruína das contas públicas, o oportunismo verificado, conforme noticia o jornal O Mirante, Rosa do Céu, ex-presidente socialista da CM de Alpiarça que nas últimas eleições foi ganha pela CDU e, David Catarino ex-presidente social democrata da CM de Ourém que nas últimas eleições foi ganha pelo PS. Ambos deixaram os respectivos executivos para se mudaram para os bem mais aliciantes ordenados e restantes remunerações afectas às entidades de turismo.

 

 

Joaquim Rosa do Céu  Rendimentos 
Ordenado Base                 3.734,06 €
Desp. Representação                     778,03 €
Reforma*                     833,33 €
Total de Rendimentos                 5.345,42 €
   1.071.661,16 PTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Um terço de uma reforma de 2.500,00€ (481.156$80 PTE)

 

 

Cinco Mil e Trezentos Euros (Mil e Setenta Constos), é sem dúvida um rendimento apetecível, agora veja-se o desperdício em ordenados para uma estrutura que pouco ou nada traz de novo à economia nacional, além da falta de respeito para com o cidadão comum, Rosa do céu recebe 833€33 de reforma estando a activo, enquanto há pessoas que nem 300€00 recebem (de reforma completa) sem outros rendimentos possíveis.

 

Joaquim Rosa do Céu reformou-se antecipadamente (por invalidez não deve ter sido) em Julho de 2005 com 54 anos, neste caso o Decreto-Lei N.º 179/2005 de 2 de Novembro indica que os aposentados só podem exercer cargos públicos com uma autorização especial da Presidência do Concelho de Ministros por razões de interesse público.

 

Mas Rosa do Céu não é o único, existem por aí muítos como ele, para quem o interesse pessoal sobrepõe-se ao bem público, despois admiram-se que as instituições públicas funcionam mal e não apresentam os resultados esperados.

 

Eu como cidadão só pelo a imediata retirada destas regalias ao melhor estilo da Idade Média e das relações de Vassalagem.

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publicado às 14:49


Indústria; Tomar & Crise

por Antigo Mail, em 20.02.09

Central Eléctrica   Medidas que o Thomar Vrbe sugere (não para "solucionar" a crise) para atenuar a crise (uma vez que as crises devem ser evitadas e prevenidas atempadamente), medidas que creio serem as mais adequadas ao problema corrente.

   Tendo como pressuposto o seguinte: o que queremos para Tomar?

   A meu ver, a solução continua ainda no processo produtivo, na criação de indústria sólida, rentável e sustentável. A produção da riqueza e não esperar que esta nos apareça por intermédio daqueles que nos visitam, até porque a indústria não elimina o turismo ou a cultura, aliás até permite que haja um intercâmbio entre as indústrias e o ensino, que está presente na Cidade de Tomar.

   Se temos um ensino polivalente, porque não o canalizamos para a actividade efectiva? O que nos impede de criarmos uma zona industrial dinâmica onde se conjugue a criação de riqueza e a inovação propiciada pelas instituições de ensino? Muito pouco.

   Volto e afirmar: O turismo é fulcral em Tomar, muito mais do que no presente o querem fazer crer.

 

   INDÚSTRIA | A criação de riqueza e produtividade.

   TURISMO    | Facilitador do conhecimento, permite divulgar e potenciar a cidade.

                         | Aumento do capital em circulação, divisas externas.

 

   Ou seja, tomemos a indústria como principal actividade, geradora de riqueza e o turismo como meio potenciador e impulsionador da descoberta de Tomar, a auto-promoção toma em muitos casos parte activa no turismo. Além disso, o turismo, actua como uma "dose" extra de rendimento cumulado com a indústria, permite a criação de riqueza própria e a vinda de capitais externos.

   Isso permite combater o desemprego, projectar a cidade, ter parte activa na riqueza nacional e fomentar a ligação entre as actividade profissionais e o ensino; isto ainda com a vantagem que uma cidade como Tomar tem ao se localizar no centro do país e com a história industrial que teve.

 

   Agora, pensemos que se isto tivesse sido implementado há uma década, bem estruturado e fasedo, estávamos agora com uma melhor defesa com a esta tão afamada crise. As crises só são resolúveis com antecedência e previdência.

