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Património Cultural

por Antigo Mail, em 25.11.07

Arquivo Fotográfico Silva Magalhães

   O Arquivo Fotográfico Silva Magalhães está instalado no Instituto Politécnico de Tomar. Constituído a partir da colecção que lhe deu o nome, integra ainda as colecções: António Passaporte, Eusébio Tamagnini e Azevedo Franco. O Arquivo recolhe também todos os espécimes fotográficos de interesse histórico e cultural do Município. Este conjunto permite-nos documentar de forma abrangente o território e as vivências Tomarenses dos séculos XIX e XX.

Museu dos Fósforos Aquiles da Mota Lima

   A colecção reúne mais de 80 000 objectos, entre caixas, carteiras e etiquetas de fósforos. Foi doada à Câmara em 1980, por Aquiles da Mota Lima, que a iniciara em 1953.
   É uma apresentação peculiar da história e da cultura universal e da história da introdução e do seu fabrico em Portugal, desde os primeiros fósforos integrais, até aos amorfos dos nossos dias. A beleza das imagens dá-nos uma variada informação temática de natureza histórica e científica.

Museu Municipal João de Castilho

   O Museu Municipal João de Castilho foi criado pela Câmara Municipal em 15 de Janeiro de 1937 e homologado pelo Ministro da Educação Nacional em 29 de Janeiro de 1938.  Até 1951 foi dirigido pelo pintor Henrique Tavares, seu primeiro e único Director.
   Tendo como campo temático a Arte, o Museu organiza-se em dois pólos e três núcleos, caracterizados pelas respectivas colecções. O pólo da Av. Dr. Cândido Madureira, junto à Mata dos Sete Montes, alberga o Núcleo de Arte Antiga e o Núcleo de Arte Naturalista; o Núcleo de Arte Contemporânea está instalado em edifício próprio na Rua Gil de Avô, próximo do Parque do Mouchão. Completa-o a Galeria dos Paços do Concelho, extensão dedicada a exposições temporárias.

Museo de Arte Contemporânea José Augusto-França

   Este museu foi inaugurado em Maio de 2004, sendo instituído a partir de doações feitas pela o professor josé Augusto-França. É uma das mais recentes e importantes colecções de Arte Contemporânea portuguesa, dando especial atenção ao Surrealismo, sendo as obras expostas o reflexo da sua relação de cumplicidade com diversas gerações de criadores portugueses da segunda metade do século XX, como obras de Almada, António Dacosta, Mário Eloy, António Pedro, Albertina Mântua, entre muitos outros.

Cine-Teatro Paraíso

   O Cine-Teatro Paraíso foi recuperado pela Câmara Municipal de Tomar, que o adquiriu em 1997. Neste local fora erguido pela primeira vez uma sala de espectáculos em 1800 tendo sido restaurada em 1876 com o nome de Teatro Nabantino. O Cinema chegou a Tomar em 1901 e oito anos depois era inaugurado outro espaço dedicado ao cinema, o Salão Animatógrafo Paraíso de Tomar situado nas traseiras da Igreja de São João Baptista, em 1919 iniciou-se a renovação do Teatro Nabantino, o projecto previa a demolição do edifício existente e a construção de um novo que se iniciou em 1920 a cargo do arquitecto Deolindo Vieira que havia projectado um teatro à italiana. Até à inauguração em 24 de Março de 1924 os espectáculos continuavam no Salão Animatógrafo.

   Na década de 40 o edifício sofreu nova remodelação a cargo do arquitecto Ernesto Korrodi, que transformou todo o interior e à construção de um salão de festas e de um bar, mantendo a traça. No final do século XX o Cine-Teatro Paraíso estava já em ruínas.

   O novo edifício foi renovado pela Câmara Municipal e inaugurado em 2002.

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publicado às 21:41


Património Civil

por Antigo Mail, em 25.11.07

Moínhos e Lagares D'El Rey

   A instalação dos primeiros moinhos e lagares de Tomar data dos séculos XII e XIII e foi promovida pelos Templários, que beneficiaram de grandes privilégios. Os lagares de azeite da Ribeira da Vila, alimentados pelo Açude dos Frades, são referidos na Real Sentença de D. Dinis, de 13 de Julho de 1295. Ampliados no reinado de D. Manuel I, foram rebaptizados para Lagares D' El-Rey.

