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Património Civil

por Antigo Mail, em 25.11.07

Moínhos e Lagares D'El Rey

   A instalação dos primeiros moinhos e lagares de Tomar data dos séculos XII e XIII e foi promovida pelos Templários, que beneficiaram de grandes privilégios. Os lagares de azeite da Ribeira da Vila, alimentados pelo Açude dos Frades, são referidos na Real Sentença de D. Dinis, de 13 de Julho de 1295. Ampliados no reinado de D. Manuel I, foram rebaptizados para Lagares D' El-Rey.

   Depois de 1834, com a extinção das ordens religiosas e a alienação dos seus bens, os antigos Lagares e Moendas da Ribeira da Vila, passaram por vários proprietários particulares, mas conservaram sempre a sua traça original.

 

Misericórdia de Tomar

   A Misericórdia de Tomar foi fundada pelo Rei D. Manuel I, em 1510. A Igreja de Nossa Senhora da Graça, ou de Nossa Senhora da Cadeia é vulgarmente conhecida por Misericórdia. É uma construção maneirista edificada na segunda metade do século XVI.

   A imagem da padroeira preenche o nicho que remata o elegante pórtico Quinhentista. A nave é decorada por molduras rectangulares de pedra e azulejos enxaquetados. Realce para o Milagre Eucarístico de Santo António, em painel do século XVI.

   O Hospital substituiu o de Nossa Senhora da Graça (século XV) resultante da unificação henriquina de todos os hospitais e hospícios que havia na Vila.

 

Estaus

   O edifício, onde funcionou o antigo bazar dos judeus foi encomendado pelo Infante D. Henrique para sua aposentadoria, alojamento e comércio, a complexa construção de dezasseis arcos em ogiva nos dois lados da rua nunca foi concluída

 

Paços do Concelho

   Antigos Paços Reais que D. Manuel I edificou e ofereceu à Câmara. A remodelação maneirista do século XVI eliminou a decoração manuelina. Permanecem os símbolos do Rei Venturoso: Brasão Real, Esfera Armilar e Cruz de Cristo, já com adaptação Filipina. Destaca-se a galilé de três arcos, a fachada posterior em arcos de volta inteira e, no interior, a galeria de exposições (memória das Boticas do Infante D. Henrique) e o Salão Nobre, com um antigo Brasão de Tomar no tecto em masseira.

Biblioteca Municipal de Tomar

   No dia 21 de Janeiro de 1876, a Câmara pede a concessão de livros para a Biblioteca Popular de Tomar que se propõe instalar numa das dependências dos Paços do Concelho.
   A República não se mostrou indiferente perante a inoperância que revelaram as bibliotecas públicas. Também em Tomar (Deliberação de 5 de Maio de 1913) a Câmara decide da “reorganização” da Biblioteca dando corpo ao Decreto com força de Lei de 18 de Março de 1911.A biblioteca pública em Tomar, tal como outras bibliotecas públicas portuguesas, constitui o espelho da política cultural obscurantista.
       Em 1963 a Câmara toma conhecimento do despacho do Ministério das Obras Públicas que aprova o projecto da “Reconstrução da Casa Quinhentista e sua adaptação a Biblioteca Municipal”. Manuel da Silva Guimarães desenvolveu, nesta fase, um louvável trabalho manifestado quer na organização do espaço, quer sobretudo, na organização dos fundos bibliográficos. Para o enriquecimento destes fundos contribui apaixonadamente António Cartaxo da Fonseca, não apenas pela quantidade de obras doadas, mas sobretudo, pelo valor documental que elas possuem. Outros beneméritos, entre muitos, não devem ficar esquecidos: Vieira Guimarães, Augusto Tamagnini, Fernando Ferreira, Fernando Lopes-Graça e José-Augusto França. Manoel de Matos oferece uma valiosa colecção de moedas, tapeçarias e o mobiliário para o edifício da Rua Silva Magalhães.
   O Decreto-Lei nº 111/87 de 11 de Março pode considerar-se um marco histórico para Leitura Pública em Portugal. Nele foi definido um instrumento legal, na figura de um contrato-programa que permitia a concretização efectiva do apoio técnico e financeiro do Estado à  criação de uma Rede de Leitura Pública, competindo às autarquias a responsabilidade da criação e manutenção das suas bibliotecas.
Em 1989 a autarquia adere à Rede de Leitura Pública através de um contrato-programa com o Instituto Português do Livro da Leitura, que passou pela construção do edifício, aquisição do equipamento e mobiliário assim como do fundo documental.
A Biblioteca Municipal de Tomar, à qual foi atribuído o nome “António Cartaxo da Fonseca” em homenagem ao cidadão empenhado, para além do apoio contratual do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, recebeu da Fundação Calouste Gulbenkian a doação do fundo documental pertencente à Biblioteca Fixa nº 72 de Tomar que passou, deste modo, a integrar o acervo da nova Biblioteca.

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