 

   Tomar neste momento e a meu ver, só poderá tomar um rumo certo se for posto em prática um plano faseado a vários níveis, tendo em vista a correcção de algumas políticas e mecanismos incluindo obras de remodelação e obras profundas que visam a potenciação económica (e não a auto-promoção camarário e pessoal dos seus dirigentes, como tem vindo a acontecer) e, principalmente um plano de saneamento das contas públicas ultra rigoroso (não digo que não seja preciso cortar em muitas coisas que a bem do desenvolvimento sejam supérfluas) e muito contencioso que visa em primeiro lugar regularizar activos e passivos e, diminuir ao máximo os custos.

 

   Os campos de actuação são sem dúvida:

   - O campo financeiro;

   - A urbanização

   - A reorganização industrial

   - A reorganização funcional dos trasnportes (com destaque para o ferroviário):

      . Reorganização (entre Tomar, municípios vizinhos e CP) do Ramal de Tomar, e da estação da Linha do Norte de Fátima.

      . Adaptação do Ramal de Tomar ao transporte ferroviário de mercadorias potenciando uma zona industrial com ligações ferroviárias.

      . Potenciação da estação de Fátima como estação de Tomar, que visa ligar a cidade aos principais comboios rápidos da linha do norte.

   - Potenciação sustentável do turismo.

 

   E ainda tendo em conta as freguesias rurais, apoio à agricultura com especial atenção às explorações rentáveis, sustentáveis e cooperativas.

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publicado às 15:23


Câmara Municipal e a cidade...

por Antigo Mail, em 12.02.09

Candeeiro na Levada   Indo directamente ao ponto, é do conhecimento de todos nós que em Tomar, a Câmara Apresenta um lado sombrio e obscuro, palavras exageradas? Existe um executivo que francamente, por um lado não sei se rio, se choro, rir pela maneira como os eleitores têm a capacidade fenomenal para eleger executivos que afundam a sua cidade, e choro pela maneira como esse mesmo executivo gere a Câmara. Sinceramente, a Câmara Municipal está em muita más mãos, um verdadeiro caos dentro de um caótico país, uma Câmara à beira do colapso, colapso financeiro e moral. Tudo em Tomar colapsa, desmorona-se, definha... Sejam as obras mal feitas, ou inviáveis, ou inuteis... ou inexistentes, sejam  os fiascos financeiros frutos de uma muito má gestão, descalabro na forma como se tentou transitar da indústria para o turismo, que nunca se concretizou (não é que não haja potencial da cidade). Uma hecatombe, um verdadeiro cataclismo autárquico, realmente é dificil conseguir fazer-se uma gestão tão dificil como esta da Câmara.

   Agora o que se assiste é, a tentativa de coleccionar votos, as obras de fachada, a propaganda (leia-se "empresas de comunicação"), as inaugurações (mesmo aquelas para as quais apenas um punhado de pessoas esteve a favor), os sorriso falsos, as falsas e intermináveis promessas que se arrastam no tempo, a oposição que tenta retomar o poder com recurso à constatação directa da Câmara, enfim, os Senhores Doutores que cumprimentam tudo e todos a pretexto de tudo ou nada, aqueles que nas claras soam a ilustres e nas sombras organizam negociatas (leia-se imóveis a renda, quando existem imóveis maiores devolutos pertença da Câmara). Como é que é possível não rogredir em tantas décadas, é que Tomar não anda para a frente, regride. Não se faz nada, o que é necessário continua em promessa e que não é necessario faz-se logo (desde que pareça bonito e seja no meio da cidade oara todos verem, dá mais votos assim).

   Mas sinceramente o que me dá mais pena, são os eleitores que permitem uma coisa destas. Será que não percebem que estão não só a arruinar a vida deles, como a minha e como a de todos nós? Devia ser possível processar esses eleitores pelos danos causados a mim e ao município. Será tão difícil que perceber que esta Câmara é INUTIL? Não presta, nem sequer tem prazo de validade, porque à partida já não o tinha de tão deteriorado executivo. O que se passa, será falta de óculos ou coisa do género? Não compreendo, como é que se chegou a isto. Já não se viu que nem o PSD nem o PS resolveram os problemas estruturais da Câmara Municipal?

   Quem quiser ser responsável e cívico, jamais pode votar no PSD. Acho que isso é óbvio!

