Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]





Degradação Urbana

por Antigo Mail, em 31.07.08

Claustro do Convento de Santa Iria   Degradação da paisagem urbana é o que se assiste diariamente nas ruas de Tomar.

   Há alguns dias ruiu o telhado das traseiras da antiga central na rua Everard, adivinhando-se o possível e mais que provável desmoronamento da cobertura desses edifícios emblemáticos, conforme foi notícia há uns tempos atrás e igualmente captado pela objectiva do Thomar Vrbe aquando da visita ao interior da ex-fundição tomarense.

   outro edifício de extrema importância para Tomar é o do Convento de Santa Iria, onde há o iminente risco de derrocada de todo o interior, além disso, depara-se com por um lado, falta de civismo dos munícipes, que sujam a parede com cartazes e mais cartazes, o que dá um mau aspecto ao edifício que já de si não ostenta uma boa aparência, e por outro lado a inércia da Câmara, que não regulamenta este tipo de actividade publicitária, nem cria espaços suficientes para o efeito e nem condena os infractores.

   É urgente repensar a forma como queremos atacar o problema, uma vez que não são só estes os imóveis, a necessitar de uma "cara lavada" muitos outros no centro histórico estão com o mesmo problema, prédios devolutos que com o passar do tempo vão se degradando, pondo em risco a integridade pública, e se por uma lado o edifício que foi sede do PCP/CDU de Tomar foi prontamente reportado às autoridades competentes, outros o não são devido a estarem vazios e ninguém reparar no perigo que representam.

   Talvez fosse tempo de seguir o exemplo de outras Câmaras e iniciar um processo de recuperação de imóveis por parte da Câmara, para, posteriormente, virem a ser novamente vendidos ou alugados.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:34


Eixos de desenvolvimento e novas centralidades

por Antigo Mail, em 23.07.08

Alfa Pendular   Um dos males que ataca a cidade de Tomar e todo o seu concelho é a posição de Tomar no sistema urbano português e do Médio Tejo, assim a macrocefalia de Tomar, ou a sua falta, é um problema que atinge Tomar há várias décadas, nomeadamente no que concerne às acessibilidades e às redes de transporte, durante muito tempo Tomar tem assistido impávida e serenamente à sua queda e lenta agonia, uma vez que os próprios, ou seja nós tomarenses, nos temos alienado do que se está a passar em redor da cidade e do seu concelho, até há bem pouco tempo, ir a Tomar era uma longa e sinuosa viagem, faltavam as vias rodoviárias rápidas e no plano ferroviário assistia-se a um entrave, a estação de Tomar, é um ramal finito, o que impossibilita a criação de infra-estruturas mais avançadas, bem como impossibilita o aproveitamento das viagens ferroviárias de longo curso e da sua paragem em Tomar.

   Tal facto só na última década começo a ser alterado, porém, ainda não estão concluídas todas as obras de acesso rodoviário a Tomar, em breve, ir de automóvel de Tomar à Nazaré não será  mais aquela viagem fastidiosa e interminável que os tomarenses se habituaram a fazer, ainda assim muito podia ser feito, com custos menores. Se no plano rodoviário as coisas já são um pouco mais optimistas, na plano ferroviário Tomar pareceu andar para trás, não mais se vê as composições de transporte de volumes que outrora afluíam à estação de Tomar com grande regularidade, e mesmo o transporte de passageiros, apesar de, com o sinal dos tempos e as composições climatizadas, tem vindo a diminuir.

   A par e passo com esta estagnação dos transportes, assiste-se também à morte daquele que foi uma das principais e longas actividades de Tomar, o sector industrial, que como oportunamente foi explicado e dito no relatório do projecto Thomar Vrbe - Requalificação das Antigas Instalações Industriais das Fábricas Mendes Godinho e Fábrica de Fiação, semque nenhuma actividade viesse preencher o papel em larga escala que a indústria deixou. E isto provoca automática e sumariamente uma quebra significativa, da importância vital de Tomar, e origina um abrandamento do seu desenvolvimento.

   Com isto o concelho entra numa nova era de latência, falta de produtividade e de competitividade, não mais se vêm grandes unidades industriais, grandes empresas, e grandes armazéns, os caminhos de ferro de mercadorias definham e o concelho perde-se no Ribatejo.

   Com isto outros concelhos adquirem mais pujança e Tomar entra em queda a pique na nova hierarquia das cidades portuguesas. Contudo não se deve perder a esperança de salvar esta localidade com oito séculos, mas infelizmente as opções tomadas pelos sucessivos executivos camarários lograram-se insuficientes ou pior do que isso erradas e prejudiciais, a fixação em Tomar é difícil uma vez que os preços praticados e os impostos camarários são dos mais altos da região e a somar a isso assiste-se ao definhamento da indústria e ao fraco teor do sector terciário, exceptua-se ainda um bom nível de educação, mas ante isto qual é a perspectiva de um jovem, obviamente é a de sair e procurar emprego e habitação mais barata, num outro concelho.

   É então urgente repensar a forma como queremos que Tomar encare o futuro, para isso são necessários vários pontos de intervenção.

