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Das políticas aos actos

por Virgilio Alves, em 17.01.09

   Em ano de eleições os murmúrios vão subindo de tom, e na política, tanto o lado do governo como o da oposição encetam um novo discurso voltado à psicanálise em relação ao outro. Ele é a obra feita, ele é os riscos económicos, são tantos os reparos de ambos os lados que a população se confunde na amálgama de acusações e defesas. Tem mais facilidade os grupos que por um lado tenham a melhor resposta, no caso das Câmaras a obra bem realizada, no caso da oposição a obra mal realizada ou inexistente. Em Tomar decerto que é para o lado da Câmara e do PSD que a balança não tende. Neste caso a oposição leva a melhor, seja o caso de António Paiva ter saído, seja o da ponte, seja o facto do endividamento camarário, o PSD de Tomar está a braços com um problema do foro municipal de clara insuficiência económica de Tomar, que compromete esta Câmara a médio prazo. Mas desengane-se quem julga que o restante espectro político está a salvo desta verdadeira crise política nabantina.


   No grupo dos Independentes Por Tomar, Pedro Marques está a braços com o seu passado como dirigente desta Câmara sob alçada do PS, Partido Socialista que agora o acusa desse mesmo passado.


   Está na moda as medidas urgentes e os pacotes anti-crise, nome pomposo para as eleições futuras, querendo enganar o eleitor ao dar a ideia de uma receita milagrosa contra a crise, surgem os pacotes anti-crise, mas como qualquer pessoa que saiba o mínimo de economia, as crises, NUNCA são resolvidas de forma repentina e em cima da hora, tais medidas têm de ser postas em práticas muito tempo antes dela. As crises combatem-se em tempo de bonança, ou seja, quando atingidos por uma crise a única coisa a fazer é como preparar-se para um temporal, refugiar-se e esperar acabar vivo. Numa palavra, PREVIDÊNCIA é o que se espera de quem gere os destinos económicos de qualquer instituição.


   Assim, tais medidas são apresentadas como soluções tão inovadoras como diminutas na sua acção, mas têm um efeito avassalador no eleitorado, que se ilude perante a fragilidade em que se encontra. O que me leva a crer que quem opta por esta actuação política não merece acento a governar. Mas o problema é que as restantes forças políticas alternativas estão adormecidas, não reagem nem tomam iniciativa, não demonstram agilidade ou celeridade em contrapor as medidas apresentadas nem os programas apresentados, saldando-se num desconhecimento por parte da população das pessoas e do todo de cada grupo político e claro, leva à desconfiança mesmo nunca tendo presenciado a sua política em acção e desconhecendo o seu programa.


   Assim Tomar continua envolta em crises políticas gravosas por si só mas pios danosas para todo o município e uma vez mais Tomar continuará a afundar-se na geopolítica portuguesa a par com a decadência económica e cultural de Tomar. Tomar é uma cidade com um futuro negro num túnel sem saída!

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publicado às 19:30




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