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publicado às 21:06


Tomar - Uma cidade medieval

por Antigo Mail, em 17.01.09

Tomar - Cidade Medieval?   Após longas semanas sem escrever no Thomar Vrbe, cá regressam as minhas "crónicas" e hoje não quero tecer nenhuma crítica a quem quer que seja, por isso não vou enumerar os erros que por cá se continuam a cometer (ups uma crítica...). Apenas venho falar sobre esta pacata e notável cidade, tão notável que que foi a primeira no distrito a receber o estatuto de cidade. Uma das primeiras industrializadas e a receber a electricidade ainda que não totalmente. Envolta em misticismo, ainda que as suas gentes o não saibam reconhecer nem respirar a história que está incrustada nas muralhas do castelo nos contrafortes da Charola do Convento de Cristo, nas paredes dos velhos palácios e das casas antigas, no traçado do centro histórico, enfim, na envolvente de Tomar como uma cidade medieval, que só agora timidamente se abre ao mundo do século XXi. Mas ainda falta muito para que Tomar seja uma cidade moderna, não o é e a demonstrar isto estão os fracos serviços existentes na cidade.

   É pena, pois tinha grande potencial para ser uma cidade cosmopolita, balanceando entre a mística templária que repousa sobranceira ao castelo e a indústria irrompendo das águas do Nabão, sim tinha tudo para ser uma cidade melhor e em avançado estado de progresso. Talvez pudesse existir se atempadamente a cidade tentasse percorrer o caminho certo, mas poderia hoje existir mesmo um Distrito de Tomar ao invés de Santarém. Mas a desgraça que se abateu sobre esta pacata vila medieval foi a soberba e a arrogância das gentes das classe média-alta que tomaram a cidade como sua, e que a não fortalecendo preferindo uma vida tipicamente medieval, os senhores de Tomar. Como tal hoje a cidade sucumbe a essa mentalidade elitista que só empurraram Tomar para baixo.

   A culpa em grande parte é daqueles senhores e senhoras, os que se dizem de boas famílias (se é que isso tem significância) que arrastaram a cidade para a queda e hoje as cidades da população, sem essa massa elitista arrogante, estão a ultrapassar Tomar a olhos vistos. É uma pena!

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publicado às 02:09


Fomento ferroviário

por Antigo Mail, em 06.10.08

Av. Gen. Norton de Matos   Recentemente a Câmara Municipal de Tomar vem "pressionar" a CP no sentido de que voltem a parar as composições de longo curso do InterCidades, como se se tratasse de uma estação de grande importância ou de grande uso nas viagens de longo curso da CP.

   Não se iludam, actualmente Tomar não se pode dar ao luxo de fazer este tipo de exigências, primeiro porque não cria condições de acesso directo entre a cidade e a estação e segundo, não é por colocar uns elevadores, passo a expressão, que vão fazer daquela estação uma estação deveras importante, simplesmente não o é, por falta de interesse da população, logo não é rentável efectuar paragens nessa estação.

   Só poderemos efectuar este tipo de exigências quando de facto houver um plano de coordenação entre os transportes públicos no concelho e claro definir estratégias e prioridades quanto à adopção da principal estação do concelho do ponto de vista de transporte de pessoas, se a da linha do Norte ou se o ramal de Tomar. E assim adoptar uma plataforma multimodal moderna e funcional, caso contrário as coisas não irão cair do céu.

 

 


VER AINDA: Artigo - Eixos de Desenvolvimento e Novas Centralidade.

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publicado às 23:37


Mata em parte ao abandono

por Antigo Mail, em 12.09.08

Horta dos Frades    O Thomar Vrbe "armou-se em jornalista e foi em missão especial" à Mata Nacional dos Sete Montes, antiga Cerca dos Frades, como muita gente viu e muitas o dizem, resolvi levar a objectiva do Thomar Vrbe, a este espaço verde nabantino.

