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A irresponsabilidade do PS e IpT

por Virgilio Alves, em 08.01.13

A aprovação através de métodos dúbios e estranhos à democracia que se diz representativa do Orçamento da Câmara Municipal de Tomar em sede de Assembleia Municipal, por uma margem de dois votos, 15 a favor (PSD e CDS) e 13 contra, porém, com a notada ausência de presidentes de junta do Partido Socialista e do Grupo Independentes por Tomar, quando, a oposição, PS, IpT, CDU e BE, precisamente os partidos e grupos que votaram contra, somam a maioria dos Membros da Assembleia Municipal de Tomar.

 

Desta forma, convém analisar a conduta e posições do Partido Socialista e dos Independentes por Tomar, no que diz respeito à ética e moral demonstradas e evidenciadas no decorrer deste processo e das próximas eleições autárquicas...



 


Anabela Freitas é a candidata do PS à Câmara de Tomar
“Mudança” serve de mote à campanha eleitoral

 

"(...)O acto eleitoral ficou marcado por um protesto de José Mendes, membro da comissão política, por achar que, antes da votação, se devia ter realizado um debate e análise prévia da candidatura. “Como não me foi dada a palavra para poder apresentar as minhas matérias, razões, críticas e reflexões, até pela necessidade que o concelho tem de nós termos uma candidatura forte, não vou participar num acto com o qual não estou de acordo”, argumentou.

 

A cada votante foi entregue um papel em branco onde deviam escrever “sim” ou “não”. Foram notadas as ausências de Carlos Silva e José Vitorino, que foram os cabeça-de-lista do PS, respectivamente, nas eleições de 2005 e 2009 (...)"

 

In: O Mirante

 

Anabela Freitas, candidata do PS à Câmara Municipal de Tomar

 

"Mudar o estilo, a forma, a visão, o caminho, com as pessoas, será sempre a minha conduta."

 

In: Cidade De Tomar, edição de Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2013

 

Câmara de Tomar aprova orçamento de 48 milhões

O presidente da Câmara teve de usar o voto de qualidade para desempatar

 

"Com três votos a favor (PSD), três votos contra (Independentes e vereador Luís Ferreira, do PS) e uma abstenção (vereador José Vitorino, do PS), a Câmara de Tomar aprovou ontem as “Grandes Opções do Plano e Orçamento do Município de Tomar para o ano financeiro de 2013”. (...)"

 

In: O Templário

 

"Post" publicado, na página facebook dos Independentes por Tomar, por:


 

Todos sabemos que este orçamento é fraco e ineficiente, por um lado sujeito às amarras financeiras dos empréstimos e da solvabilidade a curto prazo, por outro lado, não desenvolve nem pressupõe emlhorias tendente à eficiência dos custos do município, a título de exemplo, a rúbrica adstrita aos encargos com rendas e similares permanece praticamente inalterada, bem como os gastos acessórios que ficaram de fora do suposto plano de poupança do município relativo aos recursos, do qual a supressão da impressão do Boletim Informativo da Câmara Municipal é um dos exemplos, ainda que, do bolo total dos gastos que se podem considerar exagerados, essa poupança não se aproxime de valores de referência, isto é, a maior fatia continua sem alterações demonata, diga-se de gastos com comunicação, contencioso e similares, estadas e transportes, entre outros.

 

O novo Orçamento e as Grandes Opções do Plano, são parcas no estudo quer microeconómico quer no plano macroeconómico, continua bastante ineficiente a gestão do parque imobiliário do município, uma gestão que sai muito cara à câmara, nem se prevêem as alterações à colecta de impostos por via da grave crise que o país atravessa.

 

Ante os cortes nas transferências da Administração Central e a nova complexidade conjuntural da economia nacional e local concretamente, que fazem prever um desvio significativamente negativo entre as receitas esperadas e as reais, coloca-se a questão: Como foi possível que uma oposição com poder para fazer chumbar este documento tenha deixado escapar a oportunidade de fazer justiça aos contribuintes com a ausência dos presidentes de junta?

 

Muito para além do problema democrático, estamos diante de uma grave crise de valores de solidariedade e partilha para com o colectivo, com uma galopante e muito perigosa tendência de alheamento da responsabilidade, justamente daqueles que mais próximo se encontram das populações, uma total falta de respeito para com os munícipes no seu todo que só nos entristece e envergonha.

 

Caímos num poço sem fim de uma espécie de caciquismo que já nem respeita a unicidade de uma região, nem partidária, nem respeita um princípio que deveria ser o valor mais alto a ter em conta, o princípio da ética e da moral.

 

Comportando-se pior do que crianças em idade primária, que se debatem uns com os outros por frivolidades menores, estes homens com H minúsculo, assemelham-se a hordes tribais de uma responsabilidade que roça o humilhante. Quando um presidente de junta olha para o seu umbigo em vez de defender a justiça da comunidade, neste caso o concelho, estamos perante um espécie de guerra campal, um bairrismo atroz e uma estupefacção inacreditável

 

É esta a classe que se pretende apresentar como defensora das populações?

 

Uma classe que envergonha profundamente os demais autarcas ao real serviço das populações, servindo-se da fuga da responsabilidade.

 

E que papel têm as estruturas municipais de Partido Socialista e do Grupo Independentes por Tomar? Se estes não conseguem assumir a unicidade dentro das suas estruturas, como é que se propõem a governar o Concelho de Tomar, com a necessária determinação colectiva?

 

Estas questões assumem um carácter extremamente gravoso, que desacreditam por completo os discursos de Anabela Freitas e do PS bem como o seu pretensiosismo de supostamente liderar uma convergência, está mais do que provado que o Partido Socialista é incapaz de convergir internamente, quanto mais externamente, por outro lado, os Independentes por Tomar, que se pretendem mostrar como um grupo coeso, falharam justamente na altura mais importante.

 

O PS e os IpT, mostram assim que não têm capacidade para liderar seja o que for, e assim é impossível criar mudança e desenvolver uma visão para o município. 

 

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publicado às 12:22




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