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Mercado Municipal, que futuro?

por Antigo Mail, em 22.09.10

 

Aspecto do Mercado Municipal de Tomar

   Muito se fala do actual Mercado Municipal de Tomar, mas pouco se fala da realidade que é o comércio nabantino, da falta de visão estratégica, que nem no debate passado foi explorada com relativo aprofundamento, neste momento, e como é hábito no município de Tomar, a visão acerca de temática do mercado é a que vigora nos manuais da perpétua visão filantrópica e saudosista de autênticos "velhos do Restelo" uns em versão idosa, outros em versão madura e até alguns em versão nova, mas o que mais existe são aqueles que querem agradar à pretensa maioria, não há pois então, lufada de ar fresco em Tomar, isto é, tudo o que vier e que altere o que existe e que mexa profundamente com a perpetuação antigamente, é alvo de violentas negações, rótulos e estigmas que já está mais do que provado, levaram à ruína de Tomar como cidade vectorial do Ribatejo Norte, das três o Médio Tejo é a região onde a competitividade entre cidades é maior e Tomar, primeira cidade do distrito tem se deixado ultrapassar.

 

   A pretensa aristocrática de Tomar, levaram-na a estagnar, a não se modernizar, a não avançar e, é notório hoje a falta de visão, tudo isso é culpa de gerações de famílias que quiseram dar a ideia de que Tomar era uma cidade da nobreza, e tal como o despesismo português em tempos de ouro do Brasil, também Tomar não soube preparar o futuro e deixar-se adormecer à sombra da pretensa elite. E hoje com o mercado municipal é a mesma coisa, não se pode tocar no edifício, fóruns e centros comerciais são mal vistos, o desenvolvimento é mal visto, pelo menos é o que parece.

 

   A relação entre as grandes superfícies comerciais não pode ser somente analisada com base em que a vinda do grande comércio é um factor negativo, sem equacionar o espaço, a competitividade e as sinergias, no caso de Tomar, um centro comercial perto do centro, isto é, onde é hoje o mercado traria vantagens e potencialidades para preservar o comércio local, porque vejamos, este tipo d consumismo, que atrai milhares de pessoas a esses centros potencia igualmente o comércio existente, desde que o centro comercial não seja estanque, isto é, que se vire para o exterior.

 

   O facto de um centro comercial se localizar na periferia tem o feito inverso, esses potenciais compradores perderão a tendência de ir ao centro histórico por este se encontrar afastado, na lógica de vir, ver e ir embora. Por outro lado se esses centros se encontrarem relativamente perto dos centros históricos produzirão um fluxo daqueles que irão aproveitar e dar um passeio ou ir beber um café numa esplanada próxima, potenciando o comércio local, na perspectiva de vir, ver, conhecer o espaço envolvente e ir embora.

 

   É necessário que esses centros comerciais se virem para o meio envolvente, no sentido em que arquitecturalmente devem estar perfeitamente integrados com o meio envolvente, assim se cria essa sinergia e razões de complementaridade, o turista visitará o centro comercial o mesmo com aqueles que viriam para o centro comercial de conhecer o centro histórico aproveitando a centralidade e proximidade.

 

 

   No que diz respeito ao caso de Tomar, a esta razão de complementaridade - comércio de escala; comércio tradicional/local - é possível inserir outra razão de complementaridade que é facultada pela valência de existir um mercado, isto é, num mesmo espaço central reunir as vertentes do comércio de escala, mercado e centro histórico, na razão de que quanto mais valências, infra-estruturas, comércio diferenciado e serviços mais visitantes terá a cidade. É portanto uma grande vantagem competitiva em relação a outras cidades que pelo facto de terem esse tipo de comércio longe dos centros históricos, afastam os potenciais compradores do comércio local e assim beneficiarem o comércio de escala em detrimento.

 Proposta para o Mercado de Tomar | Fórum Thomar a apresentar futuramente   Se se construísse um edifício de raiz, que não obstante uma volumetria média mas compensada pela envolvente e pela arquitectura pensada para o meio envolvente, que facultasse os seguintes pontos: Centralidade, Comércio e Serviços e Mercado Municipal, poderíamos catapultar o fluxo de pessoas entre todo o centro histórico e envolvente central de Tomar, que ficaria bem mais apetecível que por exemplo o Torreshopping e outras cidades próximas que afastam as pessoas do centro histórico. Trata-se portanto de criar relações de complementaridade.

 

 

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