Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Segundo o recente estudo "Os Municípios e a Qualidade de Vida (2012)" feito pela Universidade da Beira Interior que no distrito de Santarém determinou os seguintes ICDES - Índices Concelhios de Desenvolvimento Económico e Social:
Fica portanto a questão: Se os municípios administrados pela CDU adquirem resultados evidenciados, como explicar que, na prática, pouco ou nada se vê, ouve ou lê nos órgãos de comunicação social?
A aprovação através de métodos dúbios e estranhos à democracia que se diz representativa do Orçamento da Câmara Municipal de Tomar em sede de Assembleia Municipal, por uma margem de dois votos, 15 a favor (PSD e CDS) e 13 contra, porém, com a notada ausência de presidentes de junta do Partido Socialista e do Grupo Independentes por Tomar, quando, a oposição, PS, IpT, CDU e BE, precisamente os partidos e grupos que votaram contra, somam a maioria dos Membros da Assembleia Municipal de Tomar.
Desta forma, convém analisar a conduta e posições do Partido Socialista e dos Independentes por Tomar, no que diz respeito à ética e moral demonstradas e evidenciadas no decorrer deste processo e das próximas eleições autárquicas...
Todos sabemos que este orçamento é fraco e ineficiente, por um lado sujeito às amarras financeiras dos empréstimos e da solvabilidade a curto prazo, por outro lado, não desenvolve nem pressupõe emlhorias tendente à eficiência dos custos do município, a título de exemplo, a rúbrica adstrita aos encargos com rendas e similares permanece praticamente inalterada, bem como os gastos acessórios que ficaram de fora do suposto plano de poupança do município relativo aos recursos, do qual a supressão da impressão do Boletim Informativo da Câmara Municipal é um dos exemplos, ainda que, do bolo total dos gastos que se podem considerar exagerados, essa poupança não se aproxime de valores de referência, isto é, a maior fatia continua sem alterações demonata, diga-se de gastos com comunicação, contencioso e similares, estadas e transportes, entre outros.
O novo Orçamento e as Grandes Opções do Plano, são parcas no estudo quer microeconómico quer no plano macroeconómico, continua bastante ineficiente a gestão do parque imobiliário do município, uma gestão que sai muito cara à câmara, nem se prevêem as alterações à colecta de impostos por via da grave crise que o país atravessa.
Ante os cortes nas transferências da Administração Central e a nova complexidade conjuntural da economia nacional e local concretamente, que fazem prever um desvio significativamente negativo entre as receitas esperadas e as reais, coloca-se a questão: Como foi possível que uma oposição com poder para fazer chumbar este documento tenha deixado escapar a oportunidade de fazer justiça aos contribuintes com a ausência dos presidentes de junta?
Muito para além do problema democrático, estamos diante de uma grave crise de valores de solidariedade e partilha para com o colectivo, com uma galopante e muito perigosa tendência de alheamento da responsabilidade, justamente daqueles que mais próximo se encontram das populações, uma total falta de respeito para com os munícipes no seu todo que só nos entristece e envergonha.
Caímos num poço sem fim de uma espécie de caciquismo que já nem respeita a unicidade de uma região, nem partidária, nem respeita um princípio que deveria ser o valor mais alto a ter em conta, o princípio da ética e da moral.
Comportando-se pior do que crianças em idade primária, que se debatem uns com os outros por frivolidades menores, estes homens com H minúsculo, assemelham-se a hordes tribais de uma responsabilidade que roça o humilhante. Quando um presidente de junta olha para o seu umbigo em vez de defender a justiça da comunidade, neste caso o concelho, estamos perante um espécie de guerra campal, um bairrismo atroz e uma estupefacção inacreditável
É esta a classe que se pretende apresentar como defensora das populações?
Uma classe que envergonha profundamente os demais autarcas ao real serviço das populações, servindo-se da fuga da responsabilidade.
E que papel têm as estruturas municipais de Partido Socialista e do Grupo Independentes por Tomar? Se estes não conseguem assumir a unicidade dentro das suas estruturas, como é que se propõem a governar o Concelho de Tomar, com a necessária determinação colectiva?
Estas questões assumem um carácter extremamente gravoso, que desacreditam por completo os discursos de Anabela Freitas e do PS bem como o seu pretensiosismo de supostamente liderar uma convergência, está mais do que provado que o Partido Socialista é incapaz de convergir internamente, quanto mais externamente, por outro lado, os Independentes por Tomar, que se pretendem mostrar como um grupo coeso, falharam justamente na altura mais importante.
O PS e os IpT, mostram assim que não têm capacidade para liderar seja o que for, e assim é impossível criar mudança e desenvolver uma visão para o município.