   Quinta-feira, o dia aparece um pouco cinzento, mas nada impede a uma visita à mata, em chegando, lá uma idosa prepara-se para iniciar o seu percurso de manutenção à guarda do voluntário que lá estava para guiar essa missão, isto depois de transposto o portão, à primeira vista o jardim que já foi a Horta depois Frades, parece frondoso e em boas condiçõs, mas uma vista mais minuciosa revela já algumas falhas. É que aqui, na mata não há gente que chegue e que dê conta do recado, um recado do tamanho da cerca, enorme em cuidados florestais, jardinagem e de lazer. Simplesmente as duas pessoas que lá se encontram, uma pelo ICN outra temporariamente pela Câmara Municipal de Tomar, são manifestamente insuficientes, para todos os serviços que um jardim desta natureza necessita, é necessário regar à mão, cuidar das plantas, recolher o lixo, observar a mata, percorrer as carreiras, desobstruir caminhos, dar informações, um sem fim de acções. Ultimamente notam-se alguns arranjos de cariz preventivo contra acidentes florestais, um corte de árvore aqui, uma barreira ali, pequenos trabalhos que impedem um maior risco de derrocadas, quedas de árvores ou de incêndios.

 

WC's encerrados na cerca    Esta visita tem como ponto de partida, obviamente a entrada, e vamos directo ao assunto, subimos para isso o caminho mesmo em frente aos lavabos, cuja perplexidade é generalizada a todos, aqui, ao contrário de muitas terra e lugares bem mais pequenos que Tomar, não há casas de banho, ou melhor, haver até que há, mas estão fechadas, diz-se à espera de fundos para a sua reabilitação, é então que se se apercebe que ou os visitantes já vem "tratados" de fora ou aguentam o "tratamento" ou "tratam-se" à socapa por entre a vegetação, ou muito simplesmente saem da mata para não voltar.

   Subamos mais um pouco, sempre junto ao muro da cerca que paralelamente percorre a subida da estrada que liga a cidade ao seu castelo e convento, intramuros deparamo-nos com mais um insólito, uma árvore estatelada ao comprido do caminho, até que não é um obstáculo intransponível, mas ainda assim foi suficiente para um transeunte que se encontrava no local à mesma hora que o Thomar Vrbe fotografava a planta e que achou por bem, diante desta árvore, dar meia volta e voltar para o início.

 

Árvores tombadas no chão.   Temos então de contornar o obstáculo se queremos seguir aquela trilha, e que nem descobridores ou Conquistadores Espanhóis, seguimos o nosso caminho em direcção ao (quase) desconhecido e embrenhar pela mata arriba, como se irá explicar apenas iniciamos aquele que se poderá descrever como a redescoberta da mata, tal é o abandono que se assiste. Mas digo que vale a pena, quanto mais não seja pela paisagem que se pode observar do alto da cerca e da vista sobre a Cidade de Tomar, o que nos faz antever qual será a razão de um trilho com uma vista tão bela não está tão bem cuidado, certamente nas repartições do Instituto Nacional da Conservação Florestal com vários trabalhadores a olhar para os computadores, devem ter tão parco orçamento que os visitante da mata nem sequer podem fazer as suas necessidades. Que se aguentem! Dirão eles.

Os carreiros nalguns pontos são estreitos e de difícil acesso.   Enfim após uns passos num terreno íngreme, lá vamos se vai subindo, mas não sei porquê, já noto um certo afunilamento da trilha, de repente parece que encolheu, bem não deve ser sinal de lavagem como na roupa, porque as silvas começam a emergir. À medida que subimos mais estrita e esguia se torna a carreira, não tarda nada, julga-se sinuosa, e já mais lentamente caminhamos devido a termos de nos esforçar para evitar ficar preso nas silvas, e as incomodativas ervas daninhas, assim avançamos aos ziguezagues por entre esses caminhos, se a isto juntarmos o calor então bem que se pode esperar a poeira e aquela sensação de que o ar está pesado e poluído, tal deve-se ao facto da secura das silvas e plantas aí existentes, se por ventura houvesse um sindicato das plantas e árvores certamente estas reivindicariam não serem discriminadas, "porque razão têm as árvores ao pé do jardim tabuletas com identificação da sua espécie, por acaso são mais árvore do que nós?" exclamariam. Estão aqui escondidas fora das ruas alcatroadas em torno do jardim. Após uns breves minutos chegamos ao vértice do muro da mata, ali perto majestosa e imponente ergue-se a muralha do Castelo, impõe de certa forma respeito pela sua importância, quer espiritual quer defensivamente, ainda rodeada de uma áurea mística inerente às estruturas militares e religiosas da Ordem do Templo. Para lá desses muros fez-se História com H grande.

