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Sector terciário

por Antigo Mail, em 02.09.08

Centro Comercial    Como é sabido, a par com a queda da indústria, assiste-se em Tomar, também, a uma falta de investimento no sector terciário, mais concretamente, na aglomeração do comércio e serviços num único espaço, isto é, obviamente, num Centro Comercial, sendo assim há-que rever qual a posição tomarense no que a este assunto concerne, aliás no último projecto feito pelo Thomar Vrbe, em que se realizou um pequeno inquérito, a par com a indústria o comércio também é referenciado como um aspecto negativo de Tomar, uma vez que não se observa um fomento nessa matéria, nem na criação de grandes espaços comerciais e de serviços, as novas centralidades, nem na protecção do comércio tradicional, tal facto é documentado pelo fecho de cada vez mais estabelecimentos no centro histórico ao passo que as ditas "lojas dos chineses" estão a aumentar a grande ritmo.

   A controvérsia instalou-se aquando da proposta da instalação de um possível "Fórum Tomar", um centro comercial a ser instalado nos terrenos do actual mercado, este por sua vez, refira-se, está em muito mau estado de conservação e inadaptado às actuais necessidades, não abonando a grande crédito. Os vários problemas que se anteviram a este projecto, são, por um lado, a deslocação do mercado de frescos, por outro, a sua substituição por um Centro Comercial, ainda assim houve quem apontasse para o facto da urbanística.

   Urge então ver alguns pontos de interesse:

  • É necessário um espaço que congregue actividades comerciais, sobretudo do ponto de vista do comércio de alta tecnologia, vestuário e de lojas especializadas, atendendo à tipologia de Grandes Armazéns e Lojas de Especialidade com inclusão de serviços e lazer?
  • A zona do mercado, constitui por si só, uma zona privilegiada para este tipo de actividades?
  • Qual o impacto da instalação de Centro de Comércio e Serviços na sua envolvência?
  • A mudança do mercado de frescos implica mudança substancial de custos e de hábitos, que por si só, possam por em risco a sua actividade normal?
  • No final o balanço entre a manutenção entre um mercado ou o câmbio para um Centro Comercial salda-se por que solução.

   Acerca da primeira questão, parece-me óbvio que Tomar já está atrasada no que toca a este tipo de comércio, uma vez que não apresenta soluções disponíveis, nem ao tipo do comércio de grandes armazéns, nem de lojas de especialidade de grande superfície, incluindo a aglomeração no mesmo espaço de vários serviços e utilidades, tais como as novas salas de cinema de pequena dimensão, mas cuja oferta de filmes é diversificada, lojas da especialidade, com informática, jardinagem, mobiliário etc., entre outros.

   Na segunda pergunta, constatamos que há medida que a cidade crescia no que é hoje conhecida como a parte nova, a Avenida General Norton de Matos se tem tornado cada vez mais a artéria principal da cidade, e o mercado ocupando cada vez mais uma parte central, e de convergência apenas aproveitado pelo mercado de frescos e sobretudo o mercado há sexta-feira, pelo que, cada vez mais esta zona apresenta cada vez mais um maior impacto e, se a acrescentarmos a isso, a construção da nova ponte, ainda que discutível ou não, reforça este estatuto de área de grande qualidade e de grande apetência, ocorrendo em torno dela duas grandes vias, vindas Ponte Arantes de Oliveira (Ponte Nova) e da nova ponte ainda em construção.

   A construir-se um edifício deste género, se regido por uma boa estratégia de implementação, o seu efeito imediato é a atracção de pessoas a este centro, o que por sua vez dá vitalidade ao centro, e pela sua peculiar localização e proximidade, o transferência de visitantes ao centro histórico, uma vez que estes Centro Comerciais não visam apenas servir os habitantes locais, mas sim, uma grande região, e a sua localização interior fará dele um sério concorrente, por exemplo ao recente Centro Comercial de Torres Novas, pois permite que antes ou após uma ida a este Centro Comercial, convidaria uma parte dos visitantes a um passeio pelas ruas do centro histórico, dada a sua proximidade, e por conseguinte, novo alento a essa zona, podendo mesmo o comércio tradicional a beneficiar disso. Ora, uma vez que, o mercado de frescos é na sua maioria utilizado pelas gentes das zonas rurais e de que as zonas disponíveis, nomeadamente nas zonas periféricas, não estão a grande distância para aqueles que moram em Tomar, sem contar com o serviço de transportes públicos implementados e que devem ser melhorados, penso existir condições para a transferência do mercado para a zona periférica, com especial atenção para as zonas em progressão, visto que, se se implantar o mercado agora nessas zonas, a tendência será para que numa década, o mercado outrora na periferia já esteie perfeitamente enquadrado na malha urbana, dado o crescimento que se espera da cidade.

   Assim, e resolvendo a última questão, penso que o balanço entre estes dois factores, o da manutenção do mercado ou da sua relocalização e criação de um Centro Comercial em pleno centro, penso pender favoravelmente pela última opção, tendo ainda em conta que quanto mais central for um possível Centro Comercial de grande dimensão, melhor e mais revitalizante será para a cidade.

 

   Agora, o que há que ter em conta é o seguinte: tem de se pensar em algo com vista o longo prazo, pelo que soluções simplistas e baratas, geralmente nunca dão frutos, e pelo menos por agora, não existem condições monetárias, para a implementação deste projecto, isto se se proceder ainda ao desbarato actual.