   O primeiro prende-se com a imediata cessação das obras actuais, a construção de novas rotundas e equipamentos desnecessários, tal é o caso das novas rotundas propostas e intervenções cujo propósito seja o de um ínfimo melhoramento (que por vezes não se assiste) das condições de utilização.

   A Câmara Municipal de Tomar deve, de uma vez por todas, de mostrar intransigente e fechada sobre si mesma, deve abrir-se ao pensamento dos tomarenses e não às "brigas políticas", actualmente este órgão autárquico actua como uma realidade à parte do concelho, com resultados manifestamente erróneos, tais como supostas obras de remodelação inúteis e de novas infra-estruturas desnecessárias no contexto actual. E sobre este tópico o Thomar Vrbe deve relembrar que pediu para entregar o seu último relatório e  ainda não obteve uma única resposta. A Câmara não ouve os seus munícipes e os seus representantes praticam uma política de populismo e de construção de obras de fachada.

   Faz-se necessário iniciar imediatamente um plano de regeneração das contas camarárias e prevenir o seu endividamento.

   Após tudo isto, é chegada a altura de se iniciar importantes transformações no concelho com vista à sua modernização.

   Como proceder à modernização do concelho de Tomar. É questão que todos nós tentamos dar resposta, em primeiro lugar há que viabilizar as novas centralidade e fomentar a ligação de Tomar com o resto do país, tendo em vista as ligações de longo curso, para isso é necessário elaborar um novo plano de pormenor, com vista a regularizar, planear e propor novos traçados, e englobá-los de forma harmoniosa com os meios de transporte, como tal é um erro permitir que a estação de Tomar seja recuada do sítio onde está, uma vez que a afastará do centro histórico, por outro lado impedir o que se está a observar noutras cidades que é a construção de urbanizações fora do perímetro urbano, uma vez que a sua não inclusão na dinâmica da cidade implicará maiores custos em transportes e construção de infra-estruturas, por outro lado as vias de expansão deverão ser planeadas de acordo com as vias rodoviárias e ferroviárias, de maneira a não sobrecarregar as vias internas, assim Tomar deve optar pela expansão a em todos os quadrantes com especial atenção à zona do Flecheiro e a Sul da cidade, a Leste na zona dos hipermercados enquadrada com a Avenida Maria de Lurdes de Mello e Castro, a Norte, seguindo a regularização das margens do rio Nabão e preparando-se para tomar a estação de Fátima como a principal estação de Tomar, estação esta que conta com a passagem dos serviços Intercidades e Alfa Pendular, e ao mesmo tempo retirando a necessidade de por via férrea Tomar ter ser servida pelo nó do Entroncamento.

   Outras das opções que se deveria ter tomado era a da passagem dos IC's mais perto da malha urbana, permitindo um acesso mais rápido as essas estruturas, e ao mesmo tempo ser um convite à paragem em Tomar pelos condutores desses itinerários.

   Assim ficarão abertos novos pólos, o da zona nova do complexo desportivo e dos grandes espaços comerciais, as zonas de lazer da Fábrica de Fiação e do Flecheiro, a zona ferroviária a Norte e claro o Centro Histórico da cidade. Uma outra zona a fomentar é a zona industrial, incitando-se à vinda de empresas através de planos de cooperação e de incentivos fiscais, e a utilização do actual ramal de Tomar para o transporte de mercadorias.

 

   Estas medidas de urgência e que sem dúvida necessitam de um enorme esforço colectivo da Câmara e dos Munícipes e da necessidade de investimentos avultados são grandes, embora necessários, é de todo possível afirmar de que só com grandes planos, avidez e astúcia se poderá colocar de novo Tomar na rota das grandes cidades portuguesas, sem esquecer que ao implementar estas reformas profundas igualaremos Tomar às principais capitais de distrito e fomentará uma macrocefalia tomarense sobre o Médio Tejo e elevando o Médio Tejo a uma zona urbana de excelência!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:56


Alguns pontos de interesse municipal

por Antigo Mail, em 20.07.08

Tomar   A partir de agora e esporadicamente tratar-se-á aqui de alguns pontos chave e de vital importância para o município e para a cidade de Tomar. O progresso do concelho e da sua sede concelhia, depende do aproveitamento ao máximo das sua potencialidades, se bem que ultimamente, não se tem feito muito, pelo município de Tomar. Como muita gente diz: Tomar há uns anos tendeu a ser elitista, e como tal hoje sofre as consequências desse elitismo e sensação de superioridade.

   Devido a estes factores, Tomar têm vindo a perder "terreno" para os concelhos limítrofes, de reparar que, Tomar foi a primeira vila do actual distrito de Santarém a ser elevada a cidade, mas hoje foi ultrapassada por alguns concelhos em importância geoestratégica, desde acessibilidades, ao sector económico.

   Por outro lado, assiste-se a um claro abandono do progresso, e do bem-estar geral de comunidade tomarense, que se traduz, num atraso em sectores como a indústria, cultura e turismo, bem como do aspecto urbano da malha citadina.

   O Thomar Vrbe, irá agora abordar alguns pontos importantes no combate ao "afundamento" da cidade de Tomar. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:43



calendário

Julho 2008

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031



Arquivo

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2011
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2010
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2009
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2008
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2007
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2006
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D