   Depois de 1834, com a extinção das ordens religiosas e a alienação dos seus bens, os antigos Lagares e Moendas da Ribeira da Vila, passaram por vários proprietários particulares, mas conservaram sempre a sua traça original.

 

Misericórdia de Tomar

   A Misericórdia de Tomar foi fundada pelo Rei D. Manuel I, em 1510. A Igreja de Nossa Senhora da Graça, ou de Nossa Senhora da Cadeia é vulgarmente conhecida por Misericórdia. É uma construção maneirista edificada na segunda metade do século XVI.

   A imagem da padroeira preenche o nicho que remata o elegante pórtico Quinhentista. A nave é decorada por molduras rectangulares de pedra e azulejos enxaquetados. Realce para o Milagre Eucarístico de Santo António, em painel do século XVI.

   O Hospital substituiu o de Nossa Senhora da Graça (século XV) resultante da unificação henriquina de todos os hospitais e hospícios que havia na Vila.

 

Estaus

   O edifício, onde funcionou o antigo bazar dos judeus foi encomendado pelo Infante D. Henrique para sua aposentadoria, alojamento e comércio, a complexa construção de dezasseis arcos em ogiva nos dois lados da rua nunca foi concluída

 

Paços do Concelho

   Antigos Paços Reais que D. Manuel I edificou e ofereceu à Câmara. A remodelação maneirista do século XVI eliminou a decoração manuelina. Permanecem os símbolos do Rei Venturoso: Brasão Real, Esfera Armilar e Cruz de Cristo, já com adaptação Filipina. Destaca-se a galilé de três arcos, a fachada posterior em arcos de volta inteira e, no interior, a galeria de exposições (memória das Boticas do Infante D. Henrique) e o Salão Nobre, com um antigo Brasão de Tomar no tecto em masseira.

Biblioteca Municipal de Tomar

   No dia 21 de Janeiro de 1876, a Câmara pede a concessão de livros para a Biblioteca Popular de Tomar que se propõe instalar numa das dependências dos Paços do Concelho.
   A República não se mostrou indiferente perante a inoperância que revelaram as bibliotecas públicas. Também em Tomar (Deliberação de 5 de Maio de 1913) a Câmara decide da “reorganização” da Biblioteca dando corpo ao Decreto com força de Lei de 18 de Março de 1911.A biblioteca pública em Tomar, tal como outras bibliotecas públicas portuguesas, constitui o espelho da política cultural obscurantista.
       Em 1963 a Câmara toma conhecimento do despacho do Ministério das Obras Públicas que aprova o projecto da “Reconstrução da Casa Quinhentista e sua adaptação a Biblioteca Municipal”. Manuel da Silva Guimarães desenvolveu, nesta fase, um louvável trabalho manifestado quer na organização do espaço, quer sobretudo, na organização dos fundos bibliográficos. Para o enriquecimento destes fundos contribui apaixonadamente António Cartaxo da Fonseca, não apenas pela quantidade de obras doadas, mas sobretudo, pelo valor documental que elas possuem. Outros beneméritos, entre muitos, não devem ficar esquecidos: Vieira Guimarães, Augusto Tamagnini, Fernando Ferreira, Fernando Lopes-Graça e José-Augusto França. Manoel de Matos oferece uma valiosa colecção de moedas, tapeçarias e o mobiliário para o edifício da Rua Silva Magalhães.
   O Decreto-Lei nº 111/87 de 11 de Março pode considerar-se um marco histórico para Leitura Pública em Portugal. Nele foi definido um instrumento legal, na figura de um contrato-programa que permitia a concretização efectiva do apoio técnico e financeiro do Estado à  criação de uma Rede de Leitura Pública, competindo às autarquias a responsabilidade da criação e manutenção das suas bibliotecas.
Em 1989 a autarquia adere à Rede de Leitura Pública através de um contrato-programa com o Instituto Português do Livro da Leitura, que passou pela construção do edifício, aquisição do equipamento e mobiliário assim como do fundo documental.
A Biblioteca Municipal de Tomar, à qual foi atribuído o nome “António Cartaxo da Fonseca” em homenagem ao cidadão empenhado, para além do apoio contratual do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, recebeu da Fundação Calouste Gulbenkian a doação do fundo documental pertencente à Biblioteca Fixa nº 72 de Tomar que passou, deste modo, a integrar o acervo da nova Biblioteca.