 

Pormenor da muralha do castelo.   Aqui por esta muralha termina a mata e inicia o castelo, ou vice-versa. Podemos com atenção mirar por entre a folhagem e encontrar pormenores curiosos cujas imagens dariam bons quadros naturalistas onde a ordem temporal se funda com a natureza criando planos bonitos. Veja por si só.

 

  Por entre esta mística toda, o castelo e a natureza, os cheiros da mata, infelizmente, não pude ficar ali muito tempo, o cheiro nauseabundo de dejectos pairava no ar, se calhar alguém achou que com as casas de banho encerradas fosse melhor vir para aqui aliviar-se, será que teve pudor de quem pudesse passear pela alcáçova do castelo e pelo arruamento que lhe dá acesso? Segue-se o caminho, mesmo esta beleza e a falta de Árvores tombadas literalmente cortam passagem.civismo de alguns, o caminho continua estreito e difícil, aliás cada vez mais estreito e com silvados e ervas mais altas a barrar o caminho, densamente, as ervas se aglomeram já não somente nas bordas mas também invadem o centro da via, para a próxima tragam um sabre para imitar os filmes de Indiana Jones e começar a "escortachar" caminho. A propósito de "escortachar", convém o visitante fazer-se acompanhar de um machado ou de uma motosserra consoante o seu tempo disponível para desbastar mais uma ou outra árvore que literalmente se nos esbarram no caminho.

 

   Passado mais um obstáculo que obriga a uma certa engenharia, deparamo-nos com a imponente muralha, que aqui se mostra despida das suas companheiras verdes, outra vez impõe respeito pelo local, embora não haja respeito da parte de quem gere a mata, pois não possibilita acessos limpos, enfim, já todos sabem como é. Ao avançarmos ao longo dos A muralha apresenta-se majestosamente.muros e ameias castelares, parece ter-se deixado, enfim, para trás o caminho mais sinuoso, a partir deste ponto, entramos numa estrada alcatroada, o que nos faz pensar que voltámos à "civilização", tanto mais que os mirones que miram a quem passa por estes trilhos talvez de não ser usual a quem passa no castelo ver gente na mata ali mesmo ao pé das fundações das muralhas, devem pensar algo do género, "mas que estará aquele fulano a fazer ali?", pois é, daqui encontramos a estrada e a muralha e seguimos. Um pouco mais à frente, é raro, mas lá se vê passar uma pessoa, deve estar perdida, sei lá, a não ser que seja daqueles raríssimos que gosta de enveredar pelas descobertas desta mata. Sim ainda há quem lá vá à mata pelo prazer de descobrir a natureza e as relíquias que encerra.

 

   Mais uns passos e eis que quem pensa que a mata não tinha outras actividades, saiba que para além da antiga Horta dos Frades, e construído sob o Aqueduto dos Pegões, os lagares de azeite representava outra actividade da mata, uma vez mais os serviços do ICN não foram capazes de preservar esse conjunto e no final da década passada, num Antigos lagares de azeite em ruína.inverno, o telhado desses edifícios ruiu permanecendo apenas hoje as paredes em ruínas. Os mais afoitos poderão entrar, não há perigo, no edifício principal desses lagares, no chão jazem prostradas e perpetuando a memória enquanto a acção do tempo e da erosão, não fizer desaparecer, estão duas carroças onde ainda se notam umas espécies de pipas, as carroças e as pipas são, obviamente, pedaços de madeira, que já nem para uma lareira servem. o chão é empedrado ainda resistindo no centro à invasão das plantas rasteiras. Na fachada principal está o Aqueduto dos Pegões Altos, uma vez que a fachada frontal é coincidente com o Aqueduto, os que conhecem a mata e lêem este artigo, pensarão, já passou pela entrada para o convento, e têm razão, toda a razão, apesar de se especular sobre a ligação da cidade ao convento via mata andar por aí, até agora só em ocasiões especiais esta Porta da Condessa é aberta, são assuntos administrativos, que não nos compete julgar ou será que compete? Enfim seja como for, quem subir a mata até este ponto e quiser visitar o Convento de Cristo, tem de a descer e subir a ladeira de acesso ao castelo.