O Thomar Vrbe alerta para a recolha de assinaturas a favor da petição pública d'"Os primeiros signatários: Rosa Maria da Conceição Freitas Santos (Membro da Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar, pelo P.S.D.); Hugo Renato Ferreira Cristóvão (Membro da Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar, pelo P.S.); José Pedro Gomes Correia Vasconcelos (Membro da Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar, pelos IpT); Paulo Jorge da Encarnação Silva Bacelar de Macedo (Membro da Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar, pela C.D.U.); António Herculano Gonçalves (Membro da Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar, pelo C.D.S./P.P.); Paulo Alexandre Martins Mendes (Membro da Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar, pelo B.E.).
Tomar, 25".
Mais informações podem ser consultadas no Blogue Tomar, a Cidade. Participe
Endereço do texto da Petição: http://networkedblogs.com/tl4Kc?a=share&r
Para colaborar dirija-se a um ponto de recolha de assinaturas (mais informações aqui) ou imprimir a petição na sua totalidade e preencher com a sua assinatura e a de terceiro se possível, não é obrigatório o preenchimento total dos campos das assinaturas, porém quanto mais assinaturas conseguir, melhor. É OBRIGATÓRIO O PREENCHIMENTO DO NÚMERO DE BI OU CC!
Presentemente o Município de Tomar não possui uma carta que vincule de forma clara e concisa um projecto a desenvolver quer a médio e longo prazo quer no curto prazo, isto, de forma genérica a Câmara Municipal limita-se a proceder a uma gestão da coisa pública em função do momento e, o único factor que mais sazonalidade presenta é o capítulo das obras públicas, de melhoramento ou de embelezamento na sua grande maioria na sede do concelho, tal sazonalidade coincide com as épocas eleitorais. Concretamente no plano financeiro não há qualquer caderno que contenha metas ou etapas a atingir quanto ao desempenho financeiro e económico, consequentemente não há um politica definida sobre o endividamento, estrutura do endividamento, prazos de pagamento entre outros indicadores económico-financeiro, o que trás somente desvantagens donde o desequilíbrio orçamental é a sua maior consequência.
Os acontecimentos recentes que ocorreram em Tomar são um indicativo do mudança no paradigma da nossa sociedade, após longo período de total alheamento das populações da política e dos centros decisórios respira-se nos últimos meses a um crescendo de preocupação com o futuro das infra-estruturas que mais falta fazem às populações e, se no mundo falamos da liberdade e da emancipação do povo árabe contra as ditaduras perpetuadas no tempo, concretamente no nosso concelho, que aqui mesmo no centro de Portugal tem sua morada, assistimos à tomada de posições dos tomarense para com a temática do Hospital de Tomar e contra a reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo. Ainda bem que a população não está totalmente cega se bem que tardiamente começa a sair à rua, louva-se portanto tal acto, condena-se o facto de não se começar a agir mais prontamente e contra todos os males do concelho, mas como diz o adágio popular, mais vale tare do que nunca.
| Proposta de programa económico-financeiro e operacional para o Município de Tomar, reorganização financeira, plano económico de longo prazo e programa operacional de fomento industrial, comercial, turístico de valorização do património ambiental, imaterial e edificado e potenciador das sinergias entre a comunidade local e regional com o ensino superior. |
![]() |

“O orçamento e plano da Câmara de Tomar para 2012 foram reprovados com os votos contra do PS e Independentes por Tomar. Só votaram a favor os dois eleitos do PSD, Carlos Carrão e Rosário Simões. O presidente da Câmara, Corvêlo de Sousa, não participou na reunião de hoje por estar de baixa.”
Lia-se no dia 12 de Dezembro do ano passado, no Jornal O Templário sobre o chumbo do principal documento de gestão do município para o ano de 2012, para uma semana mais tarde se ler o título “Tensão na Câmara e Assembleia Municipal”, desta vez pelo segundo chumbo do referido documento, PS, IpT, PCP, PS e BE voltariam a dar chumbo ao Orçamento Camarário. No topo das causas está o caso do Parque de Estacionamento construído atrás do edifício dos Paços do Concelho, a única diferença, diga-se de passagem, foi a mudança de posição dos centristas, que tendo votado contrários ao documento na primeira votação, decidiram-se pela sua concordância em sede de nova votação.

O PSD está totalmente desnorteado, sem revitalização visível, sem programa digno disso ser chamado, sem visão estratégica, sem posicionamento estrutural, incapaz de proceder a uma leitura atenta dos problemas do município, das necessidades e das potencialidades, das desvantagens e das vantagens, enfim, sem saber desenhar sequer um plano de rumo para Tomar a terminar.