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publicado às 21:26


Património Religioso

por Antigo Mail, em 25.11.07

Igreja de Santa Maria do Olival

   Templo gótico de meados do século XIII construído no sítio da antiga igreja templária erguida por D. Gualdim, panteão dos Mestres Templários foi sede de nullius diocesis com jurisdição sobre as igrejas dos Descobrimentos. A interessante estrutura espacial de três naves serviu de modelo à igreja de São João Baptista e a outras igrejas do gótico final português.

   No exterior, destaca-se a magnífica rosácea, a torre de atalaia adaptada a campanário, e a loggia do século XVI; no interior, a lápide de Gualdim Pais, o túmulo de D. Diogo Pinheiro e as imagens Nossa Senhora do Leite e Santas Mães.

Igreja de São João Baptista

 Templo de estilo gótico tardio, construído por ordem de D. Manuel I sobre anterior ermida da mesma evocação. Foi concluído no início do século XVI. A simbólica de D, Manuel (Brasão Real, Esfera Armilar e Cruz de Cristo) está presente na torre e repete-se no púlpito e nos portais Poente e Norte, no exterior destaca-se a Torre de três corpos, o Portal Principal, o Portal Norte e o Portal Sul, verosímil memória de um templo primitivo.

A estrutura espacial das naves é idêntica à da igreja de Santa Maria do Olival, enriquecida pelo púlpito da pedra lavrada e pela pintura quinhentista, expoente máximo da arte pictórica portuguesa do século XVI.

 

Capela de São lourenço

    A 10 de Agosto de 1385, dia do mártir S. Lourenço, as hostes de D. João I juntaram-se neste local, às do Condestável D. Nuno Álvares Pereira, rumo a Aljubarrota, a Capela e o Padrão assinalam o encontro e o santo, orago da ermida, deu o nome ao lugar. Aires de Quental, encarregado de ali construir uma fábrica de armas, por D. Manuel, foi o edificador da Capela.

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publicado às 21:14

Castelo dos Templários:

   O Castelo Templário/Convento de Cristo foi sede da Ordem do Templo, até 1314, e da Ordem de Cristo, a partir de 1357. Do castelo (1160) faz parte a charola octogonal (finais do século XII), santuário românico de influência oriental. Este conjunto foi classificado como Património Mundial da UNESCO em 1983. A sua área é de 54000 m2 , sendo quarenta mil de área construída coberta, o que equivale à área de uma cidade média da Idade Média. Objectivamente, é a maior área monumental de Portugal e uma das maiores do mundo.

   São três os centros de interesse a considerar para perceber o sítio: o artístico, consagrado em cada metro linear ou quadrado que se percorra e de que o Portal Principal, a Charola, a Janela do Capítulo e o Claustro de D. João III são picos de excelência; o funcional, que decorre das funções que teve, alojando monges-guerreiros e frades em clausura, e a que não falta a mata para encontrar a Natureza; e o do duplo significado da consolidação de um País, primeiro, e a sua expansão pelo Mundo ao serviço de Cristo, depois.

   O Castelo dispõe de três recintos muralhados, sobressaindo os locais da Charola e da Torre de Menagem. A grande inovação surge com os portentosos “alambores” que guarnecem e reforçam a defesa da muralha. Entre a alcáçova e a charola, no espaço onde foram, no século XV, os Paços do Infante, há vestígios da ocupação muçulmana.

   - Porta da Almedina:

   Nas muralhas do Castelo, era a porta de entrada para a Almedina (burgo interior), ou “Arrabalde de S. Martinho”. Também é conhecida por “Porta do Sangue” por aí ter sido sustida a investida muçulmana no ataque de 1190, ocorrendo grande mortandade.

