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Regiões de Turismo e bons ordenados

por Antigo Mail, em 31.10.09

Poucos são aqueles que no seu quotidiano repararam na constituição das "novas" Regiões de Turismo, especialmente em Tomar, se antes era raro reparar nas acções de promoção do turismo na ex-Região de Turismo dos Templários, Floresta Central e Albufeira e, sejamos francos, se a RTT não produziu os efeitos esperados, sugando capitais e não debitando mais-valias para a Região de Turismo, o que esperar da T LVT (Turismo de Lisboa e Vale do Tejo), com um orçamento que dos 3.760.179,00 € subsidiados pelo Estado ⅔ são para o suporte da estrutura.

 

 

A RTT não promoveu adequadamente o ofício para a qual foi constituída, foram gastas somas públicas que não se traduziram numa Região de Turismo dinâmica, mesmo quando e "aparentemente" o município de Tomar descarta a Indústria para escolher o Turismo como vector económico. Ainda a acrescentar o facto de Tomar ser uma cidade plena de história, património cultural e arquitectónico e com uma identidade muito característica. Nem o facto de uma aura mística templária, de uma Ordem de Cristo sucedora, donde foram traçados os caminhos para a epopeia dos descobrimentos, de uma Igreja Matriz de Todas as Igrejas Ultramarinas, o facto de Tomar estar embrenhada nas história lusa, fez com que a RTT fosse uma das regiões mais prósperas. No mínimo material não faltou? Porém, se material não faltou, o que faltou? Faltou empenho, faltou combater o oportunismo daqueles que viram  na RTT uma fonte de lucro fácil.

 

O lucro fácil está a atraír gente para as novas regiões de Turismo, Salários exurbitantes que não de compadecem nas frágil estrutura que uma comissão deste género não comporta, de facto, os administradores das novas regiões irão declarar que não há verbas para projectos interessantes, porque por sua vez eles próprios são os responsáveis pelo facto de não existirem verbas, eles próprios as consomem vorazmente.

 

Depois assistimos a pessoas com um ar sério de trabalho que na verdade estão na origem do descrédito das instituições públicas e estatais.

 

Vejamos então os dados relativos às novas regiões turísticas (dados publicados na edição desta semana de O Mirante):

 

Região de Turismo  Montante 
Serra da Estrela          265.599,00 €
Alqueva          300.091,00 €
Alentejo Litoral          435.240,00 €
Douro          670.000,00 €
Oeste          685.113,00 €
Leiria/Fátima          733.726,00 €
Alentejo      1.344.831,00 €
Centro      2.266.499,00 €
Porto e Norte de Portugal      2.732.629,00 €
Lisboa e Vale do Tejo      3.760.179,00 €
Algarve      6.336.919,00 €
Total    19.530.826,00 €

 

Proporção das verbas destinadas às regiões de turismo em Portugal Continental

 

Montantes atribuídos às regiões de Turismo em Portugal Continental

 

A RTT foi incorporada na T LVT, formando uma região complexa e que tem a seu cargo diversos municípios com o acréscimo de que estes têm origens e aspectos culturais diversificados o que irá dificultar ainda mais o trabalho da T LVT. Ficam a perder todos os municípios, se bem que, em Tomar uma ou outra vai dar igual, visto que a anterior pouco o nada fez, a Tomar está na mesma há mais de uma década e o turismo não escapa.

 

Seria mais vantajoso re-estruturar a RTT, aproximando-a da CMT e reduzindo as despesas ao máximo, nas quais os salários de topo estão incluídos.

Sendo um dos cancros da função pública e da ruína das contas públicas, o oportunismo verificado, conforme noticia o jornal O Mirante, Rosa do Céu, ex-presidente socialista da CM de Alpiarça que nas últimas eleições foi ganha pela CDU e, David Catarino ex-presidente social democrata da CM de Ourém que nas últimas eleições foi ganha pelo PS. Ambos deixaram os respectivos executivos para se mudaram para os bem mais aliciantes ordenados e restantes remunerações afectas às entidades de turismo.

 

 

Joaquim Rosa do Céu  Rendimentos 
Ordenado Base                 3.734,06 €
Desp. Representação                     778,03 €
Reforma*                     833,33 €
Total de Rendimentos                 5.345,42 €
   1.071.661,16 PTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Um terço de uma reforma de 2.500,00€ (481.156$80 PTE)

 

 

Cinco Mil e Trezentos Euros (Mil e Setenta Constos), é sem dúvida um rendimento apetecível, agora veja-se o desperdício em ordenados para uma estrutura que pouco ou nada traz de novo à economia nacional, além da falta de respeito para com o cidadão comum, Rosa do céu recebe 833€33 de reforma estando a activo, enquanto há pessoas que nem 300€00 recebem (de reforma completa) sem outros rendimentos possíveis.

 

Joaquim Rosa do Céu reformou-se antecipadamente (por invalidez não deve ter sido) em Julho de 2005 com 54 anos, neste caso o Decreto-Lei N.º 179/2005 de 2 de Novembro indica que os aposentados só podem exercer cargos públicos com uma autorização especial da Presidência do Concelho de Ministros por razões de interesse público.

 

Mas Rosa do Céu não é o único, existem por aí muítos como ele, para quem o interesse pessoal sobrepõe-se ao bem público, despois admiram-se que as instituições públicas funcionam mal e não apresentam os resultados esperados.

 

Eu como cidadão só pelo a imediata retirada destas regalias ao melhor estilo da Idade Média e das relações de Vassalagem.

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publicado às 14:49



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