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Debate "O Estado do Concelho"

por Antigo Mail, em 21.09.10

 

Rádio Hertz

   No passado Sábado, dia 18 de Setembro de 2010, decorreu na Biblioteca Municipal de Tomar - António Cartaxo da Fonseca, uma sessão de debate intitulada "O Estado do Concelho" organizada pela Rádio Hertz. Cujos oradores convidados foram:

 

  • Corvelo de Sousa - Presidente da Câmara Municipal de Tomar (PSD)
  • Luís Ferreira - Vereador (PS)
  • António Rebelo - Professor
  • Correia Leal - Director da Diamecom
  • Sérgio Martins - Economista

   E aínda Carlos Carrão, vereador (PSD) que esteve ausente alegando motivos familiares inadiáveis.

   Com moderação de

 

   Contando com a preciosa ajuda do blogue Tomar Actual de Leonel Vicente que disponibilizou alguns pontos-chave das intervenções dos oradores, o Thomar Vrbe que também foi assistir ao debate no auditório da Biblioteca Municipal, chegou à seguinte conclusão em dois pontos:

 

   1.º Uma grande lacuna deste debate ocorre porque à priori, sendo um debate sobre "O Estado do Concelho", na falta de visões das outras forças políticas nomeadamente os Independentes por Tomar, com vereação, Coligação Democrática Unitária, Bloco de Esquerda, CDS e Tomar em Primeiro Lugar, isto é, a visão geral do debate rondava apenas os pontos de opinião inerentes à coligação que governa a Câmara Municipal.

   Num debate deste género seria de esperar que existisse representação de todas as forças políticas, ao invés de estarem convidados dois representantes do Partido Social Democrata, ainda que um seja independente.

 

   2.º O debate, ainda que escudado pela limitação do número de oradores, não pode ser conclusivo já que era impossível aos intervenientes explanar correctamente os seus pontos de vista devido ao tempo de cada intervenção. Como tal, auto-anulou a possibilidade de debater concretamente os problemas do concelho. O público ficou a saber o mesmo sobre a política da Autarquia nomeadamente nos seguintes pontos:

  • Visão Estratégica do Concelho.
  • Planos de fomento industrial ou definição de política económica (saber se o concelho caminha rumo aos sectores primário e secundário, serviços ou turismo ou, multiplos).
  •  Planos de fomento do comércio, nomeadamente quanto aos vectores comerciais, aposta no pequeno comércio, grande ou misto e, em que sentido.
  • Visão urbanística e plano director municipal e intervenções públicas.
  • Políticas educacionais, de saúde e culturais.
  • Governabilidade.
  • Saúde financeira ou planos de saneamento financeiro.
  • Entre outros temas de fulcral importância.

   Em vez disso voltou-se a falar do caso Lobo Antunes e por exemplo quanto ao Sr. Vereador Luís Ferreira, uma nota importante, durante toda a sessão tentou fazer passar o papel de trabalho feito, trabalho à base quasi-administrativa, isto é, pequenas coisas praticamente insignificantes perante a magnitude do tema que é à escala macroeconómica.

   Os executivas ainda não adquiriram que não estão a fazer favor nenhum à população, que pequenos trabalhos dários os há desde as empresas às famílias sendo que cai muito mal fazerem disso exemplos de trabalho.

 

   Resumindo, uma debate ineficaz à partida, cheio de nulidades e de contra-ataque ao nível de quezílias, sem substância alguma apresentável, que não revelou nada de novo e reforça a ideia de que em Tomar as populações continuam cegas quanto à condução da sua política. Foi notório o provincianismo de comparações absurdas e sem nexo, falta de rigor ética de Estado. Tomar continua a cair a pique em queda livre da qual não vislumbra sequer quando irá afrouxar, quanto mais estagnar e voltar a recuperar. Ou seja, ainda nem poderemos fazer previsões quanto ao tempo de recuperação económica porque não podemos, também, fazer previsões de quanto tempo vai levar até que o povo enxergue a realidade nua e crua da incompetência absolutamente atroz tanto do PSD como do PS e assim é difícil planificar o futuro.

 

   Por fim uma visão da performance dos oradores:

 

   Corvelo de Sousa, nota-se a habilidade diplomata em esconder e não conseguir defender o indefensável que é o facto do PSD não ter nenhum programa (diga-se factual) para Tomar, sabe-o perfeitamente, mas admiti-lo seria desonroso.

 

   Luís Ferreira, continua igual a si próprio glorifica-se dos feitos minúsculos que do ponto de vista económico e cultural mal se notam ampliados ao microscópio electrónico, presunção quanto baste, mas é notório o seu desconforto perante situações em que por sua culpa põe o município em cheque "eufemismo" e o seu partido, tão diferente do presidente da autarquia, o vereador, acabrunha-se e tenta mudar rapidamente de assunto de uma forma que pelo contrário ainda aumenta a aguça acutilante daqueles que o "atacam" e do público.

 

   António Rebelo, é o típico comentador que tanto dispara para um lado como para o outro, mostrou ter feito algum trabalho de casa embora me parece que em alguns aspectos conserva ainda algum do saudosismo em relação a determinados assuntos, como o do Mercado Municipal, tão naturais a este município. Foi acutilante e assertivo sem cordialidades de algibeira.

 

   Correia Leal, se assim se pode "catalogar" foi como que uma espécie de voz da direita à direita do presidente da Câmara, a sua afirmação de que António Paiva foi sem dúvida o melhor presidente da autarquia tomarense arrancou alguns sorrisos da plateia, ainda assim em determinados pontos soube ter uma visão objectiva mas ainda longe da realidade macroeconómica.

 

   Sérgio Martins, foi quem me espantou mais, pela negativa, erros em algumas declarações, a "briga" com Pires de Lima que estava na plateia e o facto de sendo ele economista não ter apresentado uma visão económica sustentável, clarificada e credível em relação a Tomar, embora recorre-se algumas vezes ao termo prospectiva.

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publicado às 16:25



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