Convento de Cristo:

   - Janela do Capítulo:

   A mais simbólica das cinco janelas do Coro Baixo da igreja do Convento (o simbolismo do conjunto das cinco janelas manuelinas adensa-se se se pensar nos cinco impérios / 5º Império e no Pentecostes). Expoente máximo da Arte Manuelina, tornou-se um ícone do património português recheado de alusões às Descobertas e à História de Portugal.

   Pela profusão dos elementos decorativos manuelinos característicos e intenso simbolismo, é referência da Arte portuguesa. A fachada em que está incrustada é uma imensa peça artística que lhe complementa o significado e vinca outras alusões, incluindo a de que os tabuleiros da Festa dos Tabuleiros tivessem sido inspirados nos botaréus que ladeiam aquele espaço.

    - Charola Templária:

   Era o oratório da Ordem dos Templários, no Castelo. É uma compacta estrutura cilíndrica de influência oriental, do século XII/XIII, indiscutivelmente militar para proteger o sagrado, que alude ao Santo Sepulcro de Jerusalém. No interior, acolhe, com generoso deambulatório, um tambor central octogonal de oito pilares compostos por quatro colunas adossadas cada uma. No início de Quinhentos, foi rasgado um amplo arco para o Coro, cuja iluminação provém do óculo que, no exterior, integra a decoração da Janela do Capítulo. Esta obra do início do século XVI foi encomendada a Diogo de Arruda; a João de Castilho, foi incumbida a intervenção para a ligação abobadada do Coro à Charola. A entrada, um portentoso portal e fachada ricamente trabalhados, são também de Castilho.

   A decoração da Charola é composta por motivos na estrutura do tambor central, pinturas na abóbada anelar, pinturas murais no segundo andar do tambor (representando instrumentos da Paixão de Cristo, da autoria de Fernão Anes), oito das catorze tábuas primitivas na paredeperímetro (da oficina do pintor Jorge Afonso), esculturas em madeira (representando Anjos, Santos e Profetas) e um conjunto da Virgem com S. João, de Olivier de Gand.

    - Claustro Principal:

   É o mais importante e emblemático dos claustros do Convento de Cristo. Era o claustro do recolhimento, procissões e oração. É um caso notabilíssimo da arquitectura renascentista, da autoria de Diogo de Torralva, com marcadas influências e traça italiana, embora concluído por Filipe Terzi, fora Castilho a iniciá-lo. O claustro tem dois pavimentos sobrepostos com a cobertura do último e um terraço (o Terraço da Cera) rematado por uma balaustrada. O pátio tem um fontanário central, barroco, em forma de Cruz de Cristo, de Pedro Fernandes de Torres, alimentado pela água do Aqueduto dos Pegões.

    - Aqueduto dos Pegões Altos:

   Foi mandado construir por Filipe I, para abastecimento do Convento de Cristo. Em 1593, Filipe Terzi iniciou os trabalhos e Pedro Fernandes Torres concluí-los-ia em 1613. Com 6 quilómetros de extensão e 180 arcos, forma, no troço de maior desnível, ao Vale de Pegões, duas filas de arcos sobrepostas em que a arcaria de volta inteira superior repousa nos arcos ogivados inferiores.

Mata Nacional dos Sete Montes:

   Antiga cerca dos freires do Convento de Cristo. Estende-se por 39 hectares murados e conta com enorme variedade de espécies vegetais. António da Costa Cabral adquiriu-a em 1837 por 5$000 (cinco mil réis); em 1938, após aquisição pelo Estado, foi transformada em Parque Florestal e Jardim que abre directamente a cidade.

Ermida de Nossa Senhora da Conceição:

   Igreja de três naves abobadadas (século XVI), do mais puro Renascentismo existente na Europa, situada na encosta do Convento de Cristo. Foi iniciada por João de Castilho e concluída por Diogo de Torralva. Inicialmente destinada a mausoléu de D. João III, a inesperada morte do Rei, em 1557, sem testamento, não o permitiu.

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publicado às 20:57


Património Construido

por Antigo Mail, em 25.11.07

   Aqui publica-se um pequeno guia sobre o Património de Tomar

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publicado às 20:48



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