 

Aqueduto dos Pegões na mata.   A propósito muitos de vós ainda se lembram do aqueduto levar água, mas hoje está completamente seco, nada corre, nesse rego de água, que no antigamente enchia os tanques da mata e as cisternas do convento, será que a fonte secou ou haverá mau humana metida, falam que nalguns pontos do aqueduto, nomeadamente a parte subterrânea de que alguns proprietários o teria destruído para a construção ou aproveitamento de água, não me admirava muito que houvessem tais usurpadores de um património comum multissecular, enfim, em qualquer dos casos, um esclarecimento público faz-se necessário, e se possível, proceder à sua recuperação.

Calheiro do Aqueduto dos Pegões   Em termos de água, actualmente está-se a consumir água potável da rede, o que se traduz num enorme desperdício face aos actuais problemas de escassez de água, ora, porque não imitar o sistema antigo, ou seja, o de se colectar água nos tanques da mata, assim, em vez de se gastar água potável da rede, e de se esbanjar rios de dinheiro com a fonte cibernética aos pedaços, porque não, instalar um colector no Nabão, vulgo bomba de água e bombeá-la para o sistema da mata outrora abastecido pelo Aqueduto, o que não invalidade nem substitui apurar-se as causas e os responsáveis pela falta dela a correr pelo calheiro do aqueduto, e se necessário responsabilizar criminalmente qualquer atentado ao bem público, incluindo a reconstrução e mautenção do aqueduto quer intramuros quer fora da mata, de modo a manter este monumento restaurado e funcional, estes factores combinados darão à mata o seu brilho que há muito desapareceu, que é a humidade e o verdejar devido à acção da água literalmente a "escorrer" mata abaixo.

Cadeira D'el Rey escorada.   Ao andarmos uns bons metros avistaremos outra estrutura imponente na mata, chamam-lhe a Cadeira D'el Rey, nada mais é do que um enorme tanque, o primeiro na linha de água da mata e o principal, ao pé vemos o aqueduto desaparecer por uma gruta subterrânea, para fora da cerca, é aqui que se processa à "separação das águas" através de um sistema incrustado no chão que divide o caudal em dois, um irá encher o tanque o outro seguirá caminho pelo aqueduto em direcção ao convento, após o enchimento do tanque principal, o que ainda demora, ao atingir uma certa quota, começa a sair por um orifício no tanque.

   Infelizmente se clamamos por justiça em relação ao aqueduto, que dizer do estado desta estrutura, o ICN também devia ser responsabilizado, como se viu o edifício dos lagares de azeite ruiu, e aqui perante uma ameaça de ruir uma das paredes do tanque, apenas se procedeu ao escoramento desta, não passa pelos olhos de quem gere este património de proceder ao seu restauro.

Uma das "ruas" da mata   Deste tanque deveria sair a àgua que iria percorrer as ribeiras da mata, inundando daquele verde especial a mata, é curioso este sistema e em alguns pontos, consegue-se uma vista agradável, o tempo escasseia e está na altura de voltar, ainda só se viu metade, agora seguiremos os trilhos de água desérticos, andaremos mais uns passos, até encontrarmos um caminho de volta, e como já estamos pelo fundo da mata, o único caminho mesmo é o que vai dar a uma avenida, isso mesmo, uma avenida, mas não de prédios e com carros a buzinar, é uma avenida de árvores, um caminho recto e de agradável prazer percorrer, aqui estão instalados vários pontos de passagem do circuito de manutenção física e, claro, voltamos à parte da mata mais "povoada" onde já é mais comum encontrar gente, no fim, à direita, avista-se uma fonte, esta fonte vinda de carreiros desde a Cadeira D'el Rey, enviaria água para o segundo poço. Seguimos pela estrada à sua frente, já se avista o jardim de novo, uns metros mais à frente e finalmente vemos o último tanque. Do outro lado do jardim, existe mais outra ribeira, que alimentava de água essa parte da mata.

 

   Assim o Thomar Vrbe chegou ao fim desta sua curta visita, para trazer algumas imagens dos procedimentos menos correctos que se estão a fazer na Cerca dos Frades.

 

Jardim da Horta dos FradesCalheiro do aqueduto está seco.

Uma das ribeiras da mata.Canal de alimentação dos tanques.

 

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