   Uma solução deste tipo exige grande capacidade financeira, ainda que o retorno seja maior, quer em termos de investimento, quer na criação ainda assim de um largo número de postos de trabalho, e com isto toda a logística que certamente criará mais emprego pela via indirecta, e é necessário proceder a cuidado plano urbanístico e de acessos.

 

    Assim, pela minha observação, julgo que, a se construir esta estrutura, dever-se-ia optar por um edifício robusto, e não de linhas extremamente "modernas" num estilo leve mas conservador, e aproveitar o factor relevo, para ocupar o lugar térreo, ou seja ao nível mais baixo, junto à ponte, para um grande parque automóvel coberto. Para terem a noção da minha proposta, peguemos como referência o Rio Nabão, e traçamos uma linha paralela ao rio, a cerca de 10 metros de distância e elevaríamos 5 metros em relação ao actual solo, pela mesma forma e como referência ao passeio da Avenida Norton de Matos, traçamos uma linha a ele paralela cuja distância coincide com o actual edifício da EDP, igualmente à mesma altura que a linha previamente traçada, o mesmo se faz com as vertentes opostas, ficamos com um rectângulo como referência, sendo estas as fundações do novo edifício, todo esse espaço seria dirigido para o parque subterrâneo, imediatamente no piso superior o qual de deverá coincidir em altura com a Rua de Santa Iria, os Bombeiros, o Centro de Emprego e o edifício da EDP, assim a Norte vem a subida da Avenida Norton de Matos, a Sul a Subida vinda da ponte em construção, do lado do rio, ajardinava-se fazendo com que a margem fosse levemente subindo, escondendo em parte este piso subterrâneo, daí os 10 metros de distância em relação ao rio.

   Posto isto, vem o edifício propriamente dito, penso que deveria ter quatro ou cinco pisos, distribuídos de regularmente, este edifício assente sobre o parque subterrâneo, será obviamente mais pequeno em termos de área de piso, ou seja, pegando então no piso surgido pela cobertura do parque, voltamos a pegar nessas linhas desta vez com as quotas à altura do piso e ao mesmo tempo da Rua de Santa Iria, e pelo lado Norte, retiramos tantos metros quantos os necessários, para distanciar o edifício da rua e da escadaria da Norton de Matos, evitando o efeito desagradável de edifícios altos muito perto dos passeios e ficando igualmente mais longe da estrada, o mesmo se sucede para o lado Sul, e pelo lado do rio, criando nesse espaço uma espécie de praça ou terraço ao ar livre, com acesso directo às ruas adjacentes, apenas o lado da rua de Santa Iria será o menos espaçoso, uma vez que não se justifica, dando primazia à harmonia com os edifícios, do Centro de Emprego e da EDP, podendo ou não manter-se esse espaço de estacionamento, mas seria preferível o seu ajardinamento e aproveitamento para uma entrada principal.

   Como de resto é normal, o último piso térreo ou seja o telhado, deverá ter acesso podendo ou não conter um café ou restaurante, gozando das boas vistas que oferece sobre toda a cidade em especial a zona histórica e vale a Sul.

 

   Bem sei que estes últimos parágrafos são difíceis de imaginar especialmente se não tem a zona em mente, mas tente passar por lá e imaginar o que escrevo.

 

   Por fim os pormenores técnicos, acerca do porque julgo que uma entrada pelo lado Sul, ou seja pela nova ponte seria melhor em vez de pela Norton de Matos, e deve-se manter a escadaria da Norton de Matos,

   Opcionalmente, e aí sim, um projecto realmente caro, seria o de aproveitar o declive da Norton de Matos, e onde é actualmente o passeio, este ficar nivelado pela Ponte Nova, ou seja mais baixo que estrada, sendo que no final, perto da rotunda se façam passagens subterrâneas em forma de quadrado, por baixo da rotunda, ficando as escadas e uma rampa de acesso ao piso superior do parque subterrâneo, e o passeio a descair até ao túnel, onde terá duas vias, uma em frente por baixo da Rua de Santa Iria e outro às esquerda por baixo da Norton de Matos, seguindo o mesmo processo em todos os cruzamento da Rotunda dos Bombeiros, já que existe espaço suficiente em todos os passeios, para acessos em escadas e rampas. A ver: Onde é o parque de estacionamento em frente à Caixa Geral de Depósitos, o largo passeio em frente ao Café D'Arco e Papelaria Raiz, ao passeio e parte do jardim dos Bombeiros, o como tinha dito pelo aprofundamento do passeio contíguo às escadaria da Norton de Matos.

   É claro que este "extra" opcional aumentaria a fluidez de trânsito e a segurança dos peões e dava um ambiente novo e renovados à zona, mas claro a sua natureza opcional e sendo gasto a fundo perdido, não é de todo obrigatório, mas poderia ser positivo, envolvendo ainda assim obras profundas. Mas se em Tomar já as houve e por coisa nenhuma, porque não pelo aumento de segurança dos peões (e para prevenir daquelas pessoas que inconscientemente não atravessam na passadeira).

 

   Fica a minha propostas, se puder publicarei esboços ilustrativos.

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publicado